terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Até quando?

Nos últimos dias um número absurdo de pessoas conhecidas, foi assaltada, os assaltos são variados nos formatos, mas em todos os bandidos estão super bem armados e saem ilesos e impunes, o que com certeza deve gerar a eles uma confortável sensação de liberdade, que nos é negada.

No caso fatal e mais grave nosso amigo Guigo foi abordado e morto na Cristóvão Colombo, muito próximo do local onde dias antes um senhor que aguardava a filha foi morto, ruas escuras, câmeras de vigilância estragadas, policiais desmotivados e sobrecarregados, bandidos cada vez mais seguros de sua impunidade e cada vez mais violentos e a população inteira em um pânico e apreensão como se fossemos todos reféns dessa guerra civil. Essa é a realidade em que estamos mergulhados e eu me pergunto até quando?
Até quando seremos vítimas e não cidadãos com o direito de ir e vir assegurado, com o direito da segurança de nossas casas assegurado, com a tranqüilidade de deixarmos nossos filhos viverem sem susto e sem nosso constante medo?

Em um caso assustador nosso vizinho teve seu carro levado por um bandido a mão armada, em plena luz do dia, 10 horas da manhã, na mesma rua tempos antes uma mãe sofreu a mesma ação e só foi permitido que tirasse o filho ainda bebê do assento, isso às 15 hs, muitos outros casos que não citarei, mas que podem atestar o quão perigosa está a rua Mata Bacelar, quase esquina com a Nova York o lugar que infelizmente escolhi morar e ter meu próprio negócio, o que me faz pensar até quando terei saúde psíquica e força pra permanecer.
A rua que sempre foi aprazível e tranqüila hoje se tornou palco de crimes constantes, sob a total inoperância e impotência nossa e da brigada militar, que sempre chega atrasada de mais para qualquer ação e ainda se ofende quando assustados, ligamos mais uma vez. Eles sempre se confessam desaparelhados, com viaturas sucateadas e numero de pessoal em numero insuficiente.

Mas este não é em absoluto um caso isolado, minha sócia teve a casa saqueada as 11 horas da manhã, tendo os bandidos levado TV , computador, todos os demais eletrodomésticos, malas recheadas de roupas e todos objetos de valor que conseguiram carregar, em plena rua 24 de outubro.
Nossa vizinha teve na rua Nova York igualmente a casa saqueada entre o horário do almoço e o final do expediente por bandidos muito “especializados” que entraram no prédio com chaves e igualmente no apartamento, sem serem notados e sem fazer barulho e alarde, usando chaves “micha” ou qualquer coisa que o valha.
Outra amiga em outro ponto da cidade, Ipanema ficou do meio-dia até a noite trancada em um banheiro com o filho enquanto sua casa era literalmente limpa pelos bandidos.
Um casal de conhecidos acompanhado dos filhos teve carro levado e toda uma ameaça de armas apontadas pras cabeças, em outro ponto.
Uma amiga, próximo do shopping Iguatemi, teve um fim mais assustador sendo baleada e padecendo até agora com as conseqüências dessa violência.

Poderia ficar aqui citando casos e mais casos, onde infelizmente somos obrigados, graças a exemplos como o de vítimas fatais ou de graves prejuízos fisicos, agradecer por termos sido “somente furtados”, em comentários lamentáveis gerados pela impotência: "graças a Deus só levaram o carro, todos os documentos e nossos celulares...ou só conseguiram retirar o limite permitido pelo caixa eletrônico... Graças a Deus não estávamos em casa... Graças a Deus não estávamos com as crianças.. etc."

Ontem os assaltados fomos nós, com direito a bandidos truculentos muito bem armados, que seguem impunes, na mesma esquina fatídica da Mata Bacelar com a Nova York, que apesar do numero crescente de vitimas, continua escura e sem nenhuma vigilância.
Venho aqui perguntar até quando seremos vítimas? Até quando a segurança publica será tratada com descaso e a irresponsabilidade que temos visto? Até quando teremos que viver com medo, espiando pelas janelas e medindo nossos passos? Quantas mortes serão necessárias para que ações mais efetivas sejam tomadas? Será preciso que as autoridades maiores sejam vítimas da violência e sintam na carne o pânico e a impotência para que algo efetivamente seja feito? Por que assim como no Rio não formamos força tarefa? Quem pode nos salvar? Quem pode nos libertar das nossas prisões domiciliares? Quem pode nos garantir uma vida decente, digna e sem medo?

Por que depois de sábado, mais ainda EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA...e viver sem medo!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

minha rua....



Coloco aqui esta foto pra lembrar minha rua banhada de luz, só pra me trazer de volta o por quê de escolhê-la pra viver, pra criar minha filha e pra continuar...
A lembrança de ontem:horror,impotência e violência, mesmo que estejam o dia inteiro me assaltando a cabeça, não podem apagar essa força!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Da felicidade...



Aprendi ontem com o Beto Callage: sucesso é ter o que se quer, felicidade é querer o que de tem... Curtindo minha sombra com sossego, bem acompanhada com meu livro...felicidade simples e acessível!