quinta-feira, 31 de julho de 2008

o medo...

na visão dos meus amigos "jucunditos"...

MarisaLy:
.
tenho medo!

e este medo
me faz parecer orgulhosa.

que nada...
sou só medrosa!


. Clara:

ah, como conheço
esse medo
pseudo-força
auto-suficiente

talvez seja comum
a toda gente
o medo se travestir
de coragem
e mesmo temendo
nos empurrar pra frente



Manuel Pandorga:

Quase sem medo
.
"Love ME DO!"














no fundo é só isso,
precisamos um AMOR
que nos sossegue do MEDO
que a vida e outros amores
nos deram ao negarem..

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Strip-tease...

Martha Medeiros: "Strip-Tease. É o título do meu primeiro livro, lançado em 1985. Era um livrinho pequeno, de poemas, onde eu me desnudava. Escrever é se expor, não é? Ai, como eu sofria. Quando ficava sabendo que algum conhecido havia lido, me sentia nua - é bem essa a sensação de publicar poemas, pela primeira vez, aos 20 anos".

Em 1985, eu recém chegada em Porto Alegre, com poucos amigos, me agarrei a esse livro, como companhia de tardes no sol da redenção, de silêncio cúmplice e identificação, foi como se folheasse um diário e foi mágico, por que ali, nas margens brancas, comecei a escrever também, comecei a querer e gostar desse desnudamento.
De certa forma, continuo anos luz daquelas tardes, fazendo meus Strip-teases particulares,me expondo em poemas de ônibus e blogs pela vida, e é delicioso conseguir vestir uma emoção de palavra e deixá-la lá, não mais tão nossa e ao mesmo tempo tão íntima.
Escrever é esse exetrcício que descrevo aí em cima, de tentar se adonar do tempo, fotografar a emoção pra poder revê-la tempos depois e de alguma forma áinda ser inundada ou iluminada por ela, eternizá-la.

Gosto imensamente de quase tudo que leio da Martha, muitas vezes me atinge em cheio: na dificuldade pouco revelada, na ilusão recém perdida, nas necessidades escancaradas, fala por mim e em mim, com aquela intimidade que os expostos tem, com uma amizade que nunca tivemos (infelizmente) mas que começou ali, quando assisti seu primeiro strip-tease.

Aliás, assistimos na mesma fileira o show intimista e belo do Jorge Drexler, e ali reafirmei uma sensação que muito me visita, quando me encontro nas palavras, músicas e nas emoções de outras pessoas, dá uma vontade de ser amigo íntimo e sair dali pra sentar num bar desses que tem sofás enormes e brindar essa capacidade linda, que muitas pessoas tem, de nos deixar mais vivos e expostos!

Salve Jorge, Salve Martha, um brinde a emoção acesa e nua!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

em uma guerra...

“ Em uma guerra não se matam milhares de pessoas, mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada, uma acumulação de pequenas memórias”..
Marcelo Mazagão no filme “Nós que aqui estamos por vós esperamos"


esse menino e esta imagem representam bem o que eu sinto em relação a guerra e seus soldados.

sábado, 19 de julho de 2008

8 coisas que quero fazer antes de morrer:

A Nono me convidou pra esse meme. 8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer.

1- Ver minha filha feliz e realizada
2- Ter uma casa com rede e um lugar aberto pra comer embaixo da lua
3- Lançar um livro
4- Fazer palestras que levem luz e sorriso pra quem me ouvir
5- Viajar e viajar
6- Continuar capaz de amar e me apaixonar
7- Só trabalhar por prazer
8- E bem antes de morrer, estar plena e saudável


Ó tem regras pra fazer esse tal de 'meme'. Uma das regras é "mencionar as regras", então aí estão elas:

1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
5) Mencionar as regras

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Caminho atrás de duas senhoras que pelos trajes, cabelos brancos e o leve encurvar das costas já passavam dos 70 anos, presto atenção no que dizem:
_ Estou precisando de um remédio que me ajude na memória, ando tão desmemoriada, preciso de uma ativada.
_ E eu estou precisando de um remédio que me dê um ilusionada...
E suspirando sábia concluiu:
-Antes perder a memória que a ilusão...

