de amores...
Uma vez um amigo me disse que "o amor é um amigo imaginário da loucura", era um tempo onde fazíamos (tentávamos fazer) poesia e esse era um assunto recorrente, mesmo que tivessemos uma sensação clara de que muito (ou talvez tudo) já tivesse sido dito e escrito e nos identificassemos com o Tango de Nancy, brilhantemente escrito pelo Chico Buarque:
"quem sou eu para falar de amor
se amor me consumiu até a espinha
o amor jamais foi meu
o amor me conheceu
se esfregou na minha vida
e me deixou assim"...
Continuávamos buscando o amor e algumas rimas...isso foi antes.
Lembro disso por que reencontro meu amigo, anos mais tarde, num bar onde as pessoas se olhavam gulosas e eu senti uma certa tristeza, pelo amor que definitivamente não era possível ali...Perguntei bobamente para meu amigo antes poeta: onde as pessoas que querem realmente se encontrar vão?
Ele sorriu amarelo e calou com um gole bem grande de cerveja.
Talvez o amor tenha saído de moda, talvez tenha se desgastado tão mal usado por aí, talvez tenha ficado obeso e obsoleto, talvez tenha virado rima pobre, verso branco, talvez tenha deixado de ser romance pra virar crônica.
Tenho receio de termos pulado de uma cilada para outra, do amor eterno para a negação e desobrigação emocional, e aguardo ansiosa o final dessa história(torcendo por um final feliz!)
"quem sou eu para falar de amor
se amor me consumiu até a espinha
o amor jamais foi meu
o amor me conheceu
se esfregou na minha vida
e me deixou assim"...
Continuávamos buscando o amor e algumas rimas...isso foi antes.
Lembro disso por que reencontro meu amigo, anos mais tarde, num bar onde as pessoas se olhavam gulosas e eu senti uma certa tristeza, pelo amor que definitivamente não era possível ali...Perguntei bobamente para meu amigo antes poeta: onde as pessoas que querem realmente se encontrar vão?
Ele sorriu amarelo e calou com um gole bem grande de cerveja.
Talvez o amor tenha saído de moda, talvez tenha se desgastado tão mal usado por aí, talvez tenha ficado obeso e obsoleto, talvez tenha virado rima pobre, verso branco, talvez tenha deixado de ser romance pra virar crônica.
Tenho receio de termos pulado de uma cilada para outra, do amor eterno para a negação e desobrigação emocional, e aguardo ansiosa o final dessa história(torcendo por um final feliz!)
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