terça-feira, 31 de agosto de 2010

Adoro ser uma Guria de quinta!!

Sempre achei a Tânia Carvalho o máximo, uma energia e um astral admirável e contagiante, por isso cada vez que ela e o Matheus me convidam pra participar do programa na TV Com, fico extremamente feliz, é risada garantida!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma vida em 6 imagens!

A Pixel é uma empresa legal, formada por dois fotógrafos ótimos a Carol Heinen e o Thiago Peraça que pra comemorar os 6 anos no meio publicitário, propuseram que cada convidado escolhesse 6 imagens que contasse a sua vida. Fui uma das convidadas, além da honra, adorei parar e pensar nas minhas importâncias...
Como lá estão só as imagens, sem as legendas, senti necessidade de explicá-las, vocês não podem imaginar como é difícil, escolher só 6 imagens pra contar a nossa história, aliás tentem, é um grande exercício de auto-conhecimento.
A primeira foto que lembrei é essa que o pai da minha filha fez numa tarde, que eu de pés descalços, sentada na grama amamentava a Alice. A maternidade não foi uma escolha nem uma insistência minha, não me imaginava uma boa mãe, temia a responsabilidade e a minha possivel incapacidade, e assim como todos os medos paralizantes, nunca planejei. E pra minha grata surpresa, Deus, anjos, espíritos e a propria Alice planejaram e me soube mãe já com 2 meses de gestação. Foi e é minha maior alegria e realização, talvez pela ausência total de expectativa, curti cada detalhe dessa gravidez, todos lindos: a primeira ecografia, ouvir o som do coração, planejar o quarto e a casa em que ela merecia morar, as roupinhas, o nome, os movimentos internos e a sensação inesquecível do primeiro olhar no nascimento e da amamentação. Imopssível descrever a emoção que é ser mãe, impossível dimensionar esse amor até senti-lo, mas acho que essa foto expressa o meu encantamento, e é isso mesmo, a maternidade é uma espécie de presente encantado e eterno, nunca alguém deixa de ser mãe, feliz de mim que tive essa oportunidade!


Outra imagem que diz muito é essa foto da nossa família, que é pequena mas que é TUDO: quem eu sou, a forma que eu penso e sinto, meu jeito de rir e encarar o mundo, meus valores, minhas certezas. Tenho muito compaixão de quem não tem uma família pra contar, um ninho e um colo pra voltar...

Igual importância tem a familia que escolhemos, os amigos, com quem podemos ser plenamente, rir, chorar, confidenciar e brindar. Minhas duas amigas de fé Luiza e Simone não poderiam faltar nesse meu apanhado de vida. Elas são de uma importância sem fim, são a minha tribo, as almas que escolhi ter por perto e felizmente encontrei e reconheci.

Se feliz é quem tem um trabalho que lhe dá sentido, mais feliz é quem tem sócias-amigas e com a mesma incansável intenção, de crescer, de acertar, de sempre nos superar. Minhas Super sócias, na foto da inauguração da Super Agency não poderiam faltar!

Outra importância fundamental na vida é ter um passado, uma referência ou um currículo que nos encha de orgulho, essa foto mostra bem isso, o quanto fui realizada e feliz, ao abrir e trabalhar na Elite por mais de 15 anos, uma sensação de dever cumprido.

E por ultimo, uma foto de viagem, sou uma turista vocacional, AMO VIAJAR. É como tirar os pés descalços, como tomar banho de mar, viajar lava a alma, coloca ela no sol e a deixa voando no vento, renova! E isso vale para qualquer saída da rotina, qualquer mesmo, um passeio pelo interior, pegar uma estrada sem destino, ir pra Itaqui,pro Vila Ventura, pro Integria, pro Rio, pra Buenos Aires ou pra Europa, TUDO LINDO! Sempre uma oportunidade de conhecer gente, ampliar a visão e me reconhecer por aí... Inventei um album de fotos no Orkut e no Facebook que se chama: meus pés que andam e se deliciam...e registro meus pés por todos os lugares onde eu andar. Esse mar lindo, é em San Sebastian, país Basco e eu gosto do que ela representa, minha busca por paz!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sintomatização...

Minha amiga Valéria Gazzola que sempre me faz prestar um tantinho mais de atenção na vida, hoje me manda a seguinte mensagem:

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Preste atenção!


O plantio é livre, a colheita, obrigatória ... Preste atenção no que você esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!

ps-Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.

