sexta-feira, 18 de outubro de 2013

a vida é assim...

Ganhei esse vídeo-balão do meu amor e como amei e até me gerou umas lagriminhas de pura emoçao, compartilho com vocês...a vida é assim, tocante e muito melhor se leve ...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Bailamos?

¿Bailamos?
El propósito de este vídeo es recordar a los padres sumergidos en una dinámica cultural de trabajo y consumo, que los niños son niños, y que deben jugar y disfrutar su niñez y apoyarlos en sus metas y sus sueños y por supuesto... jugar con ellos. La obsesión por procurarles lo mejor, nos puede cegar y hacernos olvidar las cosas que dan sentido a nuestra vida, transmitiéndoselo también a ellos.
Dedicado a mis padres que aunque querían que tuviera "un buen" trabajo siempre han terminado "bailando" conmigo. A mi hija, que es la protagonista de esta historia. A mi mujer que sin ella no hubiese sido posible hacerlo.

JAF Producciones 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

o sol voltou..

e o sol voltando a gente brilha junto, desperta o ânimo, a disposição e a energia pra viver...
Eu sempre disse e hoje faz ainda mais sentido, tendo sol meia-felicidade está garantida e a outra parte, fica mais fácil de buscar... em dias assim, que amanhecem iluminados e coloridos a gente girassol feito eu, faz fotossíntese e sorri muito mais aberto... dá uma ânsia de curtir a rua, de abrir o peito, de aproveitar cada minutinho das 24 hs que se ganha de presente :D

Feliz dia pra todos nós!



Não sei que língua o pessoal lá de cima fala, mas sinto uma vontade imensa de agradecer ao PS a bênção de um dia assim tão lindo e especial... valeu produção, vocês arrasaram!!


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

entre lagarta e tatu-bola

Minha avó fazia carinho em forma de pastel, demorei anos pra entender isso e perdoa-la pela falta de contato.
Lembrei disso vendo duas cenas que me comoveram no domingo, a cena de uma criança que ao ser adotada, recebe o beijo da futura mãe e limpa o beijo sem jeito e já mais velha dá seu depoimento: " eu não estava acostumada a ser beijada" e o pai de um ator, que disse claramente e com a voz embargada:" eu sempre fui muito duro e rígido com ele, eu nunca soube dizer, mas agora eu posso e não quero perder essa oportunidade, eu te amo meu filho!"
Sabe-se lá por quanto tempo essa não expressão travou a relação deles dois, sabe-se lá quanto tempo alguém demora pra aprender a ser tocada sem receio, sabe-se lá como alguém se fecha em concha e desaprende de vez a demonstrar emoção.
Vi também num filme francês dia desses a mesma dificuldade, talvez até pior, já que o personagem incapacitado de demonstrar sentimentos, se sentia acuado e fazia o extremo oposto do que desejava, ofendia e afastava. Conheço muita gente assim, triste e incapacitada.
Achei também uma carta que escrevi há anos atrás pra uma pessoa que foi importante na minha vida, onde dizia:" não quero guardar em mim tudo isso e me tornar uma velha seca, com os cantos da boca virados pra baixo, incapaz de ter tentado". Houve uma época, que a minha melhor forma de "falar" era escrevendo cartas, e muito escrevi.
Depois de algumas não respostas e de uns não entendimentos, também tive minhas dificuldades, me reconheci frágil e de um jeito defensivo, resolvi que nem todo mundo era capaz de receber e compartilhar emoção, me achei muito entregue, excessiva e resolvi me conter, como que fazendo diques internos, fui controlando palavras, fui deixando de escrever cartas, fui desistindo antes de esgotar, e o passo seguinte dessa minha economia de emoção, que aliás não aconselho pra ninguém, foi o que nomeei síndrome tatu-bola:"fiquei incapaz de reconhecer se os toques eram perigosos ou amistosos, tudo que se aproximava me fechava", foram outros tempos.
"Pronto, pronto, passou!", minha alma deve ter dito isso e soprado com carinho as dores todas, e felizmente, fui reaprendendo a sentir sem medo, fui deixando de esperar dos outros permissão pra ser, fui me tornando eu, chorona, emotiva e intensa, apesar dos riscos e não me arrependo.
Parafraseando o Barão de Itararé: " triste daquele que não tem idéia pra mudar", triste daquele que não tem emoção pra compartilhar ou as tem lá dentro, tão aprisionadas e mudas que elas só sabem arder.
Minha avó morreu e nem deixou escrita a receita de seus pastéis que eram deliciosos, quase mágicos, mas deixou escrito em mim, a necessidade de expressar o que dói e alegra, o que aprisiona ou dá asas, o que está em carne viva, o que é latente.
Minha avó, de um jeito enviesado, como ela mesma dizia, me ensinou que emoção deve ser liberta.

