segunda-feira, 5 de abril de 2010

nada além..

por entre nossos abraços,
sobravam espaços vagos,
já não haviam palavras,
já não havia sentido,
no fundo da madrugada,
nosso silêncio gritando
uma certeza
doída:nossas bocas
não precisam dizer nada,
nada além,
do que já não se falou...

lembrei desse poeminha antigo: de palavras que perdem o tempo de validade, de emoções que gritam nas madrugadas e insones atrapalham as manhãs, lembrei de fins silenciosos, de fins escandalosos, de adeus cercados de ódios, mágoas e acusações ou de adeus exaustos, cansados, de adeus de desistência, pouco importa a forma, os fins serão sempre doídos... e necessários, como brilhantemente já disse Paulo Mendes Campos:
"...de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."

Nenhum comentário: