sexta-feira, 21 de outubro de 2011

eu sou...



ah, meus diários virtuais...acabo de encontrar uma tentativa de definição, que apesar de escrita em 2006, ainda me define...aliás estão aqui o azul e o lilás que fotografei pela manhã...

eu sou feliz
e isso pode soar babaca,
dito assim de cara,
mas sou esse tipo de gente
que vê motivos pra ser feliz em detalhes
e isso é uma grande alegria

importante ressaltar
li Pollyana quando pequena,
e essa visão, pode ter influência do jogo do contente

por exemplo, acordo bem feliz
quando vejo que tem sol e o dia está azul
(como hoje)
quando minha filha ri e no bom dia, me diz te amo
quando dormi enroscada e nua
e posso continuar assim toda manhã
beijando na boca sem pressa

sou feliz quando uma musica me interpreta
quando uma poesia me escancara
quando a primavera colore tudo
e chove flor lilás de jacarandá
quando o outono derrama folhas de plátano
quando chove ( e estou quentinha em casa)
e depois a terra cheira molhada

quando converso-ouço-entendo
e sou igualmente entendida
quando recebo um carinho
em forma de torpedo
lembrança
presente
quando consigo tocar
e fazer alguém feliz
quando faço um brinde
quando dou risada alto
quando o sol muda de cor
quando a lua me surpreende redonda e enorme no céu
sou feliz viajando sem destino
sendo turista até mesmo por aqui
molhando os pé da água
andando de bicicleta

gosto de gente
e suas histórias
sou curiosa
tenho incontinência verbal
cumprimento até quem eu não conheço (ainda)
gosto de dar sorrisos e bom dia
gosto de me sentir ativa
sou feliz trabalhando
(até trabalhando..ahah)
sou feliz no escuro do cinema
sou emoção á flor da pele

sou também um pouco solitária
não que seja opcional
fui aprendendo
um pouco racional
e as vezes perco as esperanças
e as ideologias
e isso é um pouco triste
assim ás vezes
fico prá baixo
introspectiva
carente
ás vezes não tenho rima
nem palavra
e pareço corroer em silêncio
sem saída
aí escrevo - respiro fundo
olho pra longe
e passa
e depois quase não me reconheço
nas cenas que descrevi
já vivi histórias duras
que me parecem roteiros mal redigidos do Almodovar
mas de um jeito
quase infantil
ainda acredito em boas pessoas
em lindas intenções
em olhares
em abraços
me emociono
me sinto viva

e sempre volto a ser
feliz...

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