terça-feira, 23 de abril de 2013

sob efeito...

  Pra lua que há anos me faz seguir assim, sob efeito....

                                         
Sigo enluarada...
e enquando houver lua cheia, me deixo encher de paixão...


segunda-feira, 22 de abril de 2013

poesia pra aconchegar...




 artes Clarissa Motta
 louças Casa de La Madre

quereres e borboletas...

Querer um querer de novo ou uma vontade roçando o cantinho da boca

o dia só pra atiçar
amanhece
lotado de possibilidades, vestido de primavera
faz calor, cor e vento suave-morno, como um beijo na nuca

Por pura vontade
tudo fica melhor
o sorriso sai fácil
de repente
parece bobo
qualquer vestígio
de casulo ou tatu bola
ofuscando
E amedrontando a alma
Vai ser borboleta
De novo e de novo e de novo

Estar com a poesia acesa
é meia felicidade garantida...
é brasa...

está por um sopro...


terça-feira, 16 de abril de 2013

Jabor+ Rita Lee = Amor x Sexo , bárbaro!!!



Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

de amores, conchinhas e outras euforias...

Gostei desse texto... eu que fui sempre uma apaixonada pela paixão, reconheço agora, como essa sede de euforia é boba...
http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/04/15/sobre-amores-e-conchinhas-porque-parceria-e-muito-mais-do-que-transar-todo-dia/

“Felicidade pra mim é pouco. Eu preciso de euforia.” Essa máxima tem mais adeptos do que se pode imaginar. Em um mundo de baladas alucinantes e sexo fácil, não é de se estranhar que as verdadeiras parcerias sejam cada vez mais raras. Isso porque o conforto da conchinha em dias frios e do filminho a dois no domingo não tem sido suficiente para satisfazer enérgicos caçadores de êxtase.
A verdade é que algumas pessoas precisam estar em estado permanente de paixão. Só dançar não basta – é preciso ultrapassar todos os limites do seu corpo; só amar não basta – tem que ter orgasmos múltiplos todo dia; se identificar com a profissão não basta – É preciso gostar tanto do trabalho a ponto de ficar ansioso pela segunda-feira.
E os relacionamentos têm obedecido – lamentavelmente – esse vírus moderno da insaciabilidade aguda. Arrisco dizer que é por isso que as verdadeiras parcerias caíram de moda. Não se troca mais a liberdade da solteirice pelo tédio que um relacionamento estável supõe. Mas quem se recusa a essa troca certamente desconhece a sensação surreal de uma conchinha. De gargalhadas épicas assistindo a um programa de humor sem graça no sábado à noite. Do tesão inigualável de um sexo com amor (sexo com amor, não necessariamente sexo amorzinho).
As parcerias ainda estariam “em alta” se as pessoas parassem de esperar delas essa tal euforia. Espera-se sexo avassalador diariamente quando, às vezes, se pode querer simplesmente pegar no sono depois do jantar. Espera-se conversa e tagarelices sem fim enquanto se pode, vez ou outra, querer simplesmente permanecer em silêncio – e, calma, isso não é um problema.
Achar que todo relacionamento se sustenta na base do sexo três vezes ao dia e ter certeza de que há algo de errado se o outro recusa é uma utopia. O amor é poder ser você mesmo. Poder assumir que quer só dormir de conchinha – sem tabus, sem a obrigação da paudurecência permanente. Sentir-se bem com o outro de chinelo e camisa de propaganda, sem maquiagem e descabelada. Eu diria que amar é, acima de tudo, sentir-se à vontade. Sem pressa, sem euforia, sem regras estabelecidas. Por que amor é liberdade.
É preciso aceitar o outro em todas as suas versões, inclusive nos dias ruins. A rotina é o preço que se paga pra se ter um grande amor sempre ao lado – um preço irrisório quando ela se torna absolutamente deliciosa. E isso só é possível ao lado de quem se ama. Apaixonar-se é bom. Mas o amor tem privilégios que só podem ser desfrutáveis na calmaria.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ah, um amor Only You....