Mas cá entre nós, tantos outros males podemos nos causar, né? Se por um lado é uma pena, por outro é uma dádiva se reconhecer com poder de se adoecer e na mesma medida de curar, e ser um curaciente, como outra amiga Simone Oliveira, chama quem se propõe melhorar.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

duas cenas de uma só personagem...

Cena 1 – eu ingênua

Eu sempre tentei proteger a minha filha da realidade. Como ás vezes tento proteger a mim mesmo, fugindo de algumas notícias e de horrores que a TV e a internet me fazem engolir goela abaixo, uma alienada? Sim, ás vezes...
Evito os programas e as notícias sangrentas, pago uma TV á cabo para que ela assista filmes e séries que me pareçam mais de acordo, para que possamos assistir programas que não nos tirem o sono, censuro filmes e cenas, tento bobamente e em vão, preservá-la...
Enquanto assisti o filme: “quem quer ser um milionário?”, ela assistiu um de 3D com as amigas na sala ao lado, jamais pensei que ela pudesse assistir aquele filme comigo. Talvez se tivéssemos visto o filme juntas, eu teria percebido que minha filha já formou um olhar sobre o mundo e a vida, sem a tal ingenuidade que eu supunha ainda poder preservar.
Esse assunto veio até o nosso almoço, por que um amigo que assistiu o tal filme acompanhado da filha de 10 anos, me disse chocado que ela percebeu a má intenção do apresentador “dando” a resposta errada, enquanto ele havia sido enganado pela suposta benevolência. Eu também acreditei, que aquele “Silvio Santos indiano” queria ajudar, tinha se compadecido com o esforço e a pobreza daquele menino,tinha se lembrado de seu próprio início...
Quis saber qual seria a reação da Alice e ao contar a cena, ela sem titubear me disse: É claro que ele está dando a reposta errada!
Pode parecer esquisito, mas eu fiquei um pouco triste de ver crianças ou pré-adolescentes (será toda uma geração?) ,com esse grau de “esperteza”, que eu entendi como essa incapacidade de crer.
Comento com a minha filha e ela me diz como se formulando uma tese: “mãe, nós temos muito acesso a informação, não somos crianças como vocês imaginam, não somos ingênuos, sabemos que o mundo é o que é...
Tu é ingênua mãe!”
Ah, sim eu ás vezes sou...e gosto... Pollyanna vive... Santa ingenuidade, Batman !

O mundo pode ser terrível: frio, calculista, ganancioso, violento, eu estava bobamente querendo preservá-la disso, mas...Ela já percebeu!


Cena 2 – eu precisando crer

Noite de domingo em Porto Alegre, frio cortante
na cama embaixo de cobertor e edredon
vejo uma entrevista com meninos que moram nas ruas:
repórter:_É Deus quem te guia ?
menino:_ Tomara!

Que esperança e crença
pode ter um menino que além de morar na rua,
dorme empoleirado no toldo dos corredores de ônibus,
para se proteger dos "grandes"?
Esperança que exista alguém ainda maior que possa protegê-lo.
Tomara!

Eu como aquele menino de rua, tenho optado por crer que existe sim um Deus, uma vida depois disso tudo, uma vida antes , onde tudo possa se justificar e ter enfim um sentido e justiça...É insuportável não crer, é insuportável que a vida desses meninos e de tantas outras pessoas, seja só um amontoado de dor e carência e que ao final, tudo termine assim...Uns morrendo de dor, outros de frio e de outras tantas formas desumanas.
Prefiro e preciso acreditar que um Deus lá de cima olha, abençoa e de alguma forma promete dias melhores...Mas também não posso negar, que temos uma parcela de culpa horrível, no estados de todas as coisas e vidas.
Em um dos filmes que compõem o documentário11 de setembro, quando a professora comenta que um avião destruiu uma das torres, um menininho pergunta:
_ Foi o Deus?
Ao que uma outra menina responde:
_ Não seu bobo, o Deus não faz aviões, o Deus fez os homens!

Tem muito “humano” por aqui brincando de Deus e destruindo vidas, tem muita gente fornecendo as armas para depois, baseado no “perigo que é alguém armado” se outorgar o direito e o dever, de ir até lá desarmar, matar e “cuidar do território”.
Tem muito “humano” fomentando a violência, patrocinando e lucrando com o crime e toda uma série de injustiças sociais, para depois pedir pena de morte.

Que haja um Deus e que esteja de olho em tudo isso!