domingo, 12 de abril de 2009

... Passei anos aquecendo em banho-maria uma emoção, usando-a como parâmetro, e bem mais tarde percebi, era uma lembrança necessária, um fantasma pontual, me impedindo de seguir a vida...
Muitas vezes a ideia fixa num ex-amor é só a saudade da capacidade de amar que tivemos um dia, a falta daquela entrega que um dia fomos capazes, e que a frustração do projeto nos tirou...reconhecer de forma torta a nossa incapacidade de voltar a amar, com aquela virgindade emocional.
Uma saudade de nós, da nossa habilidade perdida junto com aquele amor, ás vezes pode ser uma raiva travestida, mil possibilidades de interpretações, as respostas nem sempre são óbvias e a verdade nunca é tão fácil de assimilar...
A gente precisa aprender a se perdoar e reolhar!

E seguir...


Encruzilhadas e caminhos by Vicente Sampaio

3 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Eis aí o seu elefante branco ... veja só !
Aprendi com meu analista (da última vez em que me submeti à análise) que a raiva é um subterfúgio, uma distração que nos impede de entrar em contato com a real causa do nosso problema.
Entender isso foi muito útil, principalmente para superar frustrações.
Beijo

Cínthya Verri disse...

A saudade é de quem éramos com aquela pessoa, coisa de repetição inviável.
Somos únicos em cada encontro.
É uma morte o desamor.
Difícil, difícil - mas não é motivo pra não fazer de novo...

Obrigada pelo momento.
Beijo meu

Nadia lopes disse...

Sim, Flavio..era meu elefante branco, com ares de monumento...ahahahh
Grata pela visita!

E siiiiiim, Cinthya é definitavemnte a saudade de quem éramos, e brigo comigo mesma para fazer tudo de novo..
beijoo, onde te leio?