quinta-feira, 23 de abril de 2015

o amor ...


As palavras dizem pouco!
As palavras pouco são!
Pena, já que elas são supervalorizadas por aí, nesses tempos barulhentos e inexpressivos.

Tem palavras que caíram na banalidade, ou que caíam no terreno arenoso do que “não deve ser dito”, e outras que carregam uma carga tão grande de responsabilidade e peso, que também acabam nem sendo pronunciadas.
Lembro como se fosse hoje a cara de pânico de uma amiga, ao me contar do
primeiro “eu te amo” que ela ouvira. Ela dizia: “Eu fiquei muda, não consegui dizer nem eu também.. o que eu digo agora? O que será que significa?” Me contava atônita e e como em transe :”eu te amo..ele disse...eu te amo!!!”
E despejou um monte de considerações a respeito dessa frasezinha que caiu na maldição de ser profunda e definitiva.
Acho lamentável que amor tenha toda essa carga enquanto ódio passeie por aí livre e impunemente, tão facilmente as pessoas esbravejam e ODEIAM... tão encabulados e receosos, amam e dificilmente expressam.
Ontem lendo poemas lindos de amor em forma bruta, do poeta Idésio Oliveira
deparei-me com a frase:
“Ao me sorrir, este amor trará consigo o aroma dos botões tramando flores.
Terá a fortaleza da rocha e eu me deleitarei no revelar de suas fragilidades.
Me contará onde esconde seus erros e brindaremos a cada acerto que tivermos juntos.”

Lembrei de momentos assim compartilhados, e senti que grande poder é sentir amor por dentro, como é bem bom ter a alma aquecida, e por que não compartilhar essa emoção.

Foi muito lindo perceber, que amor pode ser expresso sem ser contrato, sem ter futuro,
sem ser aliança ou qualquer dessas tranqueiras, pode ser expresso simplesmente como e com aquele sentimento mágico e quente, que nos invade, vez ou outra, quando nos deparamos com o nosso melhor lado, quando queremos proteger e dar felicidade, quando queremos espalhar calor e iluminar,como sol, amor deveria ser sentido, dado e dito com essa naturalidade. Como expressão, não como pressão, como sentimento, não esperando consentimento, nem a reciprocidade de um “eu também”.
Amor na verdade nem cabe na palavra e pode vir em forma de colo, em beijo na testa, coçando as costas, fazendo comida, andando de mãos dadas, assistindo pôr-do-sol ou nascer de lua, ouvindo música, amor pode ser a mão que segura, o abraço, o sorriso,
pode ser a entrega de um sono ou lágrima compartilhada, olhos que se cruzam cúmplices, pode ser silêncio, enfim pode ser e ter muitas formas e pode ser instantâneo.
E deve ser expresso, isso é urgente, da forma que vier.

Acho que minha amiga, ainda não havia sentido nada igual, e por isso se impressionou tanto com as palavras, por que bem no fundinho, as palavras não são nada, as palavras são símbolos que alguém determinou e escolheu como próprios, minha amiga ainda não tinha o sentimento aquecendo por dentro, e sentiu que deveria dar algum retorno pra palavra, e não deveria... nem pro sentimento deveria, por que o amor, e isso é realmente o mais mágico, o amor é de quem o sente.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

pra lembrar de sonhar...


Ontem entrei numas de que não sonho...assim de me comprometer ate o ultimo fio de cabelo com um projeto, meter o pé na porta, insistir...acho que a vida toda os sonhos vieram antes do meu projeto, e me agarrei a eles e fiz funcionar mas nunca fui proativa, fui reativa... e assim tem sido...lembrei que tenho há tempos uma pastas de visualizações, deve ter surgido depois daquele fatídico O segredo, que mesmo eu achando meio viajante, me plantou a sensação de que antes de ter é preciso querer... então com o intuito de me lembrar o que quero... aqui vai! Quero uma casa pra fugir de vez em quando...e nessa casa tem que ter varanda, pra colocar uma rede e tem que ter um pátio pra ter árvores frutíferas...e se eu tiver jeito uma horta. Nas noites nesse pátio, eu quero assistir filmes e fazer jantares embaixo da lua...