terça-feira, 30 de junho de 2009

deixe que a vida te despenteie....




"Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade… O mundo é louco, definitivamente louco… O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, te enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia… Fazer amor, despenteia. Rir às gargalhadas, despenteia. Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. Tirar a roupa, despenteia. Beijar a pessoa amada, despenteia. Brincar, despenteia. Cantar até ficar sem ar, despenteia. Dançar até duvidar se foi boa idéia colovai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, em relação àquela que decide não subir.
O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, eu veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortácar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, cada vez que a gente encontrar eu vou estar com o cabelo bagunçado… Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vel! Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixe a vida te despentear!!!!
O pior que pode acontecer é que, rindo em frente ao espelho, você precise se pentear de novo..."

Desconheço o autor, recebi da Márcia Cardoso, compartilho e sigo descabelada!
Como diz o Carpinejar: a vida é pra ser usada!

sábado, 27 de junho de 2009

"espero que Michael Jackson chegue criança no céu"

Eu fiquei muito revoltada e triste, com uma cena que mostrava a menina Maísa ( criança considerada prodígio que tem ou tinha programa no SBT) chorar e implorar pro “patrão” Silvio Santos que queria ir embora, que estava doendo a cabeça que havia batido há pouco, correr pro backstage e de lá por alguma alma “gentil” ser enviada a cena novamente...Abaixo de riso das estúpidas colegas de trabalho e do patrão.
Cena triste e que me vem a cabeça novamente, com a morte do Michael Jackson, que eu também conheci criança.


Falando nessa morte, muito bom o texto de Ricardo Soneto que acabo de ler no blog The Bystander Num trecho destaco: “Numa entrevista à suprema sacerdotisa do marketing, Oprah Winfrey, o cantor revelou os tormentos de um trabalho duríssimo para fazer os magníficos registros pops nos estúdios da Motown (que nos fazem dançar, como gemas sonoras milagrosas, até hoje), e da sua melancolia, de partir o coração, ao olhar o parquinho ao lado do prédio da gravadora e ver as crianças vivendo as brincadeiras e alegrias que seu precoce talento impedia. Um pouco da alma ficava em cada fonograma.”

Concordo com quase tudo que li ali, mas principalmente com a sensação triste de que essa criança nunca teve paz! Nunca teve o direito de ser criança e que todas as suas extravagâncias eram pedidos tortos de socorro.

Nunca fui prodígio e tive infância com pátio, graças a Deus, tive tempo, fui boba, desdentada, desgrenhada brincando de bolo de barro sem nenhum paparazzo registrar minha “tarde feliz na pequena cidade de Itaqui”, nenhum registro além da memória do primeiro banho de mar, do primeiro tombo de bicicleta, da primeira apresentação pro grande público.
E assim com direito a sorrisos espontâneos e lembranças únicas, cresci.
Penso sempre que fui moldada naquele barro, naquelas tardes, sob aquele céu de nuvens formando imagens, sou esse amontoado de vida que descobri na infância.

Então, como o Ricardo espero que Michael chegue criança no céu e que por lá haja um parquinho, onde enfim o menino possa brincar.
Gosto de crer nessa outra vida além vida, como resgate, como luz, com a paz e a tranquilidade que muitas vezes perdemos ao perder a espontaneidade de ser e livremente agir.

Que haja um parque lindo no céu e que lá meu tio Orlando que sempre gostou tanto de conhecer gente esteja conversando com a Farrah-Fawcett, contando histórias, sorrindo e sendo admirado como merece, enquanto Michael brinca de balanço.

Que haja um parquinho no céu, amém!!

não perca seu sorriso...

Recebo pelo correio, num envelope vermelho, poesia de presente:
"Conserve o seu bem mais precioso
o sorriso espontâneo
que os seus lábios de criança outrora vicejavam

Você não lembra
mas era nesse sorriso
que as estrelas do céu cintilavam

Era nele que esvoaçavam
borboletas azuis e libélulas
verde-cintilantes

No seu sorriso cruzavam arco-íris
e pássaros em revoada

Não perca o seu sorriso imotivado
sem causa, sem ter porquê

Lembre-se que o universo inteiro
é o seu coração".
(Enio Burgos)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os versos que te mando...

