sexta-feira, 20 de março de 2015

reencontrando o Quintana....


Ontem fui dar uma entrevista na Rádio Guaíba, na famosa Empresa Jornalística Caldas Junior e me emocionei por estar andando pelos caminhos e no mesmo elevador que por anos recebeu diariamente o meu ídolo... Vira e mexe quem me conhece sabe que sai uma citaçao ou poeminha do Quintana, como esse : "dizem que os homens são todos iguais e nisso eu não acredito, tem quem nasça em Paris eu nasci em Alegrete".

 Mário Quintana é uma espécie de manual, é consenso, AMO tanto esse "velhinho" que parece até meu avô... Meu amigo diz que de certa forma ele é mesmo avô de todos nós!
         Um dia eu vinha caminhando na Praça da Alfândega e o vi sentado de pernas cruzadas, tranqüilo, observando o movimento, senti um misto de vontade de falar e receio de invadir, e emoção por que para mim ele sempre foi um mito, aí não pensei muito, cheguei , sentei ao lado e trocamos umas palavras e ele riu de um jeito querido, constrangido com o meu deslumbre e minha tietagem, falamos das ruas de Porto Alegre, de sermos ambos filhos do interior, lá pelas tantas já me sentindo mais íntima,  falei que escrevia e pedi um conselho, ele me deu o maior conselho: “ não fica mostrando aos outros pedindo que corrijam ou que julguem o valor literário, ninguém pode avaliar sentimento e poesia é só isso...”

         Ás vezes acho que só sonhei com esse encontro e com esse conselho básico que deveria ampliar para todos os sentimentos e momentos da vida. Parar de esperar que me julguem ou aceitem, seria a mais pura e genuína liberdade. 



Nenhum comentário: