quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

o medo "desenchufa"...

o medo faz isso,
nos desconecta,
nos "desenchufa",
nos intimida,
nos desabilita,
nos desacostuma da alegria,
nos acomoda no menos,
nos faz crença de não merecimento,
sou uma controladora nata e boba,
sempre que tenho dificuldades em me relacionar,
penso: eu tenho que ficar sozinha,
eu só sei ser sozinha...
isso é uma crença,
é um medo,
travestido de independência,
mas isso, é se negar a crescer e aprender...
o que todo mundo precisa?
um olhar que acolha nossa esquisitice,
nossas manias,
nossos medos,
um olhar que ilumine nossos escuros,
e nos garanta que mais adiante
o caminho segue,
e saberemos seguir,
como soubemos andar sem sermos segurados,
pedalar sem bandear pros lados,
o que todo mundo precisa:
é da permanência doce do primeiro olhar,
que nos amamentou,
e deu colo,
e a certeza que nem sempre não nos alcança,

de que ali estaremos seguros,
que a nossa fragilidade não será contra nós usada...
O que todo mundo precisa,
é de um amor, como o primeiro
que nos deu útero, aconchego,
espaço pra crescer,
tempo para ser
e depois de um parto abrupto,
nos deu o olhar/peito/sossego,
capaz de alimentar nossa fome de segurança.
mesmo sabendo, desde o primeiro abrupto,
que a vida é susto e impermanência,
a gente precisa amar
 (e incorporar e se auto-olhar com aquela doçura,
 sem nenhuma garantia e todas as esperanças,

 o amor nos deixa vulneráveis, abençoada e linda  fragilidade

. * desenchufar (espanhol) = desligar (português)

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