segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"a felicidade só é real, quando é compartilhada!"



"A felicidade só é real, quando é compartilhada" do filme Na natureza selvagem...e da minha vida cotidiana,nâo posso esquecer disso...Compartilhar e só assim ser feliz...E por que partilhar com é tão difícil?
Do que mesmo se foge? Do que fugia o personagem?
Foge-se das concessões da intimidade!
Ele fugiu de qualquer contato humano, seria uma metáfora(?), se exilando no Alasca, na frieza, na solidão.
O que aquela touca vermelha representava lá longe e visível? Talvez uma possibilidade de amor, aceitação e sentido que ele descobriu no caminho, e que a familia inicial não lhe proporcionou.
A família é nosso primeiro exercício, nossa referência, quando esta nos pede para sermos diferente do que somos, para encaixarmos, para negarmos nossas naturezas, quando condiciona o amor que será dado como moeda de troca- escambo, nos carimba impossibilidades de nos relacionarmos bem, numa troca saudável.
Essa primeira má resolução, pode virar o molde,que será fatalmente ampliado pros próximos e assim opressores sistema de relações.
Oprimido um ser com sensação de metade, numa adulteração auto-imposta tentando encaixar em outra metade, se entrega buscando uma aceitação integral mesmo se mostrando em partes ou foge do "inteiro" forjado por duas metades que de antemão sabemos, nunca se encaixam.
Somos múltiplos, capengas e singulares, qualquer tentativa de adulteração ou edição dessa realidade, é falsa e a felicidade assim composta, vaza...

A aceitação e o acolhimento das nossas singularidades na intimidade primeira é a unica possibilidade de felicidade real e da não perpetuação das fugas por vulnerabilidade e medo...
Como um mantra Victor Hugo declama em minha cabeça: " A suprema felicidade da vida é ser amado pelo que se é, ou mais precisamente ser amado apesar do que se é"...

Um comentário:

jÃM paulo disse...

Olá, vc é aquela do "Vazou pelos dedos de Nádia"? acho q sim... adorei o post...