terça-feira, 29 de dezembro de 2009

no primeiro dia de 2010...

NO PRIMEIRO DIA DE 2010
desejo uma manhã azul que inspire vôos...
sonhos, planos e realizações felizes...
DESEJO UMA ESPERANÇA NOVINHA!
DESEJO momentos de perder o folego,
coração latente,
noites de conversa,
poesia,
luas,
amigos,
risadas,
vontades e sonhos acesos!

Desejo á todos os meus amigos: um amor e uma vida pra acreditar.
Que o melhor de 2009 se repita e 2010 seja MAIOR&MELHOR do que possamos sequer imaginar...
UM BRINDE Á VIDA!!!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Cantiga de ninar esperança

Nessa época do ano
preciso levar
minha esperança pra passear...
quando a esperança
cansa de reacreditar
levo ela ao mar...

Minha esperança
precisa construir castelos de areia
e se jogar na agua
pra se refrescar
feito criança
precisa ficar exausta de tanto brincar...
pra depois ficar calma
dormir no meu colo
e voltar a sonhar...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um presente de Natal de Marcelo Canellas

"Estou ainda com uns presentes atrasados. Não me resta alternativa que não seja a de me imiscuir em um shopping, acuado e tonto feito um cão perdido. O ar condicionado não dá vazão, e Papai Noel sua em bicas distribuindo balas ao enxame de moleques que o cerca na entrada do cinema. Fujo da algazarra, mudo de corredor. Em vão. Todas as lojas estão apinhadas. Minha vantagem é que já sei o que quero, e entro na fila para ser atendido. Uma senhora pisa no meu pé e ainda fica brava porque eu estou atrapalhando.

Fecho os olhos, conto até 10, e aí ocorre o improvável: em meio ao zunzum infernal do pregão dos vendedores, distingo o timbre feminino de uma voz conhecida. Uma luz no caos, como se a frase fosse posta com a mão dentro do meu ouvido. E foi apenas um agradecimento, uma gentileza protocolar depois da compra, algo assim como “muito obrigado, e um feliz Natal” e só. Mas o sotaque da minha cidade estava ali e, junto com ele, toda uma carga de memória afetiva que despertara de um sono imemorial.

Viro-me apenas para confirmar; era ela mesma. Ao me ver, sorriu. Aproximou-se, mostrando uma surpresa algo constrangida. Talvez estivesse puxando o fio do passado para tentar chegar até mim. Então, exitosa, falou o meu nome. E eu falei o dela. Nos abraçamos e olhamos demoradamente um para o outro, e de cima a baixo, como se buscássemos vestígios de nossa adolescência em nossos corpos maduros.. Quanto tempo? Talvez não nos víssemos há uns 25 ou 30 anos. Falamos de filhos, de nossos casamentos, de nossas carreiras. Que loucura, como o tempo passa. Pois é. Pois é. Ficamos meio bestas, felizes pelo encontro casual, e um pouco tristes também porque o mundo é cheio de hiatos, de rupturas involuntárias, de momentos perdidos talvez.

O espaço entre a última vez que nos vimos e o reencontro no shopping foi um oco de décadas em nossa convivência, e é de se espantar que o afeto percorra o vácuo do tempo e retome o ponto onde parou. A ideia de não vê-la mais me pareceu absurda. E só então percebi que estava retomando uma amizade verdadeira. “Minha querida”, “meu querido”... Fomos emendando interjeições banais como a dissipar um pouco do choque benigno desse milagre de que os seres humanos são capazes, o de se ver no outro mesmo depois de uma vida de desencontros. Foi meu grande presente de Natal."


Espero que este Natal encha vocês desse tipo valioso de presente: de encontro, afeto, abraço, reencontro, beijo, esperança em tudo que ainda há pra se fazer, um ano iluminado e MUITO MELHOR PRA VIVER!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

o ano termina e nasce outra vez...

Grande texto meu amigo Marcelo, postou ao fazer um relato emocionado do ano e tudo que viveu (Fim de ano à John Lennon!), ao lê-lo fiquei querendo fazer a minha própria retrospectiva, segue minha tentativa.

Está indo o ano e ele passou tão rápido que parece ter me atropelado, deve ser por isso a sensação dolorida e sem muito sentido, mas não quero falar de dores e reprisá-las, quero lembrar o depois de todas elas, que uma dor sempre tem depois e o depois sempre traz um grande aprendizado.

