Minhas memórias
São longas
Por que as casas do meu passado
Tinham longos corredores
São pura luz
Por que sempre me abasteci
de vaga-lumes
Céu estrelado e luas
Minhas lembranças
São recheadas
De alfajores e doces de leite argentinos
E tardes de nuvens e sonhos
Minhas emoções
São genuínas
Por que as moldei no barro do pátio
Na sombra de árvores e gostos
Se hoje vez ou outra, esqueço...
É por que aqui tem tanto barulho sem sentido
Que isso é demais e me atordoa
Minha melhor versão,
Só de revela
De pés descalços
Vivendo leve e a toa...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
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