segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eu estava lá...



Um auditório lotado, viu surgir um Oswaldo Montenegro parecendo mais magro e com longos cabelos brancos, talvez só esses detalhes visuais o distinguem do jovem Oswaldo que há 25 anos colocou o pé na estrada e conquistou a legião de fãs fiéis, que ontem mantinham ouvidos e corações colados em cada acorde e palavra cantada.
          “Ando devagar por que já tive pressa e levo esse sorriso por que já chorei demais...” Foi à música escolhida para abrir caminho, para falar das andanças e do amadurecimento. Belíssima poesia de Renato Teixeira que Oswaldo resgata, como outras tantas lindas letras brasileiras, mostrando que sim, podemos sentir e cantar poesia e beleza, não caindo nas fórmulas simplórias e comerciais que parecem assolar o país. Felizmente fugindo de estereótipos e não se entregando a mídia rolo compressor, há 25 anos ele canta “canções bonitas falando da vida em ré maior”, “canta o que não silencia”, canta emoção pura.
          Homenageou Ramalho, outro símbolo de luta, cantando vida e desassossego: “... vida de gado, povo marcado, povo feliz!”.
Assim cantando e emocionando ele seguiu, acompanhado por músicos preciosos, nos tocando por dentro, revisitando o passado, uma viagem dos sentidos, marejando os olhos com a trilha perfeita: bandolins, intuição, travessuras, léo e bia, lua e flor, a maravilhosa e madura Lista, a oração Metade, entre tantas outras.
         GRANDE OSWALDO, definitivamente ele conhece bem a fonte e a magia de tocar a alma de fãs como eu, que feliz, só posso agradecer a oportunidade de estar no mundo ao mesmo tempo de alguém que saiba descrever e interpretar tão bem minha emoção, minha dor, minhas buscas, minhas metades...

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