Meu amigo Idésio ingressa na blogesfera em Os versos que eu te mando e fico feliz de lê-lo e indicá-lo, os versos devem ser lidos, as emoções requerem cumplicidade e parceria...Tantas vezes já trocamos poesia, agora elas ganham asas e novos olhares...
Acabo de ler Resgate onde ele diz: " volto a mim e sei que a batalha ainda é minha"...

Também volto a mim e dá trabalho emendar os fios do sentir que andei desligando...Volto ao movimento e cansa as asas, mas vale o vôo por que sei, que a visão do alto, que só voando posso alcançar, é muito maior e fará tudo isso pequeno...Volto, caminhando devagar mesmo estando o coração aos pulos, de uma esperança e uma alegria que os fios do sentir sustentavam e no ímpeto de me preservar, cortei...
Quanta bobagem podemos fazer buscando auto-preservação, quantos resgates e retornos e curvas nessa estrada onde viajamos sem mapa, mas que reserva mil cores e surpresas pelo caminho...tem até um a banquinha de SOS onde pode se parar e retornar, e de lá a vista é linda!


Quando leio 0 Hai Kai do Rafael Veccio (poemas no ônibus)
"Levei-me a muito á sério"
lamenta o epitáfio
no cemitério.


Rio da minha seriedade,desisto e sigo tranquila:
Volto e é bom demais, saber que posso me rever!

Guimarães Rosa sempre soube: "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem!"

domingo, 21 de junho de 2009

A vida é tão rara...

“... a vida é tão rara, tão rara... mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, eu sei. A vida não para”.Eis a musica que faz a trilha sonora perfeita para meu dias, mesmo precisando de um tempinho pra olhar e pensar, pra reavaliar e escolher, pra espiar e ter coragem, pra respirar antes de mergulhar, ou mesmo pra boiar um pouco mais, vem essa urgência, a vida não para! A vida parece criança cheia de energia, curiosa, hiper ativa, não se cansa, às vezes brinca de se esconder, pregar peças, pula na minha frente, grita, sacode os braços, me mostras cores diferentes nas árvores, flores pelo chão, sol e lua inusitados, me faz ouvir a trilha sonora perfeita, traz lembranças fora de hora, poesias, textos,me põe cara a cara com o passado, me adoece para poder parar...A vida é inquieta me sacode toda as manhãs, me cutuca quando cochilo, me enche de perguntas ás vezes bobas, ás vezes embaraçosas, não se contenta com minhas justificativas furadas, me cobra coerência, me cobra ação,me enche de culpa quando desisto, me dá insônia como agora, quando não me vê agindo do jeito que ela quer.Como criança mimada, a vida quer toda a minha atenção, quer toda a minha energia, não desiste de tentar encaixar, mesmo que o quebra-cabeça seja dos grandes, a vida é insistente, ás vezes besta, ás vezes burra, ás vezes frágil, ás vezes caótica...A vida me quer em movimento, me quer sempre disposta, a vida quer mais de mim, me quer apaixonada e sem nenhum receio, quer dispor do meu melhor olhar, meus beijos, meus suspiros, meus sorrisos, quer a minha esperança...A vida não se contenta com pouco, e quando me percebe desistente,reaquece meu coração e o leva pra passear...

sábado, 20 de junho de 2009

"Um amor de engasgar"

Li há pouco a Carmem e me emocionei com o amor de engasgar que ela descreve...
..."Provavelmente lhe ocorrerá que algumas partes não se encaixam nunca. Mas vai se emocionar quando repousar em algum detalhe. No jeito franzino da mãe, sempre pronta a ajudar. No jeito maroto do pai, sempre escondendo alguma lágrima de satisfação. E eu nunca saberei, a menos que você decida me contar, se a partir deles vai enxergar em mim muita tristeza ou muita alegria. Eu sei que esta dúvida abriga tantas outras perguntas. Mas falo de um amor de engasgar. Que esquece, que cochila nos intervalos de silêncio."
Reconheço essa sensação, sei de onde vim e quanto fui moldada na minha primeira casa,nos detalhes, fui tramada junto aos crochês dos panos de prato,temperada com gostos e cheiros, sei o quanto me senti nutrida e tantas vezes não, calada e estimulada, amada e esquecida, o quanto subi nas árvores e em alguns muros, aprendendo o que posso, o que consigo ou não, testando minha capacidade de escalar perigos e obstáculos, fui esculpida nos barros que pisei com os pés descalços, minhas alegrias e tristezas partem dessa vertente...é de lá que brotou toda a água, se ela permanece limpa, se ela virou rio, se ela secou ou fez enchente...é minha parte da história, é o meu enredo, é a minha capacidade de sair de casa e ainda assim trazê-la dentro...
Algumas peças talvez nunca encaixem e posso ao reescrever ter o ímpeto de mudar o roteiro ou negar a origem da série...mas é lá! E isso engasga, sempre...

