sábado, 30 de abril de 2011

como é frágil...

Como é frágil... foi essa a conclusão que cheguei ao final do filme A minha versão do amor, e não consegui verbalizar.

Como é frágil! Acordei convicta... Frágil: a vida,o amor, as relações, as pessoas por mais pose de forte carreguem, as palavras, os ouvidos, os corações e as almas. Frágil a saúde, que sem muito aviso, pode nos abandonar e nos deixar desolados.

Não estamos preparados á perdas, de nenhum tipo, nem a grandes reconhecimentos, nem a assumir responsabilidades de um modo geral, podemos sempre culpar: o outro, o estado das coisas, o governo, a meteorologia, os hormônios, o síndico, o tempo, a falta de dinheiro, um alguém alheio... Por que é frágil também nosso autoconhecimento, nossa visão do todo, nossas certezas. E nossa coragem.
E por ser tudo assim tão frágil, qualquer movimento, mínimo que seja, abala a estrutura, cria o desajuste e quando se somam, põem definitivamente tudo abaixo. Amar não é álibi, nem diminui nenhuma culpa ou ato. Sempre tive muita raiva de quem pensa e age assim, supondo que o amor á tudo perdoa.

A soma de fragilidades, melindres e expectativas, tornam as relações, o que há de mais frágil no mundo.

Um descaso ali, uma palavra seca lá adiante, um desconhecimento, um plano não compartilhado e/ou desconsiderado, um silêncio mal interpretado, um desentendimento não superado, “uma mágoa nova vira chaga antiga” como bem disse o Leminski e lá se vão às promessas juradas ao padre, os sonhos tramados nas tardes, lá se vai toda a rima, a admiração e os porquês, nenhuma relação sobrevive sem isso

Um comentário:

O Universo dos Pensamentos disse...

Tudo a natureza é muito frágil. Sem querer destruimos a humana, a vegetal e animal. Bela postagem.

Boa tarde, bjo