Esse ano ímpar me deixou órfã, levou meu pai e a sensação de que juntos éramos mais forte e poderíamos resistir. Ele não resistindo me tira metade da força e me acrescenta um pouquinho mais de sensação de abandono, mesmo assim me obriga a continuar e viver ainda melhor e consciente, com o auxílio e benção de um novo anjo da guarda.

Em 2009 sobrevivi e renasci profissionalmente abandonando um projeto de mais de 15 anos e que já estava há muito defasado (demoramos a admitir que as mudanças sejam necessárias, demoramos o tempo de adquirir força e coragem), pois entrei janeiro saturada e cutucando forças suplementares/coragem/necessidade abandonei um projeto de validade vencida em prol de outro novo e meu (nosso) e que termina o ano com saldo positivo e com três sócias parceiras e sorridentes. Ter um negócio próprio em plena crise parecia uma loucura, pois não demos bola pro medo e podemos dizer que as mudanças são fundamentais e necessárias, principalmente no meio do caos.

Ao amor que por falta de jeito, receio de inabilidade e medo havia fechado o coração, voltei inteira, voltei com saudade, voltei com sede de semente que não morreu e renasce verde e colorida. Voltei com saudade de ninho e aconchego, voltei tentando vencer o receio da intimidade, da exposição, da entrega. Mesmo que vez ou outra reprise idiotices sabe que sou melhor, muito melhor amando do que cercada de descrença.

Neste ano ganhei uma filha adolescente, de uma hora pra outra e é bem essa a sensação, minha filha cresceu e começou a me olhar não só com admiração, muitas vezes com aquela crítica velada que faz a adolescência ser um momento tão difícil e solitário. Tento vencer isso dia-a-dia conversando, abraçando, vendo filmes e me colocando a disposição, sendo mãe simplesmente e tirando do meu ombro a obrigação de ser sempre especial, que agora percebo era uma cobrança interna e minha.

Fiz viagens muito gostosas, pro Rio com minha filha, pro sertão de Alagoas com meu amor, Curitiba, Gramado, Garopaba, Floripa, etc... todas deliciosas e plenas o que me faz entrar 2010 com muita vontade de ter mais tempo pra sacudir a alma no sol que é a exata sensação que viajar me dá.

Tive alguns prazeres bem curtidos como um workshop com o Carpinejar num lugar lindo num final de semana tranqüilo que me deu vontade de saber escrever e ter tempo, dedicação e espaço para as minhas prioridades. Termino o ano com uma oficina literária concluída e a sensação de dever não cumprido, escrever apesar de delicioso e terapêutico não foi o ponto alto de 2009.

Livrei-me de um computador grande optando pela leveza de um note, no canto da sala onde o “trambolho” morava há algum tempo, plantei verdes que nascem sorridentes e com os quais aprendi a conversar.
Plantei flores na minha micro-sacada e assim me garanto cor diária e a certeza de que a natureza enlouqueceu; as 11 horas que a vida inteira só abria às 11 horas, hoje abrem á qualquer hora do dia ou da noite, lindas e "destrambelhadas".

Comprei sofás gordos que permitem recostar e estender as pernas, e com isso os cinemas perderam uma assídua freqüentadora. Fazemos sessões de cinema e pipoca, cinema e vinho, shows na intimidade, ganhamos muito mais prazer e proximidade com esses sofás.

Doei um armário antigo lotado de lembranças antigas, sentei e revisei meus lixos, guardei algumas lembranças e palavras que ainda precisavam ficar e fiz lixo seco do resto.

Perdi, ganhei, aprendi, repeti, me diverti, chorei, abri espaços, plantei, me desfiz, resgatei, doei, recomecei, reciclei, me dei presentes e prazeres, parei de esperar, parei de me cobrar uma postura especial e muitas vezes irreal, mais fiz do que esperei, mais falei do que calei, mais senti do que ressenti, plantei, colhi, vivi e por isso posso entrar 2010 com alguma leveza e com o desejo genuíno de conseguir fazê-lo um ano par.

Será um ano, como esse restinho foi, lotado da saudade boa do meu pai, mas um ano novo pra continuar tentando ser melhor, ser sem medo e assim ser feliz!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Por um 2010 sem repetições banais!

Gosto imensamente do texto abaixo e coloco aqui, por que o Natal mais uma vez veio mais rápido do que o esperado, tenho total consciência que a culpa é minha, de estar vivendo repetidamente e sem fortes registros...Apreciem o texto e MUDEM!!!(eu juro que também vou tentar!)

A mente apaga registros duplicados
Por Airton Luiz Mendonça

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo
.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais
v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES
di fE rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE... V I V A !!!!!!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Falsa intimidade por Martha Medeiros

" Invadir a privacidade alheia é moleza. Raro é ter acesso ao mundo interno em que o outro habita
Fala-se muito sobre as frágeis relações amorosas de hoje, tão afetadas pela urgência de satisfazer desejos imediatos, pelas inúmeras possibilidades de contato instantâneo e pela pouca durabilidade dos sentimentos. Me pergunto: onde está o furo dessa história? O que perdemos no meio do caminho? Talvez nem tenhamos perdido, talvez simplesmente nunca tenhamos encontrado aquilo que só a poucos casais foi dado viver e que os mantém unidos a despeito de toda a artilharia.

A maioria, hoje, vive suas relações afetivas e sexuais de forma periférica. Contenta-se com cama, orgasmos e satisfação dos instintos. Isso somado a um cineminha, uma escapada no feriadão e um almoço em família configura uma privacidade compartilhada, e é o que basta para confirmar que a relação existe, seja ela chamada de rolo, namoro ou mesmo casamento.

Ainda me pergunto: onde está o furo da história? Por que essa privacidade compartilhada não se sustenta por muito tempo, não satisfaz 100% e gera tantas frustrações?

Com a possibilidade de acesso virtual a uma variedade de candidatos a grande amor e de seus cadastros (idade, profissão, time, fetiches), entrar na privacidade dos outros ficou muito fácil. Porém, em proporção inversa, perdeu-se a noção do que é intimidade, algo que nem mesmo algumas relações duradouras conseguem atingir.

Intimidade não se externa, não se divulga, não se oferece na internet. É nosso bem mais secreto, é onde guardamos a chave do nosso mistério, das nossas dores, das nossas dúvidas, da nossa emoção genuína. Não se compartilha isso com outra pessoa se ela não tiver sensibilidade suficiente para nos ouvir e entender, para nos aceitar e nos acrescentar, para nos respeitar e ofertar em troca sua própria intimidade, selando a partir daí um tipo de pacto que beira o sublime.

Essa intimidade requer confiança plena, compatibilidade na maneira de enxergar o mundo e nenhum instinto maléfico em relação ao outro. Intimidade é quando duas pessoas, mesmo distantes em espaço, estão profundamente unidas porque se reconhecem cúmplices, não competem pela razão. Claro que a intimidade não consegue evitar ciúmes e conflitos de ideias, e tampouco se pretende que ela acabe com a solidão de cada um, que é sagrada, mas ela assegurará a longevidade de uma união que será estabelecida pela generosidade do olhar: se estará mais preocupado em enxergar a alma do outro do que em fiscalizar para onde ele está olhando.

Amigos conseguem essa magia mais do que muitas duplas românticas, que frequentemente se enganam a respeito da falsa intimidade que o sexo faz supor. Invadir a privacidade alheia é moleza, basta um torpedo, um telefonema, um encontro. Mas ter acesso ao mundo interno que o outro habita e sentir-se à vontade nesse mundo é que torna tudo mais raro, mais mágico e mais eterno."


Acabo de receber esse texto de uma amiga e também quis compartilhar com vocês!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

colheita

Quando me faltam palavras pego minha caixinha de frases, sacudo e tiro de lá uma máxima pro dia...a de hoje:

"A gente colhe o que semeia
não tente colher morangos
se só plantou aveia"
(Ilá Zita Northfleet)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

12 conselhos para um infarto feliz - Dr Ernesto Artur

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Recebi hoje esse e-mail e mandei rapidinho para todas as pessoas que eu quero que permaneçam perto de mim.
Numa atitude protetora e totalmente egoísta, eu espalhei os conselhos que me pareceram óbvios e básicos, como costumam ser as verdades.
Eu não quero perder ninguém de forma tão estúpida.
Viver com a sensação de eternidade ou negar nossa responsabilidade por nossos atos é tão humano que chega a ser banal, vivemos fazendo isso e muitas vezes o que esse e-mail me lembrou, morremos fazendo isso.