Li “amor é prosa sexo é poesia”crônicas afetivas do Arnaldo Jabor e fui subitamente tomada por uma necessidade de poesia, de AMOR POESIA!

No livro Jabor descreve com brilhantismo o sentimento que me assalta: “estamos com fome de amor cortês, num mundo em que tudo perdeu a aura... estamos com fome de infinito em tudo, na vida, na política, no sexo.”

Jabor se diz “do tempo que as namoradas não davam”, nós os quarentões apesar de sermos de uma geração posterior, adolescentes pós-pílula, somos os filhos dos casamentos virgens, dos casamentos os últimos provavelmente a comemorar bodas de prata. Então se nos permitimos “dar” o que era nosso de direito, demoramos um tempo danado para associar sexo a amor, se é que chegamos a gozar, no pleno sentido da palavra, nossa sexualidade, perdida que andava a tal, entre sonhos casamenteiros e príncipes hollywoodianos. Não só demoramos a associar amor e sexo, como feito pescadores caímos muitos, nos cantos sedutores das sereias e nos atiramos nos prazeres vastos do sexo pelo sexo, do prazer como fim.

Sexo tinha cara de revolucionário, amor pareceu meio careta por um tempo, quase como poesia arcaica, como um soneto, muitos como eu hoje devem ter essa sensação de vazio saudoso, do amor que distanciado, tinha uma aura mais nobre do que o sexo, nos negamos a considera-los “farinha do mesmo saco”. Ah, como amor e sexo nos confundiu e confunde... até hoje!

Faço todo esse papo sexual, por que de certa forma não concordo quando Jabor diz que sexo é poesia, sexo virou crônica diária em qualquer jornal (nem sempre bom) e o Amor incorporou a própria poesia: utópico, inatingível.... inspirado/inspirador no seu distanciamento.

Por isso eu que mal conheço e ou me permito as graças do gozo gratuito, que sem amor, promíscuo sempre julguei, caio nesse saudosismo de amor sagrado...

Tenho muita saudade do amor que se instalava sem aviso prévio, que ruborizava, que nos tirava do chão em devaneios, impossível não reconhecer, tenho saudade de mim.. em minha crença inabalável no amor, na sua  força e na sua eternidade... Muitas vezes ao me ler, me sinto a própria Xuxa fantasiada de pré-adolescente vivendo num limbo cor-de-rosa...agora novamente!

Uma Nádia que anda aprendendo preceitos budistas, me pergunta se não seria este um tipo de amor de apego, um dos tantos conceitos ocidentais que valeria a pena desprezar? Ao que a outra reage e como criança sapateando reafirma: “Eu quero o amor poesia... mais do quero, eu preciso crer na sua existência! Tu não?”

Pode ter mudado o mundo, mas não sei se mudei eu e mais que sonhos hollywoodianos de encontros mágicos, de música tocando, de felizes para sempre em beijos a beira mar... Mais que essa “poesia” forjada e implantada feito chip na minha cabeça-coração, sinto falta do desarmamento do amor, da entrega, do não receio, da minha virgindade emocional...

“Amar exige coragem e hoje somos todos covardes” mais uma vez o Jabor me socorre e me interpreta, sinto falta de amor heróico, de um amor bravio, que “não se mixa” como diriam lá no Itaqui, que não se entrega, que não desiste de tentar encaixar, não simplesmente um sentimentozinho frágil e mixuruca que só busque encaixe, mas que saiba o tanto de sagrado deveria ser o contato dos ossos “sacros” e por que não esse amor sagrado ser também um “amor feliz para sempre?”

Minha alma que é antiga&saudosista,  toca a musica que embalou o amor do meu pai e minha mãe, The Platters  e mais uma vez a Nádia, Xuxa, cor-de-rosa, pré adolescente sapateia e faz bico: “eu quero um amor Only you!” com suspiros pré musica lenta.