sexta-feira, 27 de março de 2009

exercício 1

Carta para um pessoa que se odeia, primeiro exercício da oficina do Fabrício Carpinejar, que infelizmente não estou fazendo, mas vale como tentativa:

Sempre economizei ódio, como se fosse sentimento demasiado pra usar em qualquer situação, como se fosse vestido de paetê que não me servisse e nem fosse próprio pra nenhuma ocasião.
Usava mágoa, que é raiva de freira, e foi sempre meu pretinho básico!
Mas agora percebo, contigo posso usar meu paetê mais vermelho e decotado, tu merece que eu vista todo o ódio que me cabe.
Tu desprezível, patético, insensível,doentio que além de usar sentimentos e boas intenções, usa pessoas.
Tu infeliz que jamais será respeitado, por que é um fraco disfarçado de forte, uma mentira de calças.
Tu que carrega esse sorriso forçado, como um palhaço triste precisa pintar uma boca vermelha enorme para disfarçar sua dor.
Odeio ter compartilhado preciosos minutos, esperanças, luas e sonhos contigo...Odeio ter permitido tua aproximação.
Desejo profundamente que alguém te faça tão mal quanto tu me fez, tu merece amargar o desamor que tão bem soube provocar!

Um comentário:

Wania disse...

O Ministério da Saúde adverte: economia de ódio é prejudicial à saúde!
Aqui o ódio não foi economizado... muito bom!
Ameeeeeei a definição de mágoa!!!!!
Vamos trocar figurinhas, combinado!
Bjs.
Bom findi e bom baile!