Pegamos um táxi, eu e minha filha ainda criança, logo o taxista já se rende a eloquência e a simpatia dela, o que me faz reafirmar: 'auto-estima é tudo na vida de uma pessoa' ...Suspiro a auto-estima que não desenvolvi enquanto o taxista suspira a sua filha adolescente tímida, descreve assim. Comento que aulas de teatro podem fazer um bem danado, mas logo percebo que a timidez da filha era um sofrimento dele, não dela. A filha ao que tudo indica era reservada e econômica nas demonstrações mas não sofria com isso, tinha gostos "estranhos" ,tinha " jeito" igualmente estranho aos olhos do pai, mas fora isso, era uma "menina normal e feliz". Agora relendo, penso que talvez a "filha" não se reconhece uma menina, não se identificasse, não quisesse o gênero e qualquer outras das etiquetas...mas naquele momento, isso não me veio... Comentei uma passagem do livro Pequeno príncipe onde ele conta, que ao exigir que uma borboleta se transfo...