quarta-feira, 8 de julho de 2009



Podem me achar a mais brega e babaca das pessoas, que há muito tempo deixei de me preocupar e ocupar com esses conceitos, que mais parecem carimbos, etiquetando e descartando gente. Por isso assumo: eu também gosto muito de uma música chamada PAI cantada pelo Fábio Jr , a música me toca, me identifica, se aproxima muito da dualidade que se sente mesmo por pai e mãe, com essa coisa de herói, que de repente deixa de ser e felizmente volta GENTE, pra podermos também ser...
Lembro que quando vim para Porto Alegre, essa música estava no seu auge, tocava nas rádios e muitas vezes me fazia chorar, por saudade, por vontade de me aconchegar no colo e fugir, por que diz num trecho: "me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança...eu cresci e não ouve outro jeito, quero só recostar no teu peito..." , e quantas vezes segurei o tranco só querendo colo e chorar de boca aberta o medo de não conseguir crescer.
Então, resolvi dizer como é bom ter um pai e uma mãe pra contar, pra voltar, pra lembrar, como é bom enxergá-los com olhos adultos, tendo também virado pai/mãe e me sabendo muitas vezes tão frágil e confusa, tão demasiadamente humana.
Como é bom amar e poder demonstrar, como diz a mesma música "eu não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor pra você..."

texto inteiro...coluna Nadia-QUEB

Um comentário:

Renata de Aragão Lopes disse...

Não existe o brega, Nádia,
mas o que nos comove!
E pronto! : )
Um beijo.