Eu estava lá...
Um auditório lotado, viu surgir
um Oswaldo Montenegro parecendo mais magro e com longos cabelos brancos, talvez
só esses detalhes visuais o distinguem do jovem Oswaldo que há 25 anos colocou
o pé na estrada e conquistou a legião de fãs fiéis, que ontem mantinham ouvidos
e corações colados em cada acorde e palavra cantada.
“Ando devagar por que já tive pressa
e levo esse sorriso por que já chorei demais...” Foi à música escolhida para
abrir caminho, para falar das andanças e do amadurecimento. Belíssima poesia de
Renato Teixeira que Oswaldo resgata, como outras tantas lindas letras
brasileiras, mostrando que sim, podemos sentir e cantar poesia e beleza, não
caindo nas fórmulas simplórias e comerciais que parecem assolar o país.
Felizmente fugindo de estereótipos e não se entregando a mídia rolo compressor,
há 25 anos ele canta “canções bonitas falando da vida em ré maior”, “canta o
que não silencia”, canta emoção pura.
Homenageou Ramalho, outro símbolo de
luta, cantando vida e desassossego: “... vida de gado, povo marcado, povo
feliz!”.
Assim cantando e emocionando ele
seguiu, acompanhado por músicos preciosos, nos tocando por dentro, revisitando
o passado, uma viagem dos sentidos, marejando os olhos com a trilha perfeita:
bandolins, intuição, travessuras, léo e bia, lua e flor, a maravilhosa e madura
Lista, a oração Metade, entre tantas outras.
GRANDE OSWALDO, definitivamente ele
conhece bem a fonte e a magia de tocar a alma de fãs como eu, que feliz, só
posso agradecer a oportunidade de estar no mundo ao mesmo tempo de alguém que
saiba descrever e interpretar tão bem minha emoção, minha dor, minhas buscas,
minhas metades...
Comentários