sexta-feira, 14 de outubro de 2011

minha benção...conquistada!

Engravidei de surpresa, nada planejado. Pra minha tristeza, meu medico disse numa das primeiras consultas:" provavelmente tu terá dificuldade em amamentar, por que anatomicamente teu seio, sem bico dificultará muito". Perguntei se existia alguma coisa a fazer...Ele não muito entusiasmado me ensinou exercicios que poderiam, talvez, ajudar...Passei meses conversando/curtindo minha barriga e fazendo os tais exercicios...Eu dizia que o que mais queria era vê-la nascer e saborear aquele momento lindo que eu supunha seria alimentar minha cria...
Tive a Alice num hospital que tinha um jeito bem tradicional de “embalar” bebês...Lembro que nosso segundo encontro, pós-parto, já no quarto, ela veio embrulhada, como se fosse um "pacotinho" de gente, meu primeiro movimento foi livrá-la daquilo tudo, queria ver e tocar nas mãozinhas, na pele, no corpo, queria vê-la inteirinha, cheirá-la, bem mãe-bicho. Ao pegá-la no colo, ela instintivamente começou a mamar. Foi LINDO e pude amamentá-la por mais de um ano, uma benção!!



Por que estou falando tudo isso?
Por que o “meu pacotinho” logo estará fazendo 15 anos, quinze anos é um tempo enorme numa vida...e tudo floresce!
Daquela fragilidade muda de humano recém nascido, até os passos de hip-hop que hoje ela ensaiava na sala, houve um caminho enorme de primeiros passos e tombos, de primeiras palavras balbuciadas e erros, de choros intermináveis, que a pobre mãe de primeira viagem desconhecendo a origem chorava junto, houve muito pra aprendermos e com certeza muuuuuuuuuito mais descobriremos e aprenderemos juntas, estamos crescendo juntas!
Muitas vezes eu fico me perguntando se sou suficientemente capacitada pra tarefa, se não estou errando nas proibições e nas liberdades, ser mãe não é exatamente uma facilidade, caímos em contradições, temos culpas, dúvidas, medos, ficamos frágeis, queremos manuais que ensinem e eles não existem, queremos a certeza de que estamos cumprindo bem o legado e só ás vezes, numa postura do filho, numa frase pronunciada, num olhar, num momento, ela existe, quando sentimos um breve alívio: Isso eu ensinei..e é bom!
O que eu queria mesmo era dizer pro “meu pacotinho”, que por mais contradições e receios que a tal maternidade me faça viver, nenhum momento na minha vida, foi ou será mais importante que o nosso primeiro olhar, trocado na sala de parto e nenhuma palavra será suficiente pra expressar o tanto de amor e entrega e plenitude, que aquele segundo momento onde nós bichinhos nos reconhecemos, encostando as peles e os olhares, ficamos fortes, alimentando-nos, ela de amor e leite, eu de amor e paz,
Momento mágico, momento lindo!

Mil vezes obrigada, meu amor, por ter me escolhido pra ser tua mãe, acredito naquela tua história de que ficou espiando lá do céu, e disse: aquela lá é a mulher que eu escolhi! Sou muito melhor e muito mais mulher depois disso.
Desculpa as vezes que erro, o ser humano adulto é tão frágil quanto tu me pareceu naquele pacotinho, estamos sempre reaprendendo a sentir, a tocar, a ser e isso é confuso e lindo!
É muito gostoso ter alguém pra compartilhar a vida, é maravilhoso e mais seguro, cumprirmos o caminho bem acompanhados, nós estamos!

Um comentário:

Denise disse...

Amiga,companheira!!!Mesmo a distãncia não apaga essa amizade tão grande.Que saudade tenho de vc,quando vi essa foto,amamentando a Alice lembrei de onde ela foi tirada,no gramado la de casa,lembra?Estamos sempre falando em vocês,pena que a distãncia nos impede de dar aquele abraço forte e amigo,mas o sentimento está sempre presente.Que bom saber que esta bem ,e fiquei muito feliz do Joner te ver .Agora estou seguindo teu blog,ve se aparece pra gente se falar.Amei o recadinho que deixou,Um grande beijo