Triste reconhecer, ainda não aprendi... um tatu-bola anda me guardando a alma...

se eu fosse lagarta 
saberia estar tecendo borboleta 
mas não sou 
e o nada é viscoso 
não tem rosto 
ou razão aparente 
mas oprime sufoca imobiliza 
não sei de que matéria é feito 
se de pesadelos noturnos 
ou essas frustrações, 
que engolimos em cápsulas diárias 
ou de esperas ou medos 
ou de tudo que emitimos 
e não tem eco 
o nada 
é assim um lamaçal 
só que invisível 
uma areia movediça 
onde a gente afunda 
e se suja 
sem que ninguém note 
uma dor sem sossego 
um drama 
sem solução imediata 
o nada é assim 
um oco 
por onde vaza toda a energia

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

felizes encontros

estou pelo sol, primavera, que a natureza cumpra o ciclo e brote o que tiver que florir :D feliz polinização pra todos :D

 

Tento ser mais poesia do que prosa/ mais beija flor do que flor plástico ...mais gesto leve do que drástico...e que assim seja! Amém

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

com meu amor é assim...

eu.. que ainda danço
ainda quero acertar o passo
ainda quero um par
e um bom companheiro de viagem
eu, ainda e sempre
querendo as mesmas coisas
que a eu adolescente queria
um amor...
pra felicidade ser coisa diária
pra planejar a próxima viagem
pra tirar fotografia
 (é estranho pedir pra um estranho te registrar)
um amor pra segurar a mão
quando alguma grande cena
não couber em palavras
quando um som mexer além
um alguém
pra ficar em silêncio
pra dar gargalhada
pra ser sem medo
e com roupa de ficar em casa

com o meu amor é assim... deliciosamente fácil e simples...









me faz bem... e  meu coração não mente :D


e me dá poesia de presente  :D
HOJE

Hoje seria o dia

Se não fosse todos.

De beijar tua boca

Se não fosse o corpo.

De lamber tua nuca

Se não fosse coxas.

De te amar mais ainda

Se não fosse toda.

De querer pra sempre

Se não fosse agora.

....

É novo

Amar sem medo.

Estar contigo

Sem pedir abrigo.

Contar estrelas

Sem perder o chão.

É bom fechar os dois

olhos pra dormir.

Ser metade para ser inteiro. 

http://caioarte.blogspot.com.br


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

na mesa ao lado...

Fomos num desses dias chuvosos, conhecer a padaria La tasca e tomar um café.
Lugar gostoso cheirando a pão recém feito, atendentes argentinos falando um portunhol interessante, que junto com a trilha e a decoração rápido nos tiram daqui.
Mas isso tudo e os tapas, apesar de bem gostosos, não foram o melhor...quero contar que na mesa ao lado, um casal ria e conversava com gosto e com aquele brilho encantado, raro e lindo se se ver...
Ele comentava que não via "velhos" na noite e em lugares como aquele: "por que os velhos sentam nos sofás e vêem novelas" ao que ela super assertiva rebateu: "eu não, me recuso!"
E assim, como sempre, me entrei na conversa, adoro conhecer gente interessante e eles eram, muito!
Falamos de filmes, musica, acampamento Farroupilha, pastéis de carreira, livros, Farrapos, etc...
Soube que ele havia feito aniversário um dia antes, junto com a Sophia Loren e assim sendo, ambos tinham 79 anos. "pensei em ligar para parabenizá-la" Ao que ela rindo muito disse: "Como se ela fosse atender teu telefonema". E ele convicto : "Com 79 se atende sempre, pode ser a ultima ligação" e rimos todos.
Na saída, eu curiosa que só vendo, pego do braço dela e pergunto: Vocês são namorados? E ela sorridente me diz:"Sim, há 30 anos!"

Conto isso por que quero continuar olhando com encantamento e namorando até os 80, e soube naquela tarde, que é possível , quero ser ela quando crescer!

http://www.latasca.com.br/latasca.html

terça-feira, 17 de setembro de 2013

celebração ...

Dia desses ouvi uma psicóloga dizer que as crianças de hoje, já não têm tempo de desejar.

Aí, percebi que isso se estende aos adultos também, em geral as pessoas estão entediadas e tristes, como crianças ricas que já tem todos os brinquedos e descobriram que Papai Noel nunca existiu... e ainda assim correm, sem saber aonde ir, não param, não respiram direito, mal olham, mal se tocam, mal se comunicam, não se entregam, se medicam, se adulteram, não se pensam, passam batidos, ansiando pelo que já nem adivinham...perderam o detalhe.

Triste estado de coisificação do todo, de desritualização da vida. Sou favorável às cerimônias, não às burocráticas, com discursos e políticos engomados com textos que saem da boca pra fora...essas eu odeio!

Sou favorável aos rituais de passagem e às cerimônias. Lembrei agora de uma frase querida do Pequeno Príncipe, onde a raposa diz: "Se tu vens, por exemplo, às 4 da tarde, desde ás 3 serei feliz!".

Falo é disso, desse poder de felicidade interior e anterior, falo desse ritual de espera com seus perfumes, velas, jantares, banhos, com seus sorrisos antecipados.

Falo das possibilidades reverenciadas, falo do prazer de desejar e da capacidade de nos permitirmos esse tempo e da sabedoria de valorizá-lo. Falo de rituais que podem ser bobos, aos olhos que desaprenderam a ver, falo de se dar o devido valor: ao silêncio, às músicas, às conversas em torno das mesas, aos brindes, às leituras.

Falo de prazeres genuínos, como pra mim é o café com leite e pão com manteiga, bem saboreados, falo da alegria dos encontros, de abraço demorado em quem se ama, falo de cheiro de comida feita em casa, banho de banheira, falo da gratidão por se ter uma família e uma casa, por se ter amigos pra contar, falo de rir para o sol num verão fora de hora como hoje, de compartilhar a lua, de andar de pés descalços, de comer doce de infância.

Falo de celebração em todas as formas.

Deveria ser uma alegria nova estarmos vivos, mais um dia!...e isso pode soar tão estúpido e falso como os discursos dos políticos lá de cima, mas estúpida mesmo, é nossa inconsciência ao não absorvermos da vida tudo o que ela está nos dando, a toda a hora.

Quando perdemos a capacidade de nos deliciarmos, perdemos luz e viramos crianças tristes, que já não se surpreendem nem desejam nada. Perdemos o espírito do Natal, que é muito mais que os presentes e o Papai Noel.

