quinta-feira, 25 de outubro de 2012

das intensidades...



Essa foto/poema da Vicky Fernandez intensidade em pessoa, me fez lembrar um poeminha antigo meu e certeza de que tentar encobrir intensidade, nunca funciona por muito tempo...

uma calmaria
pré-vulcânica
me desassossegou
toda a semana
rachaduras
desacomodações noturnas
disfarcei o que pude
minha natureza
queimei por dentro
fazendo frente fria
depois...
chovi por dias
torrencialmente
transbordei
enchente

Só espero que esse tanto de água, que vez ou outra precisamos desaguar, faça verdadeiros arco-íris em algum lugar...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um brinde: a vida!


Lembrei de uma frase  bonita do Galeano (eu e minhas citações) que diz mais ou menos isso: " quando aprendi todas as respostas, mudaram as perguntas..".
         Talvez seja só esse o exercício mesmo do tal viver, conviver com as dúvidas, procurar as respostas e ter lá no fundinho, uma única: a de que nunca teremos mesmo certeza do caminho e seremos obrigados a escolher, e e ao escolher sempre teremos o que abandonar...
         Ah, e isso deve ser o que chamam maturidade, mas parece muito mais uma sacanagem certas decisões que a vida nos coloca na cara, sem nenhuma pista, haja intuição, haja sublimação...
         Mil outras nádias que não vivi, que escolheram a outra parte da encruzilhada ou que pegaram carona enquanto resolvi seguir a pé, voam por aí e vez ou outra me assombram com suas mil possibilidades...totalmente irreais!
         Uma viagem sem volta e ficcional é perguntar pras outras, se as escolhas que fizeram foram mais interessantes que as minhas, se estão nesse exato momento, mais felizes, mais plenas, mais... enfim...Quero crer que elas me olhem lá dos seus espaços infinitos e também não tenham a convicção de terem tomado as melhores decisões, nunca saberemos!
         Como disse um dia, num tom levemente "sábio" totalmente óbvio, embalado por uma conversa boa cercada de gente do passado e umas cervejas: não somos mais donos das escolhas que fizemos, FOMOS!
         Foram todas elas reunidas que nos trouxeram até aqui...e pronto, encruzilhada novinha em folha...hora de sermos donos de novo.. donos do novo passo, dessa escolha de agora que é SEGUIR ou não, MANTER ou não, se temos algum domínio é pelo HOJE...e haja tudo que houver...principalmente coragem.
         Isso é tão clichê que quase vejo o muxoxo da minha filha, dizendo “que profundo!” com toda a ironia que sua adolescência lhe permite, fazer o quê né?
         Ela ainda precisará fazer grandes escolhas e deve estar começando a sacar, como pode ser boba e dura a tal da vida, como podemos ser rasos, profundos, equivocados e incertos na tal caminhada.
        Ela nem sonha com a cena que inspirada por um conto do LF Veríssimo visualizei há pouco:

Estava ali sentada no balcão de um bar, eu com minha vidinha atual, debatendo com outras nádias, uma levemente hippie recém chegada de Arraial d’Ajuda, outra totalmente yuppie recém chegada de SP, outra mulher de um fazendeiro lá de Itaqui. Quer saber? Gostei muito mais da eu de agora!
         Façamos um brinde, sugeri as Nádias, é fundamental aprender a comemorar a vida: A NÓS!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eu estava lá...



Um auditório lotado, viu surgir um Oswaldo Montenegro parecendo mais magro e com longos cabelos brancos, talvez só esses detalhes visuais o distinguem do jovem Oswaldo que há 25 anos colocou o pé na estrada e conquistou a legião de fãs fiéis, que ontem mantinham ouvidos e corações colados em cada acorde e palavra cantada.
          “Ando devagar por que já tive pressa e levo esse sorriso por que já chorei demais...” Foi à música escolhida para abrir caminho, para falar das andanças e do amadurecimento. Belíssima poesia de Renato Teixeira que Oswaldo resgata, como outras tantas lindas letras brasileiras, mostrando que sim, podemos sentir e cantar poesia e beleza, não caindo nas fórmulas simplórias e comerciais que parecem assolar o país. Felizmente fugindo de estereótipos e não se entregando a mídia rolo compressor, há 25 anos ele canta “canções bonitas falando da vida em ré maior”, “canta o que não silencia”, canta emoção pura.
          Homenageou Ramalho, outro símbolo de luta, cantando vida e desassossego: “... vida de gado, povo marcado, povo feliz!”.
Assim cantando e emocionando ele seguiu, acompanhado por músicos preciosos, nos tocando por dentro, revisitando o passado, uma viagem dos sentidos, marejando os olhos com a trilha perfeita: bandolins, intuição, travessuras, léo e bia, lua e flor, a maravilhosa e madura Lista, a oração Metade, entre tantas outras.
         GRANDE OSWALDO, definitivamente ele conhece bem a fonte e a magia de tocar a alma de fãs como eu, que feliz, só posso agradecer a oportunidade de estar no mundo ao mesmo tempo de alguém que saiba descrever e interpretar tão bem minha emoção, minha dor, minhas buscas, minhas metades...

sábado, 6 de outubro de 2012

MOVIMENTO PRA MIM CHEGA!

Gritei bastante, pena que a Mobilização não teve o tamanho que deveria, gente triste, que desistiu de gritar... Desistir de ter voz é muito pior do que ser mudo... 
Infelizmente as pessoas estão acomodadas e descrentes demais, e ai não se mobilizam...por isso a nossa palavra de ordem era: Queremos segurança: NÃO FIQUE AÍ PARADO, VOCE TAMBEM É ASSALTADO!!!

ladrões de sonhos...