quarta-feira, 5 de maio de 2010

Por uma vida menos ordinária...

Quando recebi esse vídeo lindo da Isabel Allende quis colocá-lo aqui, por que o que ela me disse mexeu com estruturas minhas que precisavam alguma revisão, talvez você também esteja assim, precisando de algum movimento, de uma nova visão, da consciência de que a vida além dos nossos umbigos: anda dura, anda injusta e já faz tempo.

As mudanças nos pertencem, o nosso silêncio e a nossa omissão podem reforçar e multiplicar injustiças, e isso, será sempre imperdoável.

Talvez você como eu se envergonhe de ser um personagem tão banal na sua própria história.

Talvez você sinta falta de alguma razão pra brigar, de alguma ideologia pra viver como cantava Cazuza, de alguma esperança em mudanças, talvez você sinta o ímpeto de ser precursor, de levantar alguma bandeira, de começar um abaixo-assinado, de botar a boca no mundo, de não deixar por isso mesmo, de fazer alguma diferença sendo melhor, sendo gentil, sendo mais humano.

Por onde andamos? Questiona a linda Elisa, a amiga que enviou esse vídeo.

Por onde andamos? Eu também me pergunto. Em que curva desistimos de buscar? Em que buraco caímos e esquecemos o lado que andávamos e o que nos movia? Quando e com que permissão ficamos tão ínfimas feito a Alice, num país sem maravilhas?

As estruturas todas são feitas de gente como você e eu, de gente que um dia acreditou e talvez por infelicidade, um dia vacilou. Gente que por mau exemplo, ou falta de força um dia foi na onda, por que resistir dá sempre muito trabalho. Por que erguer a cabeça enquanto todo o resto curva os ombros não é agradável. Por que reagir chama muita atenção, por que pode haver represálias, por que o mundo é hostil, milhões de por quês podem alimentar nossa acomodação, mas tenho certeza não sossegam a alma, não fazem noites tranqüilas, “saber e não fazer, ainda é não saber” já dizia a filosofia oriental, se sabemos e continuamos a não fazer nada para mudar, somos personagens medíocres.

Viemos ao mundo para vivermos apaixonadamente, pra sermos melhores, para nos superarmos, não devemos esquecer isso, nosso maior compromisso é com a evolução.

Como os dependentes químicos, temos que pensar na ação do dia, no compromisso de hoje, no nosso pequeno âmbito, no que se pode fazer por aqui mesmo. Pensar nas grandes causas e nos grandes movimentos pode ser desmotivador. Devemos começar com passinhos de formiga iguais aos da brincadeira: Mamãe posso ir? Um passinho de formiga por dia, um ato digno por manhã, um comprometimento á tarde, uma palavra sem preconceito á noite, uma maldade não pronunciada, uma fofoca não perpetuada, uma ajuda possível, um olhar com empatia, um movimentar mínimo de energia e já faremos diferença. Um querer melhor e já seremos a diferença.

Viver é simples, feito de escolhas diárias: boas ou más, mas sempre nossas!

Escolham pelo melhor papel, escolham ser lembrados com alegria, escolham a justiça, escolham a verdade, escolham a paixão.

Dica do dia: momento da ação sensível
Existem momentos específicos em nossas vidas que demandam a utilização de empatia, Nadia. A empatia nada mais é do que a capacidade, muitas vezes que nasce da simples boa vontade, de se colocar no lugar do outro e compreender as coisas a partir do ponto de vista alheio. Vivemos, em geral, voltados demais para nossas próprias perspectivas e carecemos de uma avaliação mais fiel, justa e sensível da realidade das pessoas que estão ao nosso redor. Cultive uma postura mais compreensiva e a recompensa virá na forma de amor, simpatia e colaboração. Você sofrerá testes claros em sua paciência, mas não deverá fracassar.

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