Acredite em mim, o segredo é celebrar tudo o quanto se ganha, a felicidade, está no detalhe!


 Foto- Alexandre Godinho

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

suspiro ou sufoco?

-->
Eu achava que as relações eram fatalmente tensas e com uma certa dose de destempero...  nada era simples, natural, "Fácil e sem tensão".  
A felicidade era tipo um surto maníaco, esporádico, fugaz e sem garantia.
Confundi por anos paixão com amor, isso talvez explique tudo,  o sobe desce parecia mais latente, tentador, mais tumulto do que paz...e eu nem sabia se a paz me servia, achava mesmo que podia ser tediosa.
Agora relendo esse poema do Leminski, percebo que também pra ele, a tônica sempre foi essa, do amor ser um sufoco, essa troca, muitas vezes non sense, de rosas e socos ... 
Felizmente uso o verbo no passado, e estou tendo provavelmente uma segunda chance de aprender que amor é mesmo brincar no pátio e não na montanha russa, como acreditei a vida inteira... Tomara ... tomara que seja pátio mesmo- nuvem - lençol voando - pandorga, brincadeira leve e sem medo, esconderijo e gargalhada, imaginação no céu e a vida fazendo borboletas, que seja esse desejo quente de se aconchegar, de cuidar, de compartilhar de se preencher no abraço, de sossegar na intimidade...




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Bonito é quem se acha :)

  Gisele Büdchen questionada sobre a Moda, disse categoricamente: “eu não entendo nada de moda! Moda pra mim é calça jeans e camiseta!” Eu trabalhando há quase 25 anos em publicidade e com modelo, então posso dizer, eu não entendo nada de beleza, ou melhor, não entendo NADA dessa “beleza” ditada pela mídia, pelos estilistas, beleza feita pela e para a moda... 

Beleza para mim sai dos olhos, é atitude, é postura, e realmente vem de dentro, por mais clichê que isso soe. Claro que perseguimos os tais quadris 90 cm, valorizamos a altura, por que isso dá harmonia na foto, por que compõem melhor um figurino, mas não basta! 

Já passaram por nós inúmeros quadris pequenos e altura ideais, que nunca chegaram a lugar nenhum, por que a beleza reside lá onde acredito e enxergo. Por exemplo, uma modelo pode ficar meses sem trabalho e em tese nada estar “errado” com ela, se o critério de avaliação for a beleza da moda. Mas nós aqui nos bastidores sabemos, está estacionada num amorzinho meia sola, não está conseguindo se relacionar bem com a família, está cheia de planos e expectativas trancadas, está em stand-by, tem insônia, tristezas sem fim, inveja, desânimo, mil detalhes que vazam olho a fora e a farão eternamente ser preterida, se não resolver o básico, a auto-estima. 

Então novo clichê ninguém é bonito se assim não se considera. Ninguém nos dá valor, se nós mesmos não acreditarmos que ele exista. 

A harmonia, o estar bem, o viver feliz dão colorido pra pele, dão brilho pros cabelos, afastam as compulsões alimentares, dão ânimo e gosto pra encarar o dia e claro se refletem nos nossos relacionamentos.  

Ah... os relacionamentos que funcionam, que elevam, que somam, esses são os melhores embelezadores que conheço. 
Amor é conhecido, além do coração e do corpo, faz bem pra pele... 
Beijo na boca estimula a circulação, etc. 

Reformulo então meu conceito: a beleza então não vem só de dentro, é a mistura do dentro com os bons efeitos externos, ou o que fazemos com tudo que recebemos do dia: sol, chuva, lua, beijos, abraços, contatos, conversas, nossas reações... 

Então, só é bonito quem consegue gerar beleza, transformar positivamente tudo que acontece... só é bonito então, quem quer! 

E a vida é um clichê sem fim...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

meu véio...um exemplo, uma saudade

Em tempo de homenagem ACORDEI LEMBRANDO MUITO O MEU VÉIO, ainda bem que eu tive a sorte de ser filha dele e ter assim muita matéria- prima pra curtir essa saudade!


Meu pai foi sempre um GRANDE CARA: ético, verdadeiro, justo, extremamente carinhoso, super brincalhão e cabeça aberta. Gostava de gente e tratava igualmente os bem simples e suas golas puídas e os endinheirados que o procuravam no banco, por que gostava mesmo de gente, e admirava os diretos e verdadeiros, nunca teve saco para hierarquias e hipocrisias.
Sempre ajudou muita gente, silenciosamente, que alma boa, não precisa mesmo de alarde.
um exemplo e uma saudade deliciosa

Lembro que quando me aconselhava, não tinha o ranço de estar dando as regras, nem de ter toda a experiência inquestionável do mundo, dizia com o coração e isso, sempre fez toda a diferença, gostava de saber o que ele pensava, mesmo quando queria fazer o contrario, o que invariavelmente fazia, mas nunca me disse ( as tantas vezes que me quebrei ao não ouvi-lo) aquela desgraça de: "eu te avisei", nem a outra frase odiosa: " enquanto estiver nesse casa, tem que fazer o que eu mandar", meu pai e minha mãe foram ótimos nisso, nos educaram direitinho e não precisaram mandar...

Meu pai foi sempre um grande contador de historias,
eu gostava de ouvir suas historias e as piadas que contava, sem rir, impressionante :)
Um gozador dos melhores e irônico na medida certa.



