quinta-feira, 6 de novembro de 2008

um povo sorridente!!!

Tenho um conhecido de longa data, que foi trabalhar como modelo em Portugal e apaixonado por uma portuguesa, lá casou e se estabeleceu.
Falamos eventualmente por MSN e fico sabendo das boas campanhas publicitárias que faz por lá, dos euros que ganha e dos planos sempre muito otimistas.
Hoje ele me comentou que em Portugal, “os loucos e os felizes” destoam do geral, fazem à diferença e conquistam mais. Assegurou-me que o “fado” mais que a musica típica da região, é a forma que o povo em sua maioria enxerga a vida, uma espécie de personificação do pessimismo vigente.
Aí pensei o quão mais gratos deveríamos ser aos índios e aos negros, já que não foi obviamente da colonização européia que herdamos a leveza e o olhar às vezes ingênuo, mas quase sempre lúdico esperançoso e criativo que carregamos na alma.
Sim, por que a fora a importação de valores deploráveis Made USA, de ganância, poder e valorização excessiva da aparência preterindo a essência, que tem contaminado alguns por aqui, em linhas gerais, somos um povo de boa índole e fé, um povo que faz samba e não fado, que dança e ri, que celebra detalhes, que faz piada da dor e ainda se encanta e acredita com a veemência das crianças e isso que nos faz diferentes, é uma dádiva!
Além da natureza abençoada, que nos privilegiou com vista pro mar e serras lindas, mantemos essa “loucura de continuarmos felizes”, apesar dos pesares, talvez sejamos um povo distraído, o fato é que muitas vezes não nos fixando nos pesares, constantemente inventamos um jeito supera-los.

Quase como eleitora, torci pelo Obama, agora pós-vitória, algo de português em mim, me faz temer pelo seu futuro e pela excessiva carga sobre seus ombros, já algo da minha alma negra e indígena, me faz comemorar, esse fato histórico.
Espero que ele tenha a ginga, a habilidade e a criatividade necessárias, e que venha fazer diferença para os Estados Unidos. assim como “os loucos e os felizes” de Portugal.
Já que importamos tanto da América, recebamos essa mudança como uma nova carga de sorridentes possibilidades.

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