domingo, 31 de maio de 2009

das primeiras impressões...

olhei e não gostei...
isso é "feio e desumano"
uma nádia bem educada
me recrimina:"onde já se viu
se apegar a primeiras impressões?"
a outra, discípula de Cazuza
(somos várias: atentas e exageradas)
me lembra um texto do Gaiarsa
que defende que na primeira impressão
quem funciona é o nosso bicho
que fareja, que rejeita,
que teme, enfrenta ou tende a fugir...

noutras horas, bato o olho e confio
sinto calor por dentro,um enlevo
gosto que me enrosco
a nádia bicho se aninha no meu colo, concordando...

como bichos domesticados
nos afastamos dessas verdades inquestionáveis...
primeiras impressões
como negar o que nos bate no instinto?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

teorias bobas e minhas...

Sou desse tipo de gente que tece teorias...não imutáveis, que não sou tão boba a esse ponto, mas sou boba o suficiente para pensar e simplicar certas questões em teorias "explicativas"...
Estou falando disso, por que a LU há pouco no blog comentou sobre um filme do qual ela nunca assistiu o fim, Ps, Eu te amo!
Lá vai a minha teoria: o final, cada um faz o seu, relembra cenas e termina o filme, no ponto exato da sua necessidade, da sua capacidade de entendimento...Como uma sessão de Lacan...Fiz um teste uma vez numa mesa, com 5 amigos, a pergunta:
Como termina o filme O coração Valente? Cinco finais diferentes, na verdade seis, por que nenhum bateu com o meu...assim de certa forma carimbei minha teoria como verdadeira.
Quer saber outra teoria, que até agora me parece certa?
Ao acabar a "moda" de tocar música lenta, a proximidade das pessoas não só foi duramente prejudicada, como os relacionamentos sofreram um imediatismo de processo e com isso o desejo também reduziu...Explico:antes quando existia esse "ritual de aproximação", existia uma escolha prévia, um desejo que demorava a ser satisfeito e quando finalmente os corpos de aproximavam, a boca se aproximava do ouvido, os cheiros eram percebidos, havia um processo mais lento de fervura e uma ebulição saborosa...Agora, alguns desses passos são pulados, inclusive o processo de escolha seletiva...o que fatalmente leva á falta de desejo...
Falando em desejo, teoria final: a postura emocional de hoje é de fast food, ou sendo mais específica de buffet...uma variedade enorme de cores, cheiros e sabores, nunca haverá tempo para provar tudo...a sensação fomentada é de que existem sabores exóticos que precisamos provar, existem mil sabores...numa época que estimula a curiosidade e a eterna procura, é um prato cheio para a eterna insatisfação.
Nenhum problema em terminarmos o filme onde bem entendermos...Problemas enormes em não sabermos optar e nos deliciar com um excelente prato a la carte e com o melhor vinho ou champagne da casa...né?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ingenuidade..um bem ou um mal?

Eu sempre tentei proteger a minha filha da realidade. Como ás vezes tento proteger a mim mesmo, fugindo de algumas notícias e de horrores que a TV e a internet me fazem engolir goela abaixo, uma alienada? Sim, ás vezes...
Evito os programas e as notícias sangrentas, pago uma TV á cabo para que ela assista filmes e séries que me pareçam mais de acordo, para que possamos assistir programas que não nos tirem o sono, censuro filmes e cenas, tento bobamente e em vão, preservá-la...
Enquanto assisti o filme: “quem quer ser um milionário?”, ela assistiu um de 3D com as amigas na sala ao lado, jamais pensei que ela pudesse assistir aquele filme comigo. Talvez se tivéssemos visto o filme juntas, eu teria percebido que minha filha já formou um olhar sobre o mundo e a vida, sem a tal ingenuidade que eu supunha ainda poder preservar.
Esse assunto veio até o nosso almoço, por que um amigo que assistiu o tal filme acompanhado da filha de 10 anos, me disse chocado que ela percebeu a má intenção do apresentador “dando” a resposta errada, enquanto ele havia sido enganado pela suposta benevolência. Eu também acreditei, que aquele “Silvio Santos indiano” queria ajudar, tinha se compadecido com o esforço e a pobreza daquele menino,tinha se lembrado de seu próprio início...
Quis saber qual seria a reação da Alice e ao contar a cena, ela sem titubear me disse: É claro que ele está dando a reposta errada!
Pode parecer esquisito, mas eu fiquei um pouco triste de ver crianças ou pré-adolescentes (será toda uma geração?) ,com esse grau de “esperteza”, que eu entendi como essa incapacidade de crer.
Comento com a minha filha e ela me diz como se formulando uma tese: “mãe, nós temos muito acesso a informação, não somos crianças como vocês imaginam, não somos ingênuos, sabemos que o mundo é o que é...
Tu é ingênua mãe!”
Ah, sim eu ás vezes sou...e gosto... Pollyanna vive... Santa ingenuidade, Batman !

