domingo, 30 de agosto de 2009

Terapia literária...limites!

Catei uma bolsa na Oficina literária do Fabrício Carpinejar, e digo catei por que foi mesmo um trabalho de garimpeiro, achar entre os grossos cadernos classificados do jornal dominical, o anuncio da oficina, o primeiro a encontrar, ganharia a bolsa, ufa, valeu a procura, entre um anuncio de jazigo e outro lá estava e cá estou...
Nas noites de segunda e quarta Fabrício nos instiga:
"Poema é tensão...não busca de aceitação!
Se a gente quer usar a literatura pra agradar alguém, fudeu com a literatura!
Quem precisa mostrar que sabe, não sabe!
Se cabe pra tudo, não serve pra nada!
O que contar? Por que contar? Qual a intenção? Pra que usar um história?"
...
Aponta meus clichês e todas minhas frases prontas, as rimas raquiticas, os medos e as defesas encravados em textos que já leio com receio,já me reconhecendo não capacitada...
Que sirva pra isso essa terapia, para querer ser mais, coisa que só me reconhecendo menos poderei atingir...
"A linguagem é uma caixa-preta, a linguagem trai e a verdade vem..."

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