ninho..
É preciso
dar ninho pros filhotinhos na alma
que nem todo os bichos assustam
uns fazem companhia
e outros, os mais terríveis
nos pertencem, nos permeiam,
são tão nossos, quanto os cheiros
que transpiramos, únicos
fazem nova pele e as vezes couraça
fazem a emoção perder o rumo
e escorrer cara a fora
como o engasgo que surge quando a palavra não basta
como o tecido do coração que de tanto ser , esgaça
quero a leveza das garças
graça e nudez
livre e sem manto
tua mão fuçando minha alma nua
o brilho do amor recém desperto
acendendo a noite
e eu rindo displicente e tua
tua demora
me faz dobrar esquinas nessa espera vã
que nada costura
faz rasuras com minhas palavras
a fonte que seca por anos, ontem desaguou
com mesmo frescor de um antes
voamos em círculo
seres alados...desaprenderam a parar
como seres calados...que desaprendem de falar
e desacreditam dos verbos
a procura do que já nem sabem
feito oração decorada de domingo
coração guardado pra não gastar
a vontade desenfreada inoportuna
veio com gosto de antigamente
teu amor, que parecia mudo, hoje não cala
transformei-o em acalanto
de repente me fiz rua, só pra te ver passar
em poça me transformei
pra te ver menino brincando
de libertar barcos e cais
quis apagar do dicionários, o jamais
reconstruir catedrais
de translucidas saudades
o amor que me veio, trouxe brisa e rede
me abriu espaço no peito
com jeito, de quem faz ninho
.
aquece-alimenta e cuida
e vibra o desabrochar
esse amor na verdade
não voltou/ nem veio agora
era uma história
que não desisti de sonhar
esteve desde sempre
aquecido em banho-maria
eu sempre uma guria
ele sempre o meu rapaz
*poesia ON-LINE A 4 MÃOS, I e N, para o amor que virá!
dar ninho pros filhotinhos na alma
que nem todo os bichos assustam
uns fazem companhia
e outros, os mais terríveis
nos pertencem, nos permeiam,
são tão nossos, quanto os cheiros
que transpiramos, únicos
fazem nova pele e as vezes couraça
fazem a emoção perder o rumo
e escorrer cara a fora
como o engasgo que surge quando a palavra não basta
como o tecido do coração que de tanto ser , esgaça
quero a leveza das garças
graça e nudez
livre e sem manto
tua mão fuçando minha alma nua
o brilho do amor recém desperto
acendendo a noite
e eu rindo displicente e tua
tua demora
me faz dobrar esquinas nessa espera vã
que nada costura
faz rasuras com minhas palavras
a fonte que seca por anos, ontem desaguou
com mesmo frescor de um antes
voamos em círculo
seres alados...desaprenderam a parar
como seres calados...que desaprendem de falar
e desacreditam dos verbos
a procura do que já nem sabem
feito oração decorada de domingo
coração guardado pra não gastar
a vontade desenfreada inoportuna
veio com gosto de antigamente
teu amor, que parecia mudo, hoje não cala
transformei-o em acalanto
de repente me fiz rua, só pra te ver passar
em poça me transformei
pra te ver menino brincando
de libertar barcos e cais
quis apagar do dicionários, o jamais
reconstruir catedrais
de translucidas saudades
o amor que me veio, trouxe brisa e rede
me abriu espaço no peito
com jeito, de quem faz ninho
.
aquece-alimenta e cuida
e vibra o desabrochar
esse amor na verdade
não voltou/ nem veio agora
era uma história
que não desisti de sonhar
esteve desde sempre
aquecido em banho-maria
eu sempre uma guria
ele sempre o meu rapaz
*poesia ON-LINE A 4 MÃOS, I e N, para o amor que virá!
Comentários
Adorei tua companhia.
Beijo!