 Com certeza o homem mais cheiroso que eu conheci na vida, deixava um rastro de perfume no corredor quando passava (e sempre usava os melhores), ah sim meu pai era vaidoso, adorava roupas e carro novo, dizia assim: Acho que vou trocar, esse daqui não tem mais cheiro de carro novo...ahahah

Ao final como vô da Alice até de boneca brincava e o amor era lindo de ver, brilhava entre os dois!

Saudade do meu véio cheiroso de abraço e coração grande, no dia 12 de agosto ele estaria de aniversário e como sempre foi o melhor pai do mundo, de presente terá meu AMOR ETERNO!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

sentimentos e suas traduçoes...

 





















As palavras dizem pouco!
As palavras pouco são!
Pena, já que elas são supervalorizadas por aí, nesses tempos barulhentos e inexpressivos.

Tem palavras que caíram na banalidade, ou que caíam no terreno arenoso do que “não deve ser dito”, e outras que carregam uma carga tão grande de responsabilidade e peso, que também acabam nem sendo pronunciadas.
Lembro como se fosse hoje a cara de pânico de uma amiga, ao me contar do
primeiro “eu te amo” que ela ouvira. Ela dizia: “Eu fiquei muda, não consegui dizer nem eu também.. o que eu digo agora? O que será que significa?” Me contava atônita e e como em transe :”eu te amo..ele disse...eu te amo!!!”
E despejou um monte de considerações a respeito dessa frasezinha que caiu na maldição de ser profunda e definitiva.
Acho lamentável que amor tenha toda essa carga enquanto ódio passeie por aí livre e impunemente, tão facilmente as pessoas esbravejam e ODEIAM... tão encabulados e receosos, amam e dificilmente expressam.
Ontem lendo poemas lindos de amor em forma bruta, do poeta Idésio Oliveira
deparei-me com a frase:
“Ao me sorrir, este amor trará consigo o aroma dos botões tramando flores.
Terá a fortaleza da rocha e eu me deleitarei no revelar de suas fragilidades.
Me contará onde esconde seus erros e brindaremos a cada acerto que tivermos juntos.”

Lembrei de momentos assim compartilhados, e senti que grande poder é sentir amor por dentro, como é bem bom ter a alma aquecida, e por que não compartilhar essa emoção.

Percebi que estava em falta, com minhas reais expressões, estava me sonegando, já que mais de uma vez havia engolido um “eu te amo” como palavra e sentimento inconveniente, fora de hora ou pesado demais pro momento ou pra relação que se apresentava.
Foi muito lindo perceber, que amor pode ser expresso sem ser contrato, sem ter futuro,
sem ser aliança ou qualquer dessas tranqueiras, pode ser expresso simplesmente como e com aquele sentimento mágico e quente, que nos invade, vez ou outra, quando nos deparamos com o nosso melhor lado, quando queremos proteger e dar felicidade, quando queremos espalhar calor e iluminar,como sol, amor deveria ser sentido, dado e dito com essa naturalidade. Como expressão, não como pressão, como sentimento, não esperando consentimento, nem a reciprocidade de um “eu também”.
Amor na verdade nem cabe na palavra e pode vir em forma de colo, em beijo na testa, coçando as costas, fazendo comida, andando de mãos dadas, assistindo pôr-do-sol ou nascer de lua, ouvindo música, amor pode ser a mão que segura, o abraço, o sorriso,
pode ser a entrega de um sono ou lágrima compartilhada, olhos que se cruzam cúmplices, pode ser silêncio, enfim pode ser e ter muitas formas e pode ser instantâneo.
E deve ser expresso, isso é urgente, da forma que vier.
Acho que minha amiga, ainda não havia sentido nada igual, e por isso se impressionou tanto com as palavras, por que bem no fundinho, as palavras não são nada, as palavras são símbolos que alguém determinou e escolheu como próprios, minha amiga ainda não tinha o sentimento aquecendo por dentro, e sentiu que deveria dar algum retorno pra palavra, e não deveria... nem pro sentimento deveria, por que o amor, e isso é realmente o mais mágico: o amor é de quem o sente.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

reaquecendo...

Escrevi uma vez um poema que ao final dizia assim:

"há anos aqueço, em banho-maria, as esperanças de sempre"

lembrei dele ontem, quando ouvi o Papa Francisco falar (ate então não tinha visto nada da visita e normalmente me canso do jeito dos padres falarem, parecem teatrais, teóricos e todos iguais)
Bom, mas voltando a entrevista, gostei de reaquecer minha esperança, não necessariamente numa igreja, mas em pessoas que possam em suas devidas posições, propor mudanças, se comprometer com elas, ter convicções e postura, agir de acordo ... me lembrei do Mujica que igualmente admiro e me aquece esperanças, o mundo precisa de pessoas assim, que SEJAM e por SEREM, simplesmente mudam o fluxo, e por dormir assim, aquecida, acordei mais feliz! 


quarta-feira, 24 de julho de 2013

cheiros que aquecem...


Hoje precisei o fogão a lenha da casa da minha avó, aquele aconchego, aquela sensação quentinha de ser amada e estar protegida de tudo, aquele cheiro de leite de rosas do abraço, de comida gostosa sendo feita e de lenha queimando...


