Viver é rápido
sentir é lento
escrever é (tentar)
se adonar do movimento
das delicias...dos passados e do que escolhemos lembrar e guardar...
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... cafe da tarde com Alice e muita conversa boa, de lembranças, do que nos compoe, do passado que muitas vezes nego, como na fogueira de diarios e registros que fiz num ritual de "queima do passado" esperando renascer e que verdadeiramente, só me tirou a historicidade e os registros claros, nós somos TUDO...A noite encontro do Dignas Mulheres, e a importancia de buscar, a conexão com a nossa natureza, o divino em nós, a integridade de nos sabermos ...a natureza, a busca da essência, das descobertas, do simples e da alegria que é o juntos... EU QUERO VER ESSA ALEGRIA <3
Também la do passado vem essa lembrança e essa trilha, virou HINO por que seja la o que veio...eu sobrevivi...
O Joni Noda nessas brincadeiras de facebook pede: "diga o quão velho vc e sem falar a sua idade"... e aí me lembrou dessa passagem ... Eu dancei Gloria Gaynor na versão original, antes dos remix todos...F
oi assim, eu AMAAAAAAAVA a Gloria Gaynor e esse I will survive e naquela epoca (1979/1980), pra dançar era preciso um PAR te tirar pra dançar (absurdo ne?) sou vintage, e vivi isso, ou melhor, com essa musica, sobrevivi e me livrei da necessidade de ter algo mais alem do meu corpo e da vontade de dançar... parada na ponta da pista, nos primeiros acordes... uma mao toca no meu ombro e mostra a pista.. feliz da vida, já sai dançando... só me dei conta, de que o moco nao tinha " me tirado pra dançar" e sim pedido passagem... mas la no meio da pista e pensei AZAR e segui, dançando... foi bom lembrar e ao procurar a musica me deparar com essa preciosidade... eu sigo torcendo que todos nós possamos sobreviver e dançar livres e lindamente, quando esse horror passar...
por enquanto danço aqui mesmo, sorrindo a liberdade e a sobrevivencia....
Uma das boas coisas dessa pandemia, foram os grupos e as novas conexões que me permiti, por que eram a possibilidade de encontros possíveis... e foi nessa linha e através da Lilian Tiemi, que fui apresentada ao Cineclube Casa Sefora, que é de Natal, uma proposta de cinema em casa, em parceria com o Cineclube Belas Artes de Sao Paulo, o que por si só já é uma viagem ótima, qual a chance de conhecer, apreciar e discutir os filmes nao sendo numa plataforma Zoom e se nao houvesse esse virus nos impedindo vida externa, aos consciente ao menos... Bom, quando a Tiemi indicou haviam acabado de ver Asas do desejo do Win Wenders o que ja me carimbou a certeza de que o povo era serio e gostava mesmo de cinema...e esta sendo lindo, as trocas, os filmes, a oportunidade de socialização e os aprendizados...temos no grupo comentaristas tarimbados e grandes conhecedores e apreciadoras encantadas como eu, que nao sei muito de cinema, alem do tanto que imagem, som e sala escura sempre me atravessaram... ...
hoje acordei com esse vídeo, que me fez viajar fundo em meus fundos e fundamentos... Pois então, sempre acreditei em encontros, sempre acreditei e busquei o tal "grande amor", monogâmica e romântica, sem questionar o tanto disso era idealização, falta, condicionamento e buraco de abandono infantil, enfim não exatamente um negócio claro, do que era desejo, tesão e o que era necessidade de preenchimento, o que era falta de aconchego e abraço disfarçado... enfim, esse vídeo me trouxe todos os filmes românticos, que me sopraram esperanças, e todas as minhas insistências, os arroubos e as procuras... é ruim enxergar o tanto que muitas vezes a tal busca de final feliz, me infelicitou e me desajustou, esperando ... Fiz ate poesia pra isso, ela é lá de 1995...onde me sentia suspensa, aquecendo em banho maria as esperanças de sempre... Esse poema ate virou Poemas no ônibus, no ano que virei mãe ...que ali esta descrito como um sonho, mas na real era um grande medo, talvez eu muito i...
Eu fui na infância, o que chamavam: um amor de criança, uma criatura obediente e comportada, que seguia regras como um cachorrinho adestrado ou um cavalo de carroça que não tem, graças aos tapa-olhos, a visão do todo. Não pulei nem quebrei janelas, não desobedeci horas de sono e outras regras estúpidas, limpei o prato, arrumei a cama, não disse nome feio, não namorei escondido, não pulei muros, não roubei goiabas, nem laranjas dos pátios alheios, não rodei, nunca fui na sala da diretora, não xinguei nem agredi ninguém, não puxei a tolha da mesa para fazer cacos no chão (e sempre tive uma vontade danada de fazer isso), tive uma infância comedida, uma infância onde a proibição sequer ousou ser questionada...Uma infância de Não enfático, seguida de Sim cabisbaixo. Com isso, não apanhei de cinta, não ganhei castigo, mas também não aprendi meus limites...Fui de uma retidão deprimente. Meus limites não foram adquiridos e testados por mim, foram impostos, eu só os acatei...e assim, acatand...
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