Eu fui na infância, o que chamavam: um amor de criança, uma criatura obediente e comportada, que seguia regras como um cachorrinho adestrado ou um cavalo de carroça que não tem, graças aos tapa-olhos, a visão do todo. Não pulei nem quebrei janelas, não desobedeci horas de sono e outras regras estúpidas, limpei o prato, arrumei a cama, não disse nome feio, não namorei escondido, não pulei muros, não roubei goiabas, nem laranjas dos pátios alheios, não rodei, nunca fui na sala da diretora, não xinguei nem agredi ninguém, não puxei a tolha da mesa para fazer cacos no chão (e sempre tive uma vontade danada de fazer isso), tive uma infância comedida, uma infância onde a proibição sequer ousou ser questionada...Uma infância de Não enfático, seguida de Sim cabisbaixo. Com isso, não apanhei de cinta, não ganhei castigo, mas também não aprendi meus limites...Fui de uma retidão deprimente. Meus limites não foram adquiridos e testados por mim, foram impostos, eu só os acatei...e assim, acatand...
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Beijos!!