sábado, 27 de novembro de 2010

I will survive..



Sempre adorei essa musica, mas ela surgiu antigamente, onde mulher só dançava, se fosse tirada pra dançar,um tormento pra mim que sempre adorei dançar e nem sempre fui "tirada". Tempo bem passado, graças a Deus!!!
Numa "boate" do Tênis em Santa Maria,clube onde passei minha adolescencia, ouvi osprimeirosacordes da musicaecomo querendo facilitar,fiquei de pé,na base da pista, esperando um par...um grupinho grande se acotovelava por ali,provavelmente na mesma espera,,eis que um "moço" tocou no meu ombro e fez um sinal com a mão mostrando a pista..uhuuuuuu, foi a glória, já sai dançando, feliz da vida...quando cheguei ao centro da pista e virei, cadê o meu par? Eu ali sozinha percebi que o "moço" que já ia longe, só queria passagem... Foi assimque diante da constatação e da musica alta e linda, resolvi que ela merecia ser dançada atá o final, me libertei mesmo que não propositalmente da obrigatoriedade de ter um par pra dançar, e foi um momento lindo, inesquecivel,por que eu sobrevivi! E eu sobrevivi mesmo, e mais que isso, virei um ser independente graças a Gloria Gaynor...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Viver: optar

Grande e inspiradora Val me trazendo de volta esse texto sábio do Carlos Drummond de Andrade

"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentiment intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindow menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drummond de Andrade

 




 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ouvindo essa musica..

Senti uma baita saudade das cartas e dos amores que pareciam enooooormes assim, naquele tempo onde o Roberto Carlos escreveu essa preciosidade que agora a Marisa Monte revisita...linda!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O buraco no muro...



Hoje pela manhã recebi um texto sobre a importância de se ter atitudes, que por mínimas que sejam podem sempre transformar e mexer a estrutura do mundo, e logo após por que a vida é lindamente sincronica, tenho acesso a esse video, e tive a certeza de que sim, são atitudes como essa, que podem transformar pessoas e fazer a internet não num futil e colorido monstro, mas num espaço de ação e de divulgação do melhor que todos nós como humanos podemos ser.
Como dizia uma propaganda do Gelol...não basta ser....., tem que participar...Não basta ser humano...tem que participar e espalhar humanidades...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

noutra vida...

A Carmen dona Ervilha pede nossa confissão, que outro personagem nos imaginamos na vida, me ponho a pensar...
ah, tá bom eu confesso,queria ser cantora de cabaret assim mesmo com T no final e em algum tempo e espaço remoto, dessas que arrancam suspiros, por que reprisam as dores mais sentidas de cotovelo.
No meu devaneio eu não sou bonita, decididamente , sou bem mais velha, marcada de amores e da noite, talvez fume (por que cigarro combina com o personagem, lotada de solidão, mágoa e pesar),sempre visto vermelho e preto e emociono, por que a minha voz rouca canta a minha própria dor, e como a Elis eu fatalmente choro, toda noite...

Por outro lado, também sou uma voluntária na Africa, curando dores, alimentando e abraçando aqueles pequenos que choram sem consolo, e gosto mais dessa outra Nádia mais generosa e nada egoísta que acabo de inventar...
Por que será que as minhas personagens tem tanta lágrima ou por dentro ou para consolar nos demais?

Talvez a Simone minha grande amiga e terapeuta floral tenha razão e a minha rinite seja um acumulo de lágrimas não choradas ou de dores que vejo por aí empaticamente preciso chorar junto...

por que ser jovem é estar presente!

We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.