 Sempre existe um cheiro marcando forte cada lembrança minha, o leite de rosas da vó , o cheiro de bolo e café nas tarde da infância, o perfume do pai e da mãe, o cheiro de quentão, pinhão, das festas juninas, o cheiro de lenha queimando pra aquecer o inverno, as frésias na primavera, o cheiro das roupas da Argentina, o cheiro de macela do meu primeiro amor, o cheiro de sexo quando o descobri, o cheiro da filha recém nascida, o cheiro de leite após a amamentação , o cheiro de terra molhada nas chuvas de verão, o cheiro de comida caseira , o cheiro do mar, dos primeiros pêssegos , das bergamotas, dos abacaxis de terra de areia, o cheiro de lençol limpo de hotel, o cheiro de citronela em Ilha Bela, o cheiro triste de eucalipto no leito de morte da minha vó( que antes cheirava a rosas), o odor que vira perfume quando nos apaixonamos, o cheiro ruim de quem deixamos de amar, o perfume que senti nas ruas de Paris, o cheiro do vinho que bebi em Brugges... Ah, o quanto todos esses cheiros passados acabam sendo também personagens da minha história, mais que isso, autores, quando me assaltam inesperadamente e me levam de volta...De repente um cheiro antigo num abraço novamente, um café da tarde, nas tardes que quase desisto, uma primavera de frésias em pleno inverno e rastros daquele amor de descobertas e crenças.Depois Paris, Ilha Bela, Itaqui, bergamotas no pé...Ecos de gargalhadas...A minha filha, com seus novos cheiros diariamente, framboesa, morango, pipoca, chocolate...e o cheiro dela, doce por natureza.
Ah, o cheiro bom do beijo, misto de respiração e  saliva, quando nos apaixonamos...
Sou um arsenal de cheiros e saudade e são eles me aquecem em dias como hoje.
 

saudade de ocê...

vai com Deus Dominguinhos...quem espalhou doçura e sorrisos por aqui, já está na LUZ!

lembrei de uma linda que muito cantei;

" Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero
Um abraço para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade

Que bom poder estar contigo de novo
Roçando teu corpo e beijando você
Pra mim tu és a estrela mais linda
Teus olhos me prendem, fascinam
A paz que eu gosto de ter.

É duro ficar sem você vez em quando,
Parece que falta um pedaço de mim.
Me alegro na hora de regressar,
Parece que vou mergulhar na felicidade sem fim"



ah, essa e "tô com saudade de tu meu desejo" e "que falta eu sinto de um bem, que falta me faz um xodó" me embalaram muitas saudades e vontades de um carinho...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

anos...

"um bom poema leva anos 
cinco jogando bola, 
 mais cinco estudando sânscrito, 
seis carregando pedra, 
nove namorando a vizinha, 
sete levando porrada, 
quatro andando sozinho, 
 três mudando de cidade, 
dez trocando de assunto, 
uma eternidade, eu e você, caminhando junto"
Paulo Leminski 


assim como um bom poema, um bom amor  leva anos... as cartas e os tempos amarelados de antes me ensinaram isso... 
(chorei vendo esse desenho)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

amor por correspondência...

“Amor por correspondência tem problema de fuso horário, ele me entende tarde demais e eu desisto dele muito cedo”. Martha Medeiros.
Eu tive um lindo e raro amor por correspondência, e ao contrário do que diz a Martha aí em cima, não tínhamos grandes problemas de fuso horário...
Mas eram outros tempos, quando tínhamos mais gosto por rituais apaixonados, menos ansiedade e horas pra ver nuvens tomarem forma no céu, pra brincar de enroscar tatu-bola com toques de dedos, tempos outros, tempos de escrever a mão e caprichar na letra, de perfumar cartas, de esperar por dias uma respostas, e quando elas chegavam de abraçar e cheirar o envelope, de ler e rir e suspirar repetidas vezes, bons tempos onde os envelopes tinham bordas verde e amarelo e se lambiam selos.
Suspirei por esse tempo, hoje a tarde, com a caixa de entrada recheada de e-mails urgentes.
Lembrei tudo isso, ao ler o texto abaixo no blog O telegrafista http://www.otelegrafista.blogspot.com.br
“Com um objeto pontiagudo com tinta em seu interior
Esfreguei e marquei letras do alfabeto em sequência sobre uma superfície lisa, branca e fina.
Dobrei-a duas vezes sobre ela mesma, em dois quadrados que pudessem caber no interior de um outro retângulo oco que tinha uma espécie de tampinha de igual material, mas na forma quase triangular.
Coloquei o quadrado dobrado no interior desse retângulo.
Com um liquido branco e viscoso fixei uma espécie de pequeno brasão colorido, com as bordas recortadas, no cantinho superior direito do retângulo branco.
Marquei mais letras na face do retângulo para indicar paro onde ele deveria ir.
Passei o liquido pegajoso na ponta do pequeno triângulo e pressionei , alisando com a mão, na parte traseira. O retângulo fechou, impedindo assim que a superfície lisa marcada com letras que estava no seu interior pudesse cair para o lado de fora.
Depositei o retângulo branco, com o quadradinho dobrado e marcado com tinta azul, no interior de uma caixa de plástico amarelo, fixa por um pé de ferro, na calçada de minha rua.
Ouvi o quadradinho caindo dentro da caixa colorida e fiquei pensando como aquele retângulo branco chegaria ao lugar indicado. Sem fio, sem energia, sem bluetooth, sem wifi, sem qualquer conexão?
Inventam cada coisa. Difícil acreditar.” Caio Batista


Difícil acreditar que passei longos 3 anos trocando cartas semanais e adorando, eu adorava aquele jeito mais artesanal de cuidar do amor, de construir o amor nos mínimos detalhes, eu gostava dessa emoção que durava dias, gostava da espera pelo carteiro, por que como dizia o Pequeno Principe “quando eu sei que você vem, eu fico feliz uma hora antes” algo assim, a felicidade se estendia por mais tempo e eu sei que é difícil de acreditar, que era mesmo possível fazer conexões desse tipo.
Hoje com essa pressa maluca, uma pessoa on line sem um oi, já pode render uma DR, um ruído de comunicação por erro de digitação ou troca de janela,  outra...e a fugacidade.
Eu que sempre gostei de nuvens, tatu-bolas, tardes longas com pátio e varais, preciso receber uma carta, pro tempo e o coração voltarem pro prumo...


sexta-feira, 24 de maio de 2013

o que faz você feliz?




Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes o são porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas. 

A questão é: como elas fazem isso?
É muito simples. As pessoas felizes têm  hábitos que melhoram suas vidas e se comportam de maneira diferente. Pergunte a uma pessoa feliz e ela vai dizer:
1. Não guarde rancor.
As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.
2. Trate a todos com bondade.
Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.
3. Veja os problemas como desafios. 
A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.
4. Expresse gratidão pelo que já tem.
Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem .
5. Sonhe grande.
As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.
6. Não se preocupe com as pequenas coisas.
As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.
7. Fale bem dos outros.
Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.
8. Não procure culpados.
Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.
9. Viva o presente.
Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.
10. Acorde no mesmo horário todos os dias.
Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.
11. Não se compare aos outros.
Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.
12. Escolha seus amigos sabiamente. 
A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.
13. Não busque a aprovação dos outros.
As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.
14. Aproveite seu tempo para ouvir.
Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.
15. Cultive relacionamentos sociais.
Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.
16. Medite.
Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.
17. Coma bem.
Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.
18. Faça exercícios.
Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.
19. Viva com o que é realmente importante. 
As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.
20. Diga a verdade. 
Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.
 21. Estabeleça o controle pessoal.
As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.
22. Aceite o que não pode ser alterado. 
Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.
Essa é uma tradução do texto da Chiara Fucarino.
   

quinta-feira, 9 de maio de 2013

meu pacotinho...


Alice ( meu pacotinho)
Escolhi te ter no hospital Divina Providência, que na época, tinha um jeito bem tradicional de “embalar” bebês...Lembro que nosso segundo encontro, pós-parto foi no quarto e tu vieste embrulhada, como se fosse um charutinho de gente, provavelmente temendo a ansiedade das mães e conhecedores da fragilidade dos humanos recém nascidos, julgavam empacotar os bebês, o mais seguro.
O fato é que assim que te peguei no colo, meu primeiro movimento foi te livrar daquilo que me pareceu uma prisão, queria te ver e tocar nas tuas mãozinhas, na pele, no corpo, queria te ver inteirinha, cheirar, bem mãe bicho...assim nos tocamos e começamos o grande processo e lindo, de amamentação.
Por que estou falando tudo isso?
Por que tu “meu pacotinho” já tem 16 anos, dezesseis anos é um tempo enorme numa vida, nesses primeiros então, nossa!
Daquela fragilidade muda de humano recém nascido, até os passos de hip-hop que hoje ela ensaiava na sala, houve um caminho enorme de primeiros passos e tombos, de primeiras palavras balbuciadas e erros, de choros intermináveis, que a pobre mãe de primeira viagem desconhecendo a origem chorava junto, houve muito pra aprendermos e com certeza muuuuuuuuuito mais descobriremos e aprenderemos juntas, estamos crescendo juntas!
Muitas vezes eu fico me perguntando se sou suficientemente capacitada pra tarefa, se não estou errando nas proibições e nas liberdades, ser mãe não é exatamente uma facilidade, caímos em contradições, temos culpas, dúvidas, medos, ficamos frágeis, queremos manuais que ensinem e eles não existem, queremos a certeza de que estamos cumprindo bem o legado e só ás vezes, numa postura do filho, numa frase pronunciada, num olhar, num momento, ela existe, quando sentimos um breve alívio: Isso eu ensinei..e é bom!
O que eu queria mesmo era dizer pro “meu pacotinho”, que por mais contradições e receios que a tal maternidade me faça viver, nenhum momento na minha vida, foi ou será mais importante que o nosso primeiro olhar, trocado na sala de parto e nenhuma palavra será suficiente pra expressar o tanto de amor e entrega e plenitude, que aquele segundo momento onde nós bichinhos nos reconhecemos, encostando as peles e os olhares, ficamos fortes, alimentando-nos, ela de amor e leite, eu de amor e paz,
Momento mágico, momento lindo!

Mil vezes obrigada, meu amor, por ter me escolhido pra ser tua mãe, acredito naquela tua história de que ficou espiando lá do céu, e disse: aquela lá é a mulher que eu escolhi! Sou muito melhor e muito mais mulher depois disso.
Desculpa as vezes que erro, o ser humano adulto é tão frágil quanto tu me pareceu naquele pacotinho, estamos sempre reaprendendo a sentir, a tocar, a ser e isso é confuso e lindo!
É muito gostoso ter alguém pra compartilhar a vida, é maravilhoso e mais seguro, cumprirmos o caminho bem acompanhados, nós estamos!

terça-feira, 23 de abril de 2013

sob efeito...

  Pra lua que há anos me faz seguir assim, sob efeito....

                                         
Sigo enluarada...
e enquando houver lua cheia, me deixo encher de paixão...


segunda-feira, 22 de abril de 2013

poesia pra aconchegar...




 artes Clarissa Motta
 louças Casa de La Madre

quereres e borboletas...

Querer um querer de novo ou uma vontade roçando o cantinho da boca

o dia só pra atiçar
amanhece
lotado de possibilidades, vestido de primavera
faz calor, cor e vento suave-morno, como um beijo na nuca

Por pura vontade
tudo fica melhor
o sorriso sai fácil
de repente
parece bobo
qualquer vestígio
de casulo ou tatu bola
ofuscando
E amedrontando a alma
Vai ser borboleta
De novo e de novo e de novo

Estar com a poesia acesa
é meia felicidade garantida...
é brasa...

está por um sopro...


terça-feira, 16 de abril de 2013

Jabor+ Rita Lee = Amor x Sexo , bárbaro!!!



Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

de amores, conchinhas e outras euforias...

Gostei desse texto... eu que fui sempre uma apaixonada pela paixão, reconheço agora, como essa sede de euforia é boba...
http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/04/15/sobre-amores-e-conchinhas-porque-parceria-e-muito-mais-do-que-transar-todo-dia/

“Felicidade pra mim é pouco. Eu preciso de euforia.” Essa máxima tem mais adeptos do que se pode imaginar. Em um mundo de baladas alucinantes e sexo fácil, não é de se estranhar que as verdadeiras parcerias sejam cada vez mais raras. Isso porque o conforto da conchinha em dias frios e do filminho a dois no domingo não tem sido suficiente para satisfazer enérgicos caçadores de êxtase.
A verdade é que algumas pessoas precisam estar em estado permanente de paixão. Só dançar não basta – é preciso ultrapassar todos os limites do seu corpo; só amar não basta – tem que ter orgasmos múltiplos todo dia; se identificar com a profissão não basta – É preciso gostar tanto do trabalho a ponto de ficar ansioso pela segunda-feira.
E os relacionamentos têm obedecido – lamentavelmente – esse vírus moderno da insaciabilidade aguda. Arrisco dizer que é por isso que as verdadeiras parcerias caíram de moda. Não se troca mais a liberdade da solteirice pelo tédio que um relacionamento estável supõe. Mas quem se recusa a essa troca certamente desconhece a sensação surreal de uma conchinha. De gargalhadas épicas assistindo a um programa de humor sem graça no sábado à noite. Do tesão inigualável de um sexo com amor (sexo com amor, não necessariamente sexo amorzinho).
As parcerias ainda estariam “em alta” se as pessoas parassem de esperar delas essa tal euforia. Espera-se sexo avassalador diariamente quando, às vezes, se pode querer simplesmente pegar no sono depois do jantar. Espera-se conversa e tagarelices sem fim enquanto se pode, vez ou outra, querer simplesmente permanecer em silêncio – e, calma, isso não é um problema.
Achar que todo relacionamento se sustenta na base do sexo três vezes ao dia e ter certeza de que há algo de errado se o outro recusa é uma utopia. O amor é poder ser você mesmo. Poder assumir que quer só dormir de conchinha – sem tabus, sem a obrigação da paudurecência permanente. Sentir-se bem com o outro de chinelo e camisa de propaganda, sem maquiagem e descabelada. Eu diria que amar é, acima de tudo, sentir-se à vontade. Sem pressa, sem euforia, sem regras estabelecidas. Por que amor é liberdade.
É preciso aceitar o outro em todas as suas versões, inclusive nos dias ruins. A rotina é o preço que se paga pra se ter um grande amor sempre ao lado – um preço irrisório quando ela se torna absolutamente deliciosa. E isso só é possível ao lado de quem se ama. Apaixonar-se é bom. Mas o amor tem privilégios que só podem ser desfrutáveis na calmaria.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ah, um amor Only You....

Li “amor é prosa sexo é poesia”crônicas afetivas do Arnaldo Jabor e fui subitamente tomada por uma necessidade de poesia, de AMOR POESIA!

No livro Jabor descreve com brilhantismo o sentimento que me assalta: “estamos com fome de amor cortês, num mundo em que tudo perdeu a aura... estamos com fome de infinito em tudo, na vida, na política, no sexo.”

Jabor se diz “do tempo que as namoradas não davam”, nós os quarentões apesar de sermos de uma geração posterior, adolescentes pós-pílula, somos os filhos dos casamentos virgens, dos casamentos os últimos provavelmente a comemorar bodas de prata. Então se nos permitimos “dar” o que era nosso de direito, demoramos um tempo danado para associar sexo a amor, se é que chegamos a gozar, no pleno sentido da palavra, nossa sexualidade, perdida que andava a tal, entre sonhos casamenteiros e príncipes hollywoodianos. Não só demoramos a associar amor e sexo, como feito pescadores caímos muitos, nos cantos sedutores das sereias e nos atiramos nos prazeres vastos do sexo pelo sexo, do prazer como fim.

Sexo tinha cara de revolucionário, amor pareceu meio careta por um tempo, quase como poesia arcaica, como um soneto, muitos como eu hoje devem ter essa sensação de vazio saudoso, do amor que distanciado, tinha uma aura mais nobre do que o sexo, nos negamos a considera-los “farinha do mesmo saco”. Ah, como amor e sexo nos confundiu e confunde... até hoje!

Faço todo esse papo sexual, por que de certa forma não concordo quando Jabor diz que sexo é poesia, sexo virou crônica diária em qualquer jornal (nem sempre bom) e o Amor incorporou a própria poesia: utópico, inatingível.... inspirado/inspirador no seu distanciamento.

Por isso eu que mal conheço e ou me permito as graças do gozo gratuito, que sem amor, promíscuo sempre julguei, caio nesse saudosismo de amor sagrado...

Tenho muita saudade do amor que se instalava sem aviso prévio, que ruborizava, que nos tirava do chão em devaneios, impossível não reconhecer, tenho saudade de mim.. em minha crença inabalável no amor, na sua  força e na sua eternidade... Muitas vezes ao me ler, me sinto a própria Xuxa fantasiada de pré-adolescente vivendo num limbo cor-de-rosa...agora novamente!

Uma Nádia que anda aprendendo preceitos budistas, me pergunta se não seria este um tipo de amor de apego, um dos tantos conceitos ocidentais que valeria a pena desprezar? Ao que a outra reage e como criança sapateando reafirma: “Eu quero o amor poesia... mais do quero, eu preciso crer na sua existência! Tu não?”

Pode ter mudado o mundo, mas não sei se mudei eu e mais que sonhos hollywoodianos de encontros mágicos, de música tocando, de felizes para sempre em beijos a beira mar... Mais que essa “poesia” forjada e implantada feito chip na minha cabeça-coração, sinto falta do desarmamento do amor, da entrega, do não receio, da minha virgindade emocional...

“Amar exige coragem e hoje somos todos covardes” mais uma vez o Jabor me socorre e me interpreta, sinto falta de amor heróico, de um amor bravio, que “não se mixa” como diriam lá no Itaqui, que não se entrega, que não desiste de tentar encaixar, não simplesmente um sentimentozinho frágil e mixuruca que só busque encaixe, mas que saiba o tanto de sagrado deveria ser o contato dos ossos “sacros” e por que não esse amor sagrado ser também um “amor feliz para sempre?”

Minha alma que é antiga&saudosista,  toca a musica que embalou o amor do meu pai e minha mãe, The Platters  e mais uma vez a Nádia, Xuxa, cor-de-rosa, pré adolescente sapateia e faz bico: “eu quero um amor Only you!” com suspiros pré musica lenta.


sexta-feira, 22 de março de 2013

entendam esse post como um GRITOOOOOO!!!

"Da força da grana que ergue e destrói coisas belas" hoje lembrei dessa estrofe do Caetano Veloso...e constatei triste e bem desestimulada que CADA VEZ MAIS é a tal força que MANDA e que justifica: posturas, comportamentos e toda a M que assola nossa vida. Quando me formei em comunicaçao há 28 anos atrás, fizemos uma festa anarquica, rejeitando as pompas, togas e circunstancia e entramos no salão cantando os PODRES PODERES que rejeitavamos e INFELIZMENTE segue atualíssima, e é tambem do Caetano...(aqui com a Gadu pra parecer que é uma novidade)...
Não gosto de fazer parte de um mundo assim...
fico TRISTE , MUITO CANSADA E FRUSTRADA com a TREVA que é o DINHEIRO MANDAR EM TUDO!!! E destruir tanto...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Quando a amargura vira armadura...


Há muitos anos atrás eu assisti a um filme, onde o John Travolta ainda novinho, era o menino da bolha, vitima de uma doença que lhe tirava a imunidade, o menino passava a vida ali, naquele universo intocável.
Nada podia entrar ali, e as mãos que os tocavam eram igualmente revestidas de plástico.
Na época fiquei impressionadíssima com aquilo tudo, pra mim foi praticamente um filme de terror. Alguém nunca ser tocado e não ter qualquer contato, me pareceu a pior coisa do mundo.
A vida dele era restrita aquelas quatro paredes transparentes, que lhe garantiam a sobrevivência.
Por que lembrei disso?
Porque ontem um amigo me disse o quanto esteve anestesiado.
Era como se eu estivesse numa bolha, como se nada pudesse me atingir! Ele me disse.
Só que esse meu amigo da bolha, felizmente sofreu uma grande crise, foi vítima de uma injustiça, e com isso, a bolha protetora se rompeu, e ele percebeu o quanto precisava ser tocado, ouvido, entendido e acalentado.
Eu fiquei aqui em silêncio pensando, o quanto temos todos virado bolhas, pra nos proteger, pra nos preservar, por que reconhecemos nossas imunodeficiências, por que temos medo e o mundo, não anda um lugar seguro pra se viver, amar e ser.
Somos gente-bolha quando assistimos as cenas de guerra do Oriente Médio e de São Paulo, e vemos os mortos, os feridos, os números todos, como números, tirando do fato, a dor, o sangue e toda e qualquer humanidade.
Somos gente-bolha quando viramos o rosto, pra quem nos pede comida, um “troquinho”, quando atravessamos a rua pra não passar por mendigos, quando tentamos não ver, ou nos defendemos dizendo que isso não é problema nosso.
Somos gente-bolha quando desistimos de acreditar e ficamos fingindo conforto, num limbo de não sentir, negando a falta de ter esperança, sonhos, ideais e todas esses outros sentidos, que por anos nos serviram de motor pra viver e acordar.
Naquele tempo não éramos bolhas.
E nos permitíamos de peito aberto e cara limpa enfrentar o que viesse.
Talvez tenha vindo muito mais do que podemos suportar.
Talvez tenhamos desistido de dar a cara á tapa.
Ou talvez a crise não tenha sido suficientemente grande, pra nos despertar desse torpor e perfurar essa armadura transparente que nos preparamos.
Quando a amargura vira armadura...e vice versa.

terça-feira, 12 de março de 2013

a cada milágrimas...

sai um milagre...leveza nessa tarde cinza...poesia de recomeços e superarçao, grande Alice Ruiz, grande Itamar Assumpçao...e belissima voz e interpretaçao d Anelis Assumpçao...


segunda-feira, 4 de março de 2013

etc...

em mim uma puta
uma louca
uma poetiza
um homem sério
um jogador inveterado
uma criança desamparada
uma loba uivando
um bicho preguiça
um urso hibernando
um chipanzé palhaço
existem milhões em mim - existindo
simplesmente existindo
me alimento
de sombras, luzes, contradições, palavras, silêncios
ser várias, me tranqüiliza....