segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

De fraquezas &dores
 
tenho ainda muito silêncio
e sonho desfeito
pra digerir
e transformar em matéria viva
a boca implora beijo
pra calar vontade e
a palavra que arde
urgência não dita

ficou esse vazio
coagulando o coração
olho manchado
de lágrima e descrença
asas alvoroçadas querendo voar
e se libertar do corpo preso
fica essa dor eternamente exposta
como quarto de filho morto
permanecendo intocável

na saudade do não havido
a esperança ri enluarada
e louca se enreda
nos desalinhos cretinos da vida

como a lua que gera estrelas
pra lembrar sempre do sol
como casa vazia
suplicando vida
eu quis aninhar no teu peito

mas calei... fragilidades