sábado...

 hoje acordei com esse vídeo, que me fez viajar fundo em meus fundos e fundamentos...



Pois então, sempre acreditei em encontros, sempre acreditei e busquei o tal "grande amor", monogâmica e romântica, sem questionar o tanto disso era idealização, falta, condicionamento e buraco de abandono infantil,  enfim não exatamente um negócio claro, do que era desejo, tesão e o que era necessidade de preenchimento, o que era falta de aconchego e abraço disfarçado... enfim, esse vídeo me trouxe todos os filmes românticos, que me sopraram esperanças, e todas as minhas insistências, os arroubos e as procuras... é ruim enxergar o tanto que muitas vezes a tal busca de final feliz, me infelicitou e me desajustou, esperando ... Fiz ate poesia pra isso, ela é lá de 1995...onde me sentia suspensa, aquecendo em banho maria as esperanças de sempre...


Esse poema ate virou Poemas no ônibus, no ano que virei mãe ...que ali esta descrito como um sonho, mas na real era um grande medo, talvez eu muito intimamente já soubesse da minha imaturidade emocional e da minha infância de falta e solidão que eu iria reviver e querer preencher na filha, pobres filhos quando um trauma nosso, embaralha o que damos...ou tentamos preencher buracos de alma que são nossos, ah, as projeções e o não ver o outro, fiz isso um tantão... sorry filha, muita terapia depois, percebo tanto ... então... mas o pior das insistências, era de pertencer, eram as fantasias de ter com quem contar, o amor romântico, que eu bobamente entendia, quando ainda buscava, como encaixe perfeito, e que o encaixe exigia,  alguns silenciamentos, como uma busca de harmonia por negação de partes minhas ou na tentativa de moldar e me moldar... eita, como isso poderia dar certo? Obvio, nunca funcionou...e isso também, vi hoje pela manhã, nas palavras do Augusto Uchoa.



 Meu amigo Ori, diz que o algoritmo é hacker ... descobre e mostra coisas ate antes de percebermos, foi assim comigo hoje, o passado e as lembranças suspensas vieram juntas e foi um jeito bem claro de ver o tanto que já errei... mas aí felizmente, a Lucia Helena Galvão  me socorreu... Aprender o que a coisa toda veio ensinar, abandonar a dor, reconhecer como caminho, oportunidade de aprender, reconhecer o que se ganhou nos erros todos...eu espero, nesse sábado, que seja o meu próximo passo... me aceitar, me reconhecer, comunicar com clareza e realmente fazer conexões reais, não idealizadas e românticas... a escolha de como ser e o que guardar, ainda é minha...


quando eu ainda pendurava os abandonos como injustiças , fiz uma poesia magoada e ela era assim:

A primeira vez que me desamaram/ levaram a leveza que do amor me vinha/ agora todas vez que me desamam, levam a capacidade de amar que eu tinha...

Hoje me pergunto: Será que eu tinha? 

Essa poesia anterior, eu refiz, mas ainda é mais poesia, do que prática... 

Focar menos na menina em preto e branco
e mais nas asas coloridas que dei pra ela...






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