suspiro ou sufoco?
Eu achava que as relações eram fatalmente tensas e com uma certa
dose de destempero... nada era simples, natural, "Fácil e sem
tensão".
A felicidade era tipo um surto maníaco, esporádico, fugaz e sem garantia.
Confundi por anos
paixão com amor, isso talvez explique tudo, o sobe desce parecia mais latente, tentador, mais tumulto do
que paz...e eu nem sabia se a paz me servia, achava mesmo que podia ser tediosa.
Agora relendo esse poema do Leminski, percebo que também pra ele, a tônica sempre foi essa, do amor ser um sufoco, essa troca, muitas vezes non sense, de rosas e socos ...
Felizmente uso o verbo no passado, e estou tendo provavelmente uma segunda chance de aprender que amor é mesmo brincar no pátio e
não na montanha russa, como acreditei a vida inteira... Tomara ... tomara que seja pátio
mesmo- nuvem - lençol voando - pandorga, brincadeira leve e sem medo, esconderijo e gargalhada, imaginação no céu e a vida fazendo borboletas, que seja esse desejo quente de se aconchegar, de cuidar, de compartilhar de se preencher no abraço, de sossegar na intimidade...

Comentários