Entre poemas, cangotes e quindins ...
Não faço mais festa
não te dou mais quindim
e a felicidade
que queria te dar
não digo, não dou
amasso todinha
num canto de mim
No coquetel onde todos estariam, eu estava feliz feito criança e curiosíssima pra conhecer o poeta de um poema que tinha me encantado, chamado Pai :
Pai
Meu pai tem uma bicicleta velha e eu gosto,
não dela que eu vou de pé e enauseia-me nas curvas.
O cangote dele eu cheiro disfarçado num medo amigo.
Com meu pai, vou onde o mundo desbarranca,
onde as plantas espiam Deus descansando.
Meu pai tem uma bicicleta e a guia.
Não há brisa mais veloz que ele quando
desce a rua e grita:
“Segura...”
E eu grito com ele e fico brisa pra levar-lhe bem
seguro
a cheirar o cangote de Deus
Me acheguei perto de um dos que me pareceu mais acessível e disse: Tu conhece todo mundo aqui? Eu quero muito conhecer um dos poetas...não sei o nome, mas é aquele do cangote de Deus...ele sorriu e me disse, prazer , sou eu Idésio de Oliveira e já estava toda lisonjeada da oportunidade e fiquei ainda mais, ao ouvir ele dizer: já e eu queria conhecer a moça do Quindim.
Foi assim e desde lá que viramos velhos amigos de infância, que bom que a vida nos fez encontro né amigão?
Comentários
Pax et Bonum. (I.Oliveira)