de antigamente...
Eu sou de antigamente e me sinto assim
“antiga” quando relembro saudosamente de certos rituais da minha adolescência.
Existiam amores platônicos fortíssimos que podiam durar mais de ano, acreditam?
Existiam diários registrando esses amores, que tinham até chave. Existia a
paquera na frente do colégio, ou flerte pra ser mais exata e totalmente
antiquada. Existiam bailes, festas de garagem, luz negra e existia a melhor
parte: a hora da música lenta.
A hora da música lenta era a hora
mágica onde a aproximação se fazia, onde a paquera do colégio confirmava a
escolha. Onde se aproximavam (mas não muito) os corpos, onde se sentia aquele
frio na “espinha”, o cheiro e a voz pertinho do ouvido, ai...era a hora que a
timidez dos meninos precisava ser vencida, por que eles “tiravam pra dançar”, e
muitas vezes era a hora em que era feito o “pedido em namoro”. Esse assunto
deve estar soando mentiroso para qualquer pessoa de menos de 20 anos, mas
acreditem, era assim mesmo...
Então depois do “pedido” começava o
namoro, o acompanhar do colégio até em casa, as mãos dadas, depois o convite
para a matine, que era o cinema durante o dia onde “normalmente” acontecia o
primeiro beijo, tudo assim, mais lento, mais passo a passo, e acreditem era
lindo!
O tempo foi passando, as declarações
de amor foram saindo de moda, amor foi sendo considerado brega, tudo
necessitava ser rápido, imediato, aí
entraram com tudo os “fast-food”, surgiu uma espécie de fast-vida, a música passou a ter uma batida quase
cardíaca. Pra tudo parecia muito tarde, nessa “reestruturação” de mundo, muitos
valores “bailaram” e música lenta ninguém dança mais!
Eu adoraria que amor não fosse brega,
que intimidade fosse coisa natural, que as pessoas dessem tempo para se
conhecer, namorar, descobrir afinidades, admirarem-se profundamente (além de “shapes”e silicones). Que sexo fosse
conseqüência de se amar (e não sou puritana!!) e que homens e mulheres falassem
a mesma língua, que construíssem relações de afeto e não de jogos.
Mas sei que sou romântica e fora-de-moda
querendo tudo isso, ás vezes me pego querendo “absurdos” como honestidade,
dignidade e confiança no ser humano...estou quase senil!!!
Mas como gosto de acreditar , lanço
aqui uma campanha - À VOLTA DA MÚSICA LENTA PRÁ DANÇAR!!! Quem sabe o que um
namorinho...um amor de antigamente...uma luz negra...podem desvendar...
essas duas tocavam em todas as reuniões dançantes... ( dois brasileiros cantando em ingles, só assim garantiam espaço nas rádios...)
My Life
Feelings
essas duas tocavam em todas as reuniões dançantes... ( dois brasileiros cantando em ingles, só assim garantiam espaço nas rádios...)
My Life
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