segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nem mais no cinema, temos garantia de final feliz!



Nem mais no cinema, temos garantia de final feliz!
Escrevi essa constatação numa época que buscava desesperadamente um final feliz, buscava que ao menos a telona e o escuro me acolhessem com essa possibilidade, não foi um tempo fácil, como não são fáceis os finais, os amores e as não garantias da vida...
Hoje uma amiga me disse que deveria ter uma legenda nas locadoras sinalizando que aquele filme tinha final feliz, lembrei de mim...
Queria ter alguma grande tese, como essa que o Guel tenta desenvolver no filme Romance...Será a infelicidade a tônica de todos os romances? Será o que nos move? Será mais fácil conviver com um que outro surto de felicidade do que com uma paz, estável e amorosa? Será que uma paz amorosa estável é viável?
Como a Nancy do Chico Buarque eu poderia cantar tragicamente num tango: "quem sou eu para falar de amor, se amor me consumiu até a espinha...O amor jamais foi meu, o amor me conheceu, se esfregou na minha vida e me deixou assim..." Há tempos eu não sou tão trágica, "deve ser da idade" me socorre a Marina, ou uma constatação forte e mutante como lua cheia: somos seres apaixonados e a paixão não é bichinho domesticável, somos seres sedentos e talvez o mundo nem tenha assim tanta água, ou quem sabe seja simples como já disse o Vinicius, os amores são eternos enquanto duram e frágeis...frágeis como somos nós, querendo garantias na eternidade...Querendo estabilidade de pés firmes, no que é vôo na essência...

Feliz de quem ama, feliz de que amou, feliz de quem ainda amará...

Nenhum comentário: