domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tem que acontecer...



Ah, como eu gosto do Zeca Baleiro e dessa capacidade abençoada que ele tem, de trazer de volta, musicas lindas como essas duas do Sérgio Sampaio...
Em tempo de carnaval espero que todos coloquem seu bloco na rua e brinquem ou se abafem e em seus esconderijos sem esquecer que brincar é preciso...
Unindo ambas as músicas a idéia que me fica é essa: Aconteça o que acontecer, se enxergue, se perdoe, se abasteça de energia e de esperança e continue!
"Tem que acontecer, tem que ser assim, nada permanece inalterado até o fim..."

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A importância de deixar ir...


E o personare em véspera de feriado me diz uma verdade:
Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”, Nadia. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.

Conselho: Viver é perder cascas continuamente!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

da construção de um vazio...

O que deixou de ser preenchido
ocupa um espaço absurdo
por dentro...
um vácuo
talvez intrasponível
de expectativa frustrada

muro
dique
nada...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Houve uma vez um verão...


Quando eu era bem pequena lembro que fomos á Cidreira, saímos de Itaqui no fusca branco do meu pai; minha memória é repetitiva e viciada, só lembro que meu pai tinha um fusca branco, mesmo que ele tenha tido outros carros, foi o carro que ficou.
Assim como Cidreira o primeiro mar que vi de perto, ficou por muito tempo "a praia", a cara do verão, o hotel Farol e todos os rituais diversos do nosso dia-a-dia: camareiras, lençóis brancos todo dia trocados, cafés de manhã, almoços no restaurante, a cara de férias.
Depois conheci Tramandaí, Capão da Canoa, Torres e só bem mais tarde Santa Catarina e o nordeste, etc. Parei pra pensar nisso lendo o Carpinejar que fala da feiúra do nosso litoral, e é feinho mesmo, a natureza é econômica, sem baías e diferenças, tem água marrom, ás vezes um vento danado que dói ao bater nas pernas e faz voar guarda-sol, não tem a água morninha que já senti por aí, enfim perde na comparação.
A comparação é inevitável quando se amplia o olhar, mas eu jamais posso desprezar tudo que senti e curti em todos os verões que vivi por aqui.
Como a emoção do primeiro olhar quando pouco importava a cor e sim o milagre de uma quantidade inexplicável de água que ia e vinha sem parar e aos meus olhos infantis, sem fim.
A delícia de construir castelos de areia e uma inesquecível ilha do amor em Tramandaí, um coração enorme junto com amigos que pareciam pra sempre.
As noites quentes curtidas sem pressa, sorvetes, peixes, camarões, o cheiro de bronzeador, as paqueras, o mini-golfe e as risadas no extinto boliche de Capão, o cheiro dos lençóis recém trocados no hotel, minha família unida curtindo um tempo só nosso, delícias que pra sempre terão o gosto de férias.
Minhas lembranças do nosso litoral são tão leves, coloridas e alegres que subitamente ele fica bonito, talvez não seja bonito o melhor adjetivo, mas a lembrança o deixa íntimo, significativo, deslumbrante a cara do meu primeiro verão em frente ao mar.

E eu sempre poderei dizer como no primeiro filme longa do Jorge Furtado, que também se passa em Cidreira se não me engana (novamente) a memória: "houve uma vez dois verões"... muitos verões, passados por aqui e neles eu sempre fui feliz!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

super exposição...

minha poesia
não era literária
funcionava como diário
como registro solitário
aqui minhas dúvidas
sensações escancaradas
quase terapêuticas
para uso próprio eu supunha.
Era bom me reler
em outros tempos
lembrar do que sentia
num outro verão
num outro inverno
num outro amor
mas essa leveza
foi substituida por um receio
uma nudez
que só percebi tardiamente
como em pesadelo. ..

por isso esse silêncio
neste momento me quero só minha...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

viajando no azul...

Gostei imensamente dessa descrição do porquê viajar defendida por Amir Klink :
"Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos,
e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos,
quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”


Eu sempre soube que é preciso ir e ver, sempre senti que viajar é colocar a alma no sol, no vento, é se adonar da própria vida e do próprio prazer, um prazer que se pode adquirir caminhando, voando, navegando, perto ou longe, uma delícia, uma necessidade pra que a alma não mofe.

Tem quem acredite que não é possível ou preciso atravessar o oceano por 13 horas e cair aos pés da Torre Eifel em Paris ou ficar cara a cara com as pinceladas de Van Gogh em Amsterdã, mas lembrando esses dois momentos que vivi, posso garantir, nada poderia ter a mesma intensidade de estar ali,presente, sentindo...
Nem precisa ir tão longe, Picada Café e o Integria, com suas delícias e seu rio também são um prazer imenso.
Piranhas e suas cores, lá no sertão nordestino também são uma delícia a se provar.
O nordeste fora de temporada (melhor e mais barato), a Argentina e seu ar europeu, Rio, Curitiba, tudo tão perto daqui, estou só lembrando de lugares que já visitei e faltam tantos ainda.

Estou aqui pra dizer: VIAJAR É PRECISO!
Teremos sempre as contas diárias que seguirão todo mês , que farão parecer altos os custos das viagens e teremos desculpas, compromissos, obrigações e o receio do desconhecido nos alertando que viajar pode ser uma inconsequência, mas acho sinceramente que uma ou outra "viajada" é permitida e deveria ser obrigatória na vida.
Andei fazendo consultas e sem dúvida dar férias para a cabeça, nunca esteve tão acessível, existem promoções incríveis, pacotes de viagem, cruzeiros, milhões de possibilidades á parcelar sem juros.
Existe um mundo que não conhecemos ainda pronto para ventilar nossas idéias, sacudir nossas certezas, sossegar nosso cansaço e em ultimo caso, nos fazer voltar mais felizes pra casa, por que viajar é um prazer, mas voltar também é!

Contas, me ensinou um amigo, se faz e se paga!

Escolhe teu próximo destino, vai lá e depois me conta tuuudo...ah, fotografa muito para poder sempre voltar ao lembrar!

Boa viagem pra nós!
o azul do São Francisco
o azul da noite de Paris
o azul de San Sebastian
o azul do céu que nos acompanha e protege por todo o caminho.