sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um brinde: a vida!


Lembrei de uma frase  bonita do Galeano (eu e minhas citações) que diz mais ou menos isso: " quando aprendi todas as respostas, mudaram as perguntas..".
         Talvez seja só esse o exercício mesmo do tal viver, conviver com as dúvidas, procurar as respostas e ter lá no fundinho, uma única: a de que nunca teremos mesmo certeza do caminho e seremos obrigados a escolher, e e ao escolher sempre teremos o que abandonar...
         Ah, e isso deve ser o que chamam maturidade, mas parece muito mais uma sacanagem certas decisões que a vida nos coloca na cara, sem nenhuma pista, haja intuição, haja sublimação...
         Mil outras nádias que não vivi, que escolheram a outra parte da encruzilhada ou que pegaram carona enquanto resolvi seguir a pé, voam por aí e vez ou outra me assombram com suas mil possibilidades...totalmente irreais!
         Uma viagem sem volta e ficcional é perguntar pras outras, se as escolhas que fizeram foram mais interessantes que as minhas, se estão nesse exato momento, mais felizes, mais plenas, mais... enfim...Quero crer que elas me olhem lá dos seus espaços infinitos e também não tenham a convicção de terem tomado as melhores decisões, nunca saberemos!
         Como disse um dia, num tom levemente "sábio" totalmente óbvio, embalado por uma conversa boa cercada de gente do passado e umas cervejas: não somos mais donos das escolhas que fizemos, FOMOS!
         Foram todas elas reunidas que nos trouxeram até aqui...e pronto, encruzilhada novinha em folha...hora de sermos donos de novo.. donos do novo passo, dessa escolha de agora que é SEGUIR ou não, MANTER ou não, se temos algum domínio é pelo HOJE...e haja tudo que houver...principalmente coragem.
         Isso é tão clichê que quase vejo o muxoxo da minha filha, dizendo “que profundo!” com toda a ironia que sua adolescência lhe permite, fazer o quê né?
         Ela ainda precisará fazer grandes escolhas e deve estar começando a sacar, como pode ser boba e dura a tal da vida, como podemos ser rasos, profundos, equivocados e incertos na tal caminhada.
        Ela nem sonha com a cena que inspirada por um conto do LF Veríssimo visualizei há pouco:

Estava ali sentada no balcão de um bar, eu com minha vidinha atual, debatendo com outras nádias, uma levemente hippie recém chegada de Arraial d’Ajuda, outra totalmente yuppie recém chegada de SP, outra mulher de um fazendeiro lá de Itaqui. Quer saber? Gostei muito mais da eu de agora!
         Façamos um brinde, sugeri as Nádias, é fundamental aprender a comemorar a vida: A NÓS!!!

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