Sonho que amar, seja voltar a brincar no pátio...com aquela leveza, que as tardes risonhas e curiosas seguidas de cafés com leite, me imprimiram como felicidade&paz, ideais que me acalentam desde sempre...desde daquele início onde aprendi a ser, a sentir, a olhar!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

No rigor...de sempre e nunca...

Ele se atirou da pedra mais alta
(como sempre)
se esfolou na queda
(como nunca)
nadou contra a corrente
sangrando chegou na margem
dispensou ajuda
(como sempre)
segurou meu braço por instantes
precisou do apoio
(como nunca)
logo se soltou
arrumou o passo
(como sempre)
"preciso buscar a paz"
me disse firme
andou quilômetros
sem palavras

ele não sabia envelhecer
se recusava
tinha construido uma vida de luta
e assim no enfrentamento
no rigor
se supunha mais forte
desaprendeu a precisar de outros

fez do nunca
o sempre...

andei ao lado
e no silêncio
decidi não seguir igual

terça-feira, 16 de junho de 2009

Finais felizes...

Há anos atrás eu era amiga íntima de um casal, que infelizmente se amava de forma dissonante, tinham problemas de comunicação ambos e eu como confidente ouvia as lamúrias dos dois lados. Ele era tímido e medroso que doía, praticamente incapaz de
uma ousadia, um EU TE AMO inesperado, um rompante e ela, era uma apaixonada feroz, queria, mais que queria, precisava, todas as palavras e demonstrações que dele não
saíam! Um grande amor problemático, com um final infeliz.
Depois da milésima briga, saiu ela gritando e magoada pra um lado, saiu ele cabisbaixo e magoado para o outro e nunca mais formaram um casal.
Tempos depois, ela conheceu outra pessoa, logo em seguida casou, casamento cheio de rituais do qual fui testemunha, lembro que ela estava linda de noiva, mas sem nenhum brilho no olhar, chorou quando o padre fez aquela pergunta fatal:“alguém aqui presente... fale agora ou cale-se para sempre” que, aliás, é a deixa perfeita pra cerimônia de um casamento ter um final antecipado e cinematográfico.
Bom, nem preciso me alongar o casamento em questão, não durou quase nada e logo em seguida, eu madrinha numa sessão inverno e vinho, ouvi da ex-noiva: “eu entrei na igreja e até o ultimo momento, esperava que ele entrasse parasse tudo, dissesse eu te amo, me impedisse de casar”.Ah, ela casou esperando pelo outro! Pode? Logo ele que mal sabia expressar seu amor, de onde iria tirar tamanha coragem? Mas ela casou esperando um rompante romântico dele!
Sei que meu amigo (o ex-dela) tomou um fogo homérico no dia do tal casamento, foi carregado pra casa.E deve ter chorado bem escondido. Mas mais que isso, não faria.
Assim, lá se foi ela pra uma lua-de-mel azeda, ele pra outras tentativas.
Eu lembrei disso, por que hoje, fui a uma despedida de solteira, que era também uma despedida do país, a também minha amiga, bebeu muitas caipirinhas “sabe-se lá que tipo de coisa bebe-se na África!”, dizia, fez brindes emocionados: “a minha vida feliz do outro lado do oceano!” Mas cá entre nós, e isso não ouvi da sua boca, mas vazou olhos á fora, esperava que um brasileirinho, amor também mal resolvido, chegasse e dissesse: “não vai!”, “vamos tentar de novo!” E outras dessas frases extremas, que os roteiristas de cinema e novela apreciam, mas que são raras na vida real.
Vendo a amiga atual e lembrando da de antes, me dei conta o quanto às pessoas fazem festas de despedidas, rupturas e rituais de passagem, esperando acionar decisões de amores mal resolvidos, esperando entradas apoteóticas, declarações de amor urgentes, cenas perfeitas de amores imperfeitos e o que mais me doeu foi claramente perceber, o quanto uma despedida pode ser um grito desesperado, um balançar desenfreado de mãos tentando chamar a atenção, o quanto um despedida pode ser uma tentativa equivocada de aproximação.
A amiga da despedida de hoje, embarca amanhã e provavelmente até o embarque vai olhar pro lados, esperando...
Eu como boa romântica e cinéfila, adoraria que o tal brasileirinho entrasse porta adentro e fosse capaz de todas as demonstrações que ela espera, mas provavelmente, estará em outro canto da cidade se empapuçando de caipirinha (ela aprendeu com ele), chorando no ombro de um amigo enquanto ela também chorando vai ver pela janela a cidade sumir. Também é um final cinematográfico.
Aliás, hoje em dia, nem mais no cinema temos a garantia de um final feliz!
Foto Fábio Codevilla

