quarta-feira, 19 de setembro de 2012

APROVEITEM-SE!!!!

Quem me conhece já deve saber o quanto considero a maternidade uma espécie de pós-graduação de vida, o máximo mesmo! Por que criança tem essa postura inaugural diante de tudo, tem os olhinhos genuínos, puros, nos ensinam, quando nos permitimos aprender, MUITO, tanto em sentimento, quanto em outras formas de ver a vida.
É uma dessas experiências que quero dividir com vocês: Minha filha era ainda bem pequena e voltou de um encontro, muito triste e depois de muita insistência minha, ela resolveu explicar... “ Ele não me aproveitou direito, aí eu não aproveitei ele direito...”
Percebem a importância disso, “ele não me aproveitou direito”, não aproveitou o tempo que passamos juntos , não aproveitou a oportunidade , o momento, e fazendo isso, não me permitiu aproveitá-lo.
Fiquei pensando nas tantas vezes que não fui inteiramente aproveitada, nas tantas pessoas que passaram por mim sem serem aproveitadas, e não é só a questão de “carpem diem”, de realmente viver o dia, mas de viver as pessoas que o dia e a vida te apresentam, aproveitando-as plenamente.
Quantas famílias mal se falam, mesmo dividindo o mesmo teto, cada um no seu quarto, cada um no seu notebook, vendo a sua tv (ás vezes no mesmo programa), é uma pena, não se aproveitam...
Quantos casais perdem pelo caminho o amor e os interesses em comum e passam o resto dos dias, a se provocar dores e pequenas discussões, não se aproveitam e não dão espaços para serem aproveitados e aproveitarem outras pessoas.
Ás vezes não enxergamos verdadeiramente as pessoas, como buffet de sobremesa quando estamos de regime, não olhamos, mudamos o interesse dos olhos, desviamos... e podemos não aproveitar as pessoas por falta de tempo, por falta de interesse, por medo de intimidade, por inúmeras razões, mas é preciso lembrar que ao não aproveitarmos as pessoas, não seremos aproveitados também.
É uma questão de postura, então aproveitemo-nos!!! 

Por que ontem perdi uma vizinha que não aproveitei direito e lembrei de uma amiga que também poderia ter aproveitado muito mais e já não está por aqui, fui catar esse texto e essa dica, que compartilho nessa véspera de feriado: APROVEITEM-SE!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

saudade...

sempre curti muuuuuito o Caio...e sinto saudade das palavras dele que tanto me interpretavam...foi embora cedo de mais...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

o meu Deus...




"Eu acredito em Deus.
Mas não sei se o Deus em que eu acredito é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro.
O Deus em que acredito não foi globalizado.
O Deus com quem converso não é uma pessoa, não é pai de ninguém.
É uma idéia, uma energia, uma eminência.
Não tem rosto, portanto não tem barba.
Não caminha, portanto não carrega um cajado.
Não está cansado, portanto não tem trono.
O Deus que me acompanha não é bíblico.
Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um pensamento que não se renova.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos.
Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras, e nossa penitência é a reflexão.
Ave Maria, Pai Nosso, isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo.
Para o Deus em que acredito só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?
O Deus em que acredito não é tão bonzinho: me castiga e me deixa uns tempos sozinha.
Não me abandona, mas me exige mais do que uma visita à igreja, uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros.
A cruz pesa onde tem que pesar: dentro. É onde tudo acontece e tudo se resolve.
Este é o Deus que me acompanha.
Um Deus simples.
Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe-tudo e vê-tudo.
Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: um abraço numa amiga, uma música na hora certa, um silêncio.
É onipresente, mas não onipotente.
Meu Deus é humilde.
Não posso imaginar um Deus repressor e um Deus que não sorri.
Quem não te sorri não é cúmplice." Martha Medeiros

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Monareta...


ah, minha monareta verde, eu odiava emprestar...aí quando cresci e me apaixonei, fiz até poeminha desse amor usando ela:

deu vontade de te encher de sol
grama beijos passarinhos
vontade de te lambuzar
te adoçar ainda mais
catar e te dar de presente
a felicidade que escondi
vontade de dar certas coisas
que nem sei se tenho ainda
uma certa luz que eu via
um jeito de acreditar
minha gaveta de guardados
minha coleção de conchinhas
meu pátio e os esconderijos
até minha “monareta”
eu queria te emprestar 

domingo, 2 de setembro de 2012

Será?...Tomara!

Ouvi esses dias um comentário muito interessante: Com o tempo a gente aprende a recuperar o que nos foi importante...
Será? Fiquei me perguntando...Será? Ainda não soube me responder...

Lembrei logo em seguida de uma história triste que me contaram...História dos casamentos de antes: uma moça casou, na casa dos pais só comia carne de galinha se fosse branca e do peito, como ao casar o marido só comia peito, passou a comer e gostar de sobre-coxa, a primeira filha logo que começou a ter gosto, optou pela sobre-coxa, ainda sobrava a outra, que o segundo filho tratou de gostar e comer, daí a moça tratou de comer as coxas...que eram escuras, mas era o que restava e ela dividia com a empregada...anos mais tarde, viúva e com os filhos fora de casa, ela não come mais galinha, nas poucas vezes que parou frente ao balcão de carnes, onde as galinhas podem ser vendidas em pedaços, não soube sinceramente qual sua parte preferida e optou por guisado...
Talvez com o tempo a gente na verdade se perca, mais do que se encontre...
Talvez depois de um tempo, a gente não saiba o que verdadeiramente nos pertença ou pertenceu e é preciso saber para que possamos recuperar...

Também reencontrei uma amiga recém separada, de um casamento de três décadas e filhos adultos , e perguntei: E tu está feliz? Sendo a separação uma idéia proposta por ela, me pareceu uma pergunta de resposta óbvia,um simples inicio de conversa, onde imaginei que ela desfilaria todas suas novas conquistas e alegrias recém descobertas, mas para minha surpresa ela disse: Não estou feliz como imaginei que ficaria, nem me sentindo livre, nem me sentido inteira, estou mais do que nunca uma metade, nem sei bem o que eu quero fazer a cada manhã que acordo, e não que eu ame eu ex, ou que nossa vida fosse boa, por que tu bem sabe que não era, mas é como se eu pela primeira vez esteja realmente sozinha e me dando conta do quão pouco eu sei de mim, o quanto eu me abandonei, eu não me reconheço, será que tem volta?  Será, ela me perguntou insistente, e eu prontamente respondi que Sim, claro que sim! Mesmo que sinceramente ainda não saiba responder...

Será?
Será que é possível recuperar tempo perdido, esperança lograda, confiança perdida?
Será que é possível se livrar do que aprendemos ou nos moldamos por anos pra nos adequarmos, será que é possível readequar?
Será que é possível recuperar importâncias...
Será que é possível viver novamente, o que se  desviveu por repetição ou descuido?
Tomara, é o que eu desejo nesse setembro que inicia quente e tão primaveril, com uma lua cheia enorme
E ONDE  A VIDA TRANSBORDA E TUDO PARECE POSSÍVEL DE BROTAR...
Tomara que o caminho se mostre possível e saibamos refazê-lo com vontade, recuperados e plenos...TOMARA!

 
 coloridos

fortes, maleáveis e límpidos

                                                                    e buscandoo ir além