quarta-feira, 25 de junho de 2014

olhos dispostos a ver colorido :)

Hoje meu amor veio tentar me ajudar num momentinho escuro, veio carinhosamente me abraçar e tentar me contagiar com a sua alegria, por que amor bom é assim: contagia e se preocupa com o outro...
Almoçamos, rimos e já com o coração mais colorido fui levá-lo até o carro pra dar um beijo de tchau...pra minha alegria, o carro estava estacionado bem embaixo dessa primavera eterna, que meu vizinho de rua fez... e talvez só com o coraçao mais limpo e tranquilo pude apreciar de pertinho :)

a primavera eterna que meu vizinho plantou...
O autor é meu vizinho que chama Fabiano, morava na aba de uma casa que logo será destruída, agora mora atrás dos tapumes da obra, mas o que eu quero contar, além do fato importante dele sempre varrer a rua e dar bom dia, é que replantou uma primavera na árvore da sua "casa" e eu acho comovente, esse tanto de cor de flores que ele encontra e pendura aqui...as flores de plástico não morrem... ele é um vizinho legal!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Maria Bethania, me interpreta há anos, está lançando Meus quintais e mais uma vez, me fala de mim :)

Falando do novo CD ela diz : “A infância é o broto de tudo”, reconhece ela, que diz ter tido “a felicidade de uma linda família, com oito irmãos e muitos primos em companhia dos quais curtiu a infância, com direito a “educação muito boa, em escola pública, rigorosa, e muito amor”.

“Meus pais se amaram muito. Isto era nítido entre eles”, admite a cantora, cuja infância “era festa o tempo todo”. “A infância pode, sim, construir a pessoa”, diz Maria Bethânia, que pôde desfrutar de muita música em uma das principais fases da vida, conforme reflete agora em Meus quintais.

“Acho o quintal o melhor lugar do mundo, onde aprendi absolutamente tudo, com a característica liberdade do espaço”. “O quintal é família, sexo, agasalho. Tudo começa ali”...

Essa leitura me leva de volta as tardes quentes de Itaqui, de silêncios para não atrapalhar a sesta dos adultos, nem ser descoberta e levada pelo homem do saco, essa lembrança que cheira a bolo de barro e tem a maciez de nuvens que resgatavam por horas meus olhos e ficavam ali se exibindo a construir imagens.

Fui solitária no meu pátio, mas fui dona e sei como ela, que a infância é mesmo o broto de tudo.

http://eusounadialopes.blogspot.com.br/2011/06/patio.html


gosto de gente...

Eu gosto de gente, gente variada, desde os quietos de olhos baixos aos que falam ansiosos e quase sem respirar, gosto de gente quando as sinto vivas, expostas, prontas ou tentando com força se aprontar, pra ser mais gente no próximo minuto, pra se reconhecer e ser melhor, gosto de gente que pede desculpa, gosto de gente que pede perdão, gosto de gente que é grata, gente que abraça, gente que olha, gente que toca, gente que chora, gente que ainda enrubesce, gosto de gente disponível, que tenta acertar, que tenta encaixar, que se posiciona, mas que não é intransigente e ouve a posição oposta, gosto de gente que inclusive se rende a argumentos e muda de opinião, mas gosto mais que tudo, de gente que me ajuda a ser mais gente, esse tipo de gente especial que me humaniza e me ajuda a simplificar a vida... grata a todas as gentes que, felizmente, encontro e me somam por aí...

quarta-feira, 4 de junho de 2014

aprendi que não existe coraçao de pedra...

Eu achei esses dias uma daquelas bobas descrições do orkut que perguntava: com os relacionamentos anteriores aprendi... E eu aprendi: que coração sempre bate,pode estar receoso, bater baixinho, se fingindo de morto e de pedra, mas como o amor nos pertence, só está esperando que algum emoção forte nos convide pra passear de novo, de mãos dadas... 









nos relacionamentos anteriores aprendi que amor acaba
quase sem aviso,
vai perdendo o viço, a cor

e séca,
sem chance de renascimento
um olhar, uma palavra, um silêncio, uma raiva
e lá se foi o amor...
silenciosamente...

que amor
requer bom humor,cuidados,
atenção, paciência
e algumas doses de infância

que amor
tem pesos e medidas
o fato de ser feito de dois
torna as matemáticas
e as químicas
muitíssimo variávies

que amor
nos embeleza
pondo mais cor
e alegria no olhar

que o fim de um amor
pode escurecer tudo

então...

é preciso fazer luto
não beijar novas bocas
nem tentar consolo
em outro peito
é preciso
ajustar as contas
com as frustrações e os sonhos
arrumar a casa
dentro e fora
ler, caminhar, ouvir musica
ver a natureza completar ciclos
e
esperar
até
que
de algum jeito imprevisto
o amor venha novamente nos encantar

nos relacionamentos anteriores aprendi
que o amor nos pertence
pode recuar, se esconder, fazer casulo
mas é nosso
sempre volta
refaz nossas asas
e nos leva pra passear...