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Parisportable


Imagens do fotógrafo Luiz Eduardo A c h u t t i obtidas com telefone celular, em Paris, no mês de janeiro de 2009.
Uma Paris não necessariamente a de sempre... editadas por Kátia Arruda.
Apreciem!

sábado, 13 de junho de 2009

reconhecer...

Acabo de descobrir no Google, chama-se Paulo Vanzolini, e a ele é dedicado o filme Um homem de moral , compositor a e figura doce que vi ontem no trailler do documentário, e que me deu inspiração pra pensar.

Pois o Paulo foi o compositor do samba "volta por cima" disse:" todo mundo sempre deu muita importância pro levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, mas pra mim o mais importante é a estrofe anterior: reconhece a queda, mas não desanima... isso terminando com um sorriso de quem já caiu e levantou vezes suficientes para aprender.

Voltei pra casa pensando não nas quedas e reconhecimento humilde das razões que nos derrubaram, que podem sim evitar nossos tombos, mas nas tantas e tantas vezes que nos prendemos e valorizamos a cena “errada”, a palavra “final” que saiu aos gritos e não a anterior que saiu tímida e medrosa (e dizia mais), ou a palavra que nem saiu da boca só brilhou nos olhos.

Quantas vezes o nosso foco, o nosso clic, o nosso registro ou o nosso Ctrl + Alt + Del foram acionados em momentos desimportantes que com isso se tornaram decisivos...
Assim é a vida e suas escolhas, um olhar mais atento ou desatento, um silêncio, uma reticência, uma parada, um grito, um impulso, o buraco ou o muro que fizemos com as próprias mãos ou o escorregão nessas bolitas que trazíamos no bolso pra brincar e que perdemos no caminho...tudo tão nosso, que chega já dar medo tamanha responsabilidade!

Reconhecer...e não desanimar...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nosotros...

Recebo Mário Benedetti, e entendo como presente de dia de desnamorados, esse tempo de mídia ostensiva de amor sempre mexe comigo,sempre me faz perguntas indiscretas e repetitivas sobre minha vida...
Na falta de minhas próprias palavras e certezas, apreciem Benedetti e me digam, como são Ustedes cuando aman?

Ustedes y nosotros
Ustedes cuando aman
exigen bienestar
una cama de cedro
y un colchón especial
nosotros cuando amamos
es fácil de arreglar
con sábanas qué bueno
sin sábanas da igual
ustedes cuando aman
calculan interés
y cuando se desaman
calculan otra vez
nosotros cuando amamos
es como renacer
y si nos desamamos
no la pasamos bien
ustedes cuando aman
son de otra magnitud
hay fotos chismes prensa
y el amor es un boom
nosotros cuando amamos
es un amor común
tan simple y tan sabroso
como tener salud
ustedes cuando aman
consultan el reloj
porque el tiempo que pierden
vale medio millón
nosotros cuando amamos
sin prisa y con fervor
gozamos y nos sale
barata la función
ustedes cuando aman
al analista van
él es quien dictamina
si lo hacen bien o mal
nosotros cuando amamos
sin tanta cortedad
el subconsciente piola
se pone a disfrutar
ustedes cuando aman
exigen bienestar
una cama de cedro
y un colchón especial
nosotros cuando amamos
es fácil de arreglar
con sábanas qué bueno
sin sábanas da igual.

E como vivem La soledad... do depois...