terça-feira, 6 de agosto de 2013

meu véio...um exemplo, uma saudade

Em tempo de homenagem ACORDEI LEMBRANDO MUITO O MEU VÉIO, ainda bem que eu tive a sorte de ser filha dele e ter assim muita matéria- prima pra curtir essa saudade!


Meu pai foi sempre um GRANDE CARA: ético, verdadeiro, justo, extremamente carinhoso, super brincalhão e cabeça aberta. Gostava de gente e tratava igualmente os bem simples e suas golas puídas e os endinheirados que o procuravam no banco, por que gostava mesmo de gente, e admirava os diretos e verdadeiros, nunca teve saco para hierarquias e hipocrisias.
Sempre ajudou muita gente, silenciosamente, que alma boa, não precisa mesmo de alarde.
um exemplo e uma saudade deliciosa

Lembro que quando me aconselhava, não tinha o ranço de estar dando as regras, nem de ter toda a experiência inquestionável do mundo, dizia com o coração e isso, sempre fez toda a diferença, gostava de saber o que ele pensava, mesmo quando queria fazer o contrario, o que invariavelmente fazia, mas nunca me disse ( as tantas vezes que me quebrei ao não ouvi-lo) aquela desgraça de: "eu te avisei", nem a outra frase odiosa: " enquanto estiver nesse casa, tem que fazer o que eu mandar", meu pai e minha mãe foram ótimos nisso, nos educaram direitinho e não precisaram mandar...

Meu pai foi sempre um grande contador de historias,
eu gostava de ouvir suas historias e as piadas que contava, sem rir, impressionante :)
Um gozador dos melhores e irônico na medida certa.



 Com certeza o homem mais cheiroso que eu conheci na vida, deixava um rastro de perfume no corredor quando passava (e sempre usava os melhores), ah sim meu pai era vaidoso, adorava roupas e carro novo, dizia assim: Acho que vou trocar, esse daqui não tem mais cheiro de carro novo...ahahah

Ao final como vô da Alice até de boneca brincava e o amor era lindo de ver, brilhava entre os dois!

Saudade do meu véio cheiroso de abraço e coração grande, no dia 12 de agosto ele estaria de aniversário e como sempre foi o melhor pai do mundo, de presente terá meu AMOR ETERNO!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

sentimentos e suas traduçoes...

 





















As palavras dizem pouco!
As palavras pouco são!
Pena, já que elas são supervalorizadas por aí, nesses tempos barulhentos e inexpressivos.

Tem palavras que caíram na banalidade, ou que caíam no terreno arenoso do que “não deve ser dito”, e outras que carregam uma carga tão grande de responsabilidade e peso, que também acabam nem sendo pronunciadas.
Lembro como se fosse hoje a cara de pânico de uma amiga, ao me contar do
primeiro “eu te amo” que ela ouvira. Ela dizia: “Eu fiquei muda, não consegui dizer nem eu também.. o que eu digo agora? O que será que significa?” Me contava atônita e e como em transe :”eu te amo..ele disse...eu te amo!!!”
E despejou um monte de considerações a respeito dessa frasezinha que caiu na maldição de ser profunda e definitiva.
Acho lamentável que amor tenha toda essa carga enquanto ódio passeie por aí livre e impunemente, tão facilmente as pessoas esbravejam e ODEIAM... tão encabulados e receosos, amam e dificilmente expressam.
Ontem lendo poemas lindos de amor em forma bruta, do poeta Idésio Oliveira
deparei-me com a frase:
“Ao me sorrir, este amor trará consigo o aroma dos botões tramando flores.
Terá a fortaleza da rocha e eu me deleitarei no revelar de suas fragilidades.
Me contará onde esconde seus erros e brindaremos a cada acerto que tivermos juntos.”

Lembrei de momentos assim compartilhados, e senti que grande poder é sentir amor por dentro, como é bem bom ter a alma aquecida, e por que não compartilhar essa emoção.

Percebi que estava em falta, com minhas reais expressões, estava me sonegando, já que mais de uma vez havia engolido um “eu te amo” como palavra e sentimento inconveniente, fora de hora ou pesado demais pro momento ou pra relação que se apresentava.
Foi muito lindo perceber, que amor pode ser expresso sem ser contrato, sem ter futuro,
sem ser aliança ou qualquer dessas tranqueiras, pode ser expresso simplesmente como e com aquele sentimento mágico e quente, que nos invade, vez ou outra, quando nos deparamos com o nosso melhor lado, quando queremos proteger e dar felicidade, quando queremos espalhar calor e iluminar,como sol, amor deveria ser sentido, dado e dito com essa naturalidade. Como expressão, não como pressão, como sentimento, não esperando consentimento, nem a reciprocidade de um “eu também”.
Amor na verdade nem cabe na palavra e pode vir em forma de colo, em beijo na testa, coçando as costas, fazendo comida, andando de mãos dadas, assistindo pôr-do-sol ou nascer de lua, ouvindo música, amor pode ser a mão que segura, o abraço, o sorriso,
pode ser a entrega de um sono ou lágrima compartilhada, olhos que se cruzam cúmplices, pode ser silêncio, enfim pode ser e ter muitas formas e pode ser instantâneo.
E deve ser expresso, isso é urgente, da forma que vier.
Acho que minha amiga, ainda não havia sentido nada igual, e por isso se impressionou tanto com as palavras, por que bem no fundinho, as palavras não são nada, as palavras são símbolos que alguém determinou e escolheu como próprios, minha amiga ainda não tinha o sentimento aquecendo por dentro, e sentiu que deveria dar algum retorno pra palavra, e não deveria... nem pro sentimento deveria, por que o amor, e isso é realmente o mais mágico: o amor é de quem o sente.