O mundo pode ser terrível: frio, calculista, ganancioso, violento, eu estava bobamente querendo preservá-la disso, mas...Ela já percebeu!

É proibido (será Pablo Neruda??)

Copiando e reprisando um texto que achei no blog do Marcelo:

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

sábado, 23 de maio de 2009

da minha janela...

eu tenho essa janela
com venezianas
onde espio o mundo

por trás das minhas costelas
ainda menina
seguro meu coração
entre as mãos

muda e apreensiva...


fui esquecida na porta do colégio, tinha 7 anos eu acho...
fecharam o portão e fiquei ali...me sentindo a última e mais coitada das crianças,
até hoje, vez ou outra me bate o mesmo desamparo
a impressão de que quem devia me buscar
esqueceu...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Emoções bem guardadas...estocadas!

A tese estava feita e de certa forma, me agradava achar que sabia as respostas, uma segurança estúpida que ontem não me serviu mais...
Pode ser por que conheci pessoas com amores desencontrados, e por que tinha champagne e alguma desesperança no ar...
Pode ser saudade do brilho que uma paixão platônica sabe acender...
Pode ser carência ou de novo e sempre a vontade de estar no ar...e a súbita vontade de voar ainda mais alto...
Pode ser só a velha incontinência verbal, a falta das palavras dele e do silêncio, a falta da luz daquele olhar que me identifique e me cale...
Pode ser só falta de um abraço que faça sentido e aqueça esses primeiros frios...
Pode ser esse verão fora de hora e uma vontade de fazer piquenique e nadismo no sol...

Pode ser por que alguém deixou um bilhete e me fez querer acreditar em todas as possibilidades e histórias com finais felizes...
Pode ser alguma lua cheia e uma primavera tardia...que sempre mexem comigo...

Saudade de sentir...
Vontade de abrir as janelas dos Jk da minha alma e tirar do armário embutido todas as emoções que ficaram lá guardadas...
Eu falo demais e quero sentir o tanto que falo, por que sei que assim como o tempo, a vida é imprevisível e linda...
Ás vezes pode alguém vir na contramão e...

Tudo pode ser!

domingo, 17 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

EU ODEIO!!!!


GRITO & TEMPERAMENTO EXPLOSIVO!
Odeio bate-boca, "dedo na cara", ameaça e "barraco"!
Falsidade!
Minha própria submissão..e as alheias!
Insensibilidade!
Impotência!
Minha fraqueza travestida de força!
Silêncio contaminado de palavra não dita!
Violência!Intolerância!

Dos ódio comuns e corriqueiros:
Odeio (e temo) cobra e rato!
Odeio Mondongo!
Odeio futebol em rádio, mas nem gosto das outras formas também!

Odeio gente que para se sentir superior precisa pisar em alguém!
Odeio prepotência e desrespeito!

Esse é meu exercício de ódio...Achei que seria mais difícil, mas foi fácil, odeio tudo que me agride e me ameaça, por tanto também odeio Indiferença aos meus sentimentos! Não ser vista, odeio parecer invisível!

Amo a possível visibilidade de um blog...E também só quero por aqui e na vida, ser reconhecida, ser admirada e ser amada! (apesar dos ódios e das minhas humanas dificuldades!)

domingo, 10 de maio de 2009

Se eu fosse...eu seria...

Se eu fosse um mês, eu seria… Setembro!

Se eu fosse um dia da semana, eu seria… um sábado!

Se eu fosse uma hora do dia, eu seria… o nascer-do-sol!
Se eu fosse uma direção, eu seria… em direção ao mar!

Se eu fosse um esporte, eu seria…Dança !

Se eu fosse um divertimento, eu seria… cinema!

Se eu fosse um momento, eu seria… a amamentação!

Se eu fosse um líquido, eu seria… uma chuva de verão!
Se eu fosse uma pedra preciosa, eu seria… um diamante!

Se eu fosse uma árvore, eu seria… um plátano!

Se eu fosse uma flor, eu seria… frésia!

Se eu fosse um instrumento musical, eu seria… um saxofone!

Se eu fosse uma cor, eu seria…o vermelho!

Se eu fosse um sentimento, eu seria… o amor!

Se eu fosse um tempero, eu seria... basílico=majericão!

Se eu fosse um animal, eu seria… um cavalo selvagem!

