domingo, 2 de setembro de 2012

Será?...Tomara!

Ouvi esses dias um comentário muito interessante: Com o tempo a gente aprende a recuperar o que nos foi importante...
Será? Fiquei me perguntando...Será? Ainda não soube me responder...

Lembrei logo em seguida de uma história triste que me contaram...História dos casamentos de antes: uma moça casou, na casa dos pais só comia carne de galinha se fosse branca e do peito, como ao casar o marido só comia peito, passou a comer e gostar de sobre-coxa, a primeira filha logo que começou a ter gosto, optou pela sobre-coxa, ainda sobrava a outra, que o segundo filho tratou de gostar e comer, daí a moça tratou de comer as coxas...que eram escuras, mas era o que restava e ela dividia com a empregada...anos mais tarde, viúva e com os filhos fora de casa, ela não come mais galinha, nas poucas vezes que parou frente ao balcão de carnes, onde as galinhas podem ser vendidas em pedaços, não soube sinceramente qual sua parte preferida e optou por guisado...
Talvez com o tempo a gente na verdade se perca, mais do que se encontre...
Talvez depois de um tempo, a gente não saiba o que verdadeiramente nos pertença ou pertenceu e é preciso saber para que possamos recuperar...

Também reencontrei uma amiga recém separada, de um casamento de três décadas e filhos adultos , e perguntei: E tu está feliz? Sendo a separação uma idéia proposta por ela, me pareceu uma pergunta de resposta óbvia,um simples inicio de conversa, onde imaginei que ela desfilaria todas suas novas conquistas e alegrias recém descobertas, mas para minha surpresa ela disse: Não estou feliz como imaginei que ficaria, nem me sentindo livre, nem me sentido inteira, estou mais do que nunca uma metade, nem sei bem o que eu quero fazer a cada manhã que acordo, e não que eu ame eu ex, ou que nossa vida fosse boa, por que tu bem sabe que não era, mas é como se eu pela primeira vez esteja realmente sozinha e me dando conta do quão pouco eu sei de mim, o quanto eu me abandonei, eu não me reconheço, será que tem volta?  Será, ela me perguntou insistente, e eu prontamente respondi que Sim, claro que sim! Mesmo que sinceramente ainda não saiba responder...

Será?
Será que é possível recuperar tempo perdido, esperança lograda, confiança perdida?
Será que é possível se livrar do que aprendemos ou nos moldamos por anos pra nos adequarmos, será que é possível readequar?
Será que é possível recuperar importâncias...
Será que é possível viver novamente, o que se  desviveu por repetição ou descuido?
Tomara, é o que eu desejo nesse setembro que inicia quente e tão primaveril, com uma lua cheia enorme
E ONDE  A VIDA TRANSBORDA E TUDO PARECE POSSÍVEL DE BROTAR...
Tomara que o caminho se mostre possível e saibamos refazê-lo com vontade, recuperados e plenos...TOMARA!

 
 coloridos

fortes, maleáveis e límpidos

                                                                    e buscandoo ir além

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