terça-feira, 11 de agosto de 2009

...o amor por André Comte-Sponville

"Uma declaração filosófica de amor

Uma declaração filosófica de amor? Poderia ser, por exemplo, a seguinte:

Há o amor segundo Platão: 'Eu te amo, tu me fazes fal­ta, eu te quero.'

Há o amor segundo Aristóteles ou Spinoza: 'Eu te amo: és a causa da minha alegria, e isso me regozija.'

Há o amor segundo Simone Weil ou Jankélévitch: 'Eu te amo como a mim mesmo, que não sou nada, ou quase nada, eu te amo como Deus nos ama, se é que ele existe, eu te amo como qualquer um: ponho minha força a serviço da tua fra­queza, minha pouca força a serviço da tua imensa fraqueza...'

Eros, philia, agapé: o amor que toma, que só sabe gozar ou sofrer, possuir ou perder; o amor que se regozija e com­partilha, que quer bem a quem nos faz bem; enfim, o amor que aceita e protege, que dá e se entrega, que nem precisa mais ser amado...

Eu te amo de todas essas maneiras: eu te tomo avida­mente, eu compartilho alegremente tua vida, tua cama, teu amor, eu me dou e me abandono suavemente... Obrigado por ser o que és, obrigado por existir e por me ajudar a existir!"


Meu conselho nada filosófico:
para quem já provou e ainda pode desfrutar desse momento dádiva que é sentir-se pleno...agradeça e delicie-se!
para quem ainda não...busque incansavelmente!

O amor não nos dá asas, ele só nos deixa repletos de ar e horizontes, o vôo é por nossa conta..( e risco!)

Um comentário:

Luciane disse...

Adorei isso Nádia...o vôo é por nossa conta mesmo! E Sponville é tudo de bom! Beijos e sorte sempre!