Se eu fosse uma fruta, eu seria… morango!


Se eu fosse um livro, eu seria… um livro bem sublinhado, amarelado e com dedicatória!

Se eu fosse um personagem, eu seria…a Amélie Poulain!

Se eu fosse uma comida, eu seria… um camarão na moranga!
Se eu fosse um lugar, eu seria… Os Jardins de Luxemburgo!

Se eu fosse um objeto, eu seria… uma rede com vista pro mar!

Se eu fosse um filme, eu seria… "uma cinemateca"!

Se eu fosse um gesto, eu seria… um abraço!


E você? Gostaria de ser o que, se fosse...?
Encontrei este MEME nos blogs das minha amigas Wania e da Lu Slomka
e achei legal a brincadeira!
Rende uma boa reflexão de nós mesmo...

Façam...

cenas da minha vida!

Fiz essa colagem de cenas da minha vida há um tempo atrás, encontrei-a num outro blog antigo em que remexia buscando inspiração ou textos que não estivessem datados, já que definitivamente ando com as palavras silenciosas e as rimas parecem ter me abandonado...Assim a defini quando a fiz: Ontem foi aniversário de um grande amigo, quis fazer uma homenagem com fotos e fui lá rever meus arquivos e percebi tantas e quantas já vivemos juntos, rimos, nos emocionamos, enfim, ele está nesse filme chamado minha vida, há anos e eu sou grata a Deus, por ele existir , mas aí vi tantas outras pessoas TOTALMENTE DECISIVAS que resolvi lembrá-las e comunicá-las que estão nos meus arquivos da alma e por isso trago-as aqui pra registrar, AGRADECER já que me ajudaram até aqui a fazer esse filme chamado MINHA HISTÓRIA ser tão bom!!! O Quiroga confirmando o que eu penso, me disse hoje, o Destino não é um objetivo, é o caminho...Eu só posso ser grata pelos meus encontros e sorrisos e emoções compartilhadas nesse caminho! E pelas tantas pessoas anjos que sempre encontro pra me acompanhar! VALEU!!!!

Republico essas lembranças e esses sorrisos e brilhos passados,em homenagem a vida e sua transitoriedade: três amigos aí presentes já não posso abraçar senão em lembrança, já que partiram mais cedo, o amor virou ex, as amigas e colegas de trabalho viraram sócias, uns amigos casaram, outros engravidaram, uns separaram, outros mudaram de país, uns até deixaram de ser próximos, de uns sinto uma saudade imensa, de outros sinto que vivemos o que estava previsto e seguimos para lados opostos, um virou monge, um tatuou um São Francisco no ombro, um desistiu de acreditar, um que aí aparece sorridente há pouco procurou meu ombro pra chorar uma nova dor, meu nenê nasceu, cresceu e virou uma pré-adolescente, meu pais continuam unidos e sorridentes, meus cabelos mudaram, minha vida mudou, mas sempre serei grata pelo tempo que compartilhei com cada um deles o tanto que ajudaram a fazer minha biografia e minha vida mais feliz!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

ser mãe...

Foto Luiz Fagundes
Recebi este texto lindo da minha mãe, a quem sou eternamente grata, por me ter feito mulher e ter me dado a possibilidade e o ensinamento de ser mãe.
"Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que
ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'. 'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável. Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante. Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem. Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que temcuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus...."

(Autora Desconhecida)
Espiem esse vídeo, não sei se é a época, mas me lembrou essa força absurda que as mães arranjam, sabe se lá de onde, quando os filhotes estão em perigo ou ameaçados e me lembrou também, que somos mais fortes unidos!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

da poesia...

houve um tempo
que o poema
me vinha
como um suspiro
uma risada
fora de hora
o poema vinha
e me tirava dali

o poema me tirava pra dançar

não sei se foi o poema
ou foi o ritmo
ou fui eu

há tempos o poema
não vem me abraçar...

planilha excel

Assim eu faço um controle de entradas e saídas financeiro, um controle, que sempre me pareceu só financeiro...
Mexendo nos meus escuros, percebi que acreditei na existência de uma única forma de liberdade, ou melhor, confiei que a liberdade inicial é a finaceira...
Pautando minha planilha de vida nesse excel básico de entradas e saídas, fórmulas e resultados, percebi meu descontrole nas áreas em geral e uma necessidade claustrofóbica e insistente de controle.
E assim surgem todas as idealizações e frustrações, por que até mesmo na tal idealizada liberdade a conta não é tão certa, o resultado não é tão preciso, e o controle é sempre ilusório...
É triste (por que perceber dói) e feliz (por que perceber já é uma mudança)...