quarta-feira, 10 de novembro de 2010

noutra vida...

A Carmen dona Ervilha pede nossa confissão, que outro personagem nos imaginamos na vida, me ponho a pensar...
ah, tá bom eu confesso,queria ser cantora de cabaret assim mesmo com T no final e em algum tempo e espaço remoto, dessas que arrancam suspiros, por que reprisam as dores mais sentidas de cotovelo.
No meu devaneio eu não sou bonita, decididamente , sou bem mais velha, marcada de amores e da noite, talvez fume (por que cigarro combina com o personagem, lotada de solidão, mágoa e pesar),sempre visto vermelho e preto e emociono, por que a minha voz rouca canta a minha própria dor, e como a Elis eu fatalmente choro, toda noite...

Por outro lado, também sou uma voluntária na Africa, curando dores, alimentando e abraçando aqueles pequenos que choram sem consolo, e gosto mais dessa outra Nádia mais generosa e nada egoísta que acabo de inventar...
Por que será que as minhas personagens tem tanta lágrima ou por dentro ou para consolar nos demais?

Talvez a Simone minha grande amiga e terapeuta floral tenha razão e a minha rinite seja um acumulo de lágrimas não choradas ou de dores que vejo por aí empaticamente preciso chorar junto...

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