Uma vez morreu uma pessoa que eu conversava por telefone e e-mail, e que me parecia muito legal. Era diretor financeiro de uma agência de publicidade, sobrecarregado,falava rápido, era tão estressado, que chegava a ser engraçado na loucura diária dele e vez ou outra ele mudava o clima e dizia: já te contei que vou embora? Vou morar numa ilha sem luz elétrica um paraíso sem conexão com o mundo, já pensou? Um lugar sem prazo, sem conta, sem cliente e sem buzina.Uhuuuuuuuuu!!!
Ríamos dessa possibilidade e desligávamos o telefone para tratar de algum novo problema.
O fato é que o Rubem, deve ter ido pra ilha, por que no meio do expediente de sexta, antes de fechar o dia ele teve o tal do infarto. E não cheguei a conhecê-lo.

Na época perdi dois amigos, um bem próximo e o Rubem, que por alguma razão eu sabia que poderia ser meu amigo e não tivemso tempo pra isso.
Então escrevi: Às vezes leio sobre algumas pessoas que morreram, de uma hora pra outra, sem nenhum aviso prévio, sem nenhuma doença, estavam ali vivendo bem, saudáveis e de repente, não estavam mais e penso imediatamente que se essa pessoas era quem cuidava das contas de uma empresa, no outro dia alguém estará fazendo isso, se era quem assinava os cheques, no outro dia haverá nova assinatura, a vida vai preencher o espaço da “pessoa jurídica” e o tempo vai alentar a dor da perda da “pessoa física” e vai seguir o baile. Com saudade, com falta, as pessoas continuarão tentando viver simplesmente.Simples assim...

Viver é absolutamente frágil!

Meu amigo morreu, as pessoas morrem o tempo inteiro, mas só quando alguém muito próximo se vai, paramos pra pensar nessa estupidez que é viver como se fossemos imortais, aliás não por coincidência, no orkut dele está a frase do Philip Roth: "Você continua sendo imortal enquanto vive."
A questão é que essa pseudo-imortalidade, nos tira a convicção do atos, nos tira a emoção das declarações, nos faz adiar com facilidade decisões, nos garante uma leveza forjada ao nos despedirmos das pessoas, mesmo com palavras não ditas, um descompromisso infantil de quem tem todo tempo do mundo pra arrumar qualquer estrago, deixamos pra viver depois, pra viver no futuro, exatamente lá, onde nada existe...(existe?)

PS - Torço que exista o depois, e seja a tal ilha do Rubem...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

no meio caos...

Por que chove, de novo e muito e por que o céu há pouco ficou tão escuro que trouxe de volta os alagamentos, os tornados e as perdas totais.
E por que um olhar atravessou minha zona de conforto, sacudiu minha estabilidade e me fez encarar essa calamidade de frente.
Sou privilegiada, longe de rios e dos morros, no meio dessa cidade grande e com escoamentos funcionais.
Minha casa está segura grudada em outras casas, meu telhado não voará, grudado que está com o andar de cima, morando no segundo andar estou livre das enchentes, mas são tantos os desabrigados que choram suas perdas diariamente no jornal, que a realidade me assaltou e hoje não consigo falar amenidades, nem olhar unicamente pro meu umbigo.

O olhar perdido daquela mulher em silêncio me calou fundo:
a esperança encharcada
ficou perdida
junto dos entulhos
foi levada
com a enxurrada
voou
e não volta mais
no meio do caos
nada resta
nada...
nem lágrimas...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

o medo de amar...

"...Você ama tanto que pode perdoar tudo e foi isso que te assustou...Eu já passei por isso e fiquei assustado pra caramba também: E se ela me magoasse? E se ela me deixasse? E se ela morresse? Seria o fim pra mim, então eu fugi no começo, antes que isso acontecesse...e quer saber? Esse foi o maior erro que cometi na vida..
Você tem que se arriscar, se arrisca!
Eu não fiz isso e olha pra mim, sou vazio, solitário, um trapo humano...Isso não significa que você não vai se magoar, mas eu te garanto, qualquer dor que você sentir, nunca,nunca vai se comparar ao arrependimento por ter desistido do amor. E pra alguém que já sentiu os dois acredite, a dor aparece todos os dias da semana e nos domingos é muito pior...Não foge dele, não faz isso..."


Até no mais açucarado filme de sessão da tarde (Minhas adoráveis ex-namoradas) me emociono e acredito que existe verdade...

Não tenho nenhuma dúvida, o medo é a antítese do amor, muitas vezes fará o passo atrás ser maior( mais seguro?) que o pulo, fará desistir antes de uma suposta rejeição, de um suposto não, o medo ocupando o lugar do amor, será sempre uma pena...

Eu disse que eu era uma romântica incurável, então mais uma provinha!