sexta-feira, 20 de março de 2009

A Francine Veiga é uma amiga, modelo, cantora, chef de cozinha que mora em Nova York e de lá, por e-mail, me trouxe o Pequeno Príncipe de volta, deve ser um bom sinal para nós duas que esse texto nos toque e nos diga respeito, um sinal de que não somos tão gente grande assim, o que é sempre uma luz bonita no fim do túnel...

..."As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de
um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam
nunca: “Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será
que coleciona borboletas?"
Mas perguntam: “Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa?
Quanto ganha seu pai?”
Somente então é que elas julgam conhecê-lo.
Se dizemos às pessoas grandes: “Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…” elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa.
É preciso dizer-lhes: “Vi uma casa de seiscentos contos”.
Então elas exclamam: “Que beleza!”
Assim, se a gente lhes disser: “A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro.
Quando alguém quer um carneiro, é porque existe” elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: “O planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612″ ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! "...

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