Em tempos dificeis como os nossos, que testam nossa confiança na raça humana, na justiça, na ética e nos fazem pensar descrentes em quem sairá vencedor na eterna luta entre o bem contra o mal, entendo perfeitamente essa necessidade de remédios que tragam de volta a ilusão.

Aí,lembro da lua de ontem, da foto do Achutti e de um poeminha antigo que fiz sobe efeito:

Foto Achutti

enquanto houver
lua cheia
me deixo
encher de ilusões...



Ela cheíssima e poderosa, sempre mexe nas águas, sobe as marés e por dentro nos amolece a alma, nos coloca mais sensíveis e mais inundados de sensações, abençoada, flutuando e nos hipnotizando, nos acendendo vontades, plena...um remédio!

Tomara que aquela senhora,tire o olhos de dentro e hoje, olhe pro céu...

Viver ápices e escuros,nosso exercício, nossa natureza e aprendizado: é preciso minguar para crescer.

terça-feira, 15 de julho de 2008

uma parte de você continua viva...


Comercial Santa Casa, criado pela Y&R

Ontem recebi este comercial por e-mail e fiquei muito tocada...
É uma forma muito linda de permanecer na vida, dando uma vida melhor e mais digna pra quem dos nossos órgãos necessitar, sempre acreditei nisso e sou por isso uma doadora!
Pra minha alegria, logo pela manhã vejo igualmente emocionada a notícia: SUENY ENXERGA A COR DO MAR.. a adolescente de 13 anos Sueny Oliveira da Silva, graças a doação das córneas do menino João Roberto morto bárbaramente no Rio, recuperou 40% da visão de uma das vistas e pode pela primeira vez, se deslumbrar com o azul e a imensidão do mar.
A outra córnea foi doada a Larissa Santos de 8 anos.

Fico impressionada e tocada com a grandeza dos pais do menino que, mesmo mergulhados na dor sem fim de perder um filho, tenham tido o gesto iluminado de ajudar outras pessoas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

CAROL+FREDI

Carol:..."Quero brincar contigo pra sempre
com tiptop ou cinta-liga

...Vou me perder no teu arco-íris
Para depois me reencontrar
no outro lado
No nosso mundo inventado

...Quero amanhecer,
Quero entardecer
Morrer para renascer
Na ordem do teu caos

Reaprendendo a viver
Como se não houvesse amanhã
Como se fosse o mesmo noite e manhã
Viver pra ti
O sonho que eu
nem sabia que eu tinha

Fredi: "...Todo dia acordo sorrindo pelo simples fato de estar do lado de alguém tão surpreendentemente ímpar. Me apaixonei pela tua capacidade de ser feliz pelo teu talento, pelo teu interesse pela vida. .. Finalmente, depois de só ter coadjuvantes na minha vida, encontrei agora a maior das protagonistas. Enfim inteligência: inteligência sexual, emocional e amorosa. Chego a sentir uma nostalgia do que não vivemos juntos porque eu queria que tu tivesse sido minha desde sempre. Então fantasio uma vida a dois desde que nascemos. Teu mundo lúdico que tanto me encanta, e que eu conheço mais do que ninguém, me traz os mais puros sentimentos da infância.
Uma injeção de alegria que tenho diariamente, a solução da minha profunda carência e o fim da minha busca. Agora eu acredito em alma gêmea. Estou tão feliz que tenho até medo de morrer.

Acordo sorrindo desde que te beijei pela primeira vez, e minha admiração se renova a cada dia. Canso de me pegar constrangido com tua beleza e de te abraçar de forma como se eu ainda não tivesse te conquistado.

Nunca senti antes o que sinto agora. Alcancei o nirvana da paixão e das sensações inéditas que me trazem arrepios pelo corpo ao dizer “te amo”.

Ser amado por ti eleva minha auto-estima.

Tu resgatou minha essência, reinventou o sexo e o amor na minha vida, tão intensos quanto o som de AC/DC, que agora significa para mim, ANTES DE CAROL/DEPOIS DE CAROL (Acê/Decê).

Eu acho uma delícia essa DECLARAÇÃO DE AMOR que desempenhou o papel de SIM no casamento da Carol e do Fredi, e acredito que existem vários tipo de amor, mas os que valem á pena cultivar e deixar crescer, são os do tipo lúdico, como o deles, as uniões que nos dão LUZ & SENTIDO, e que alteram nossa vida pra um MELHOR que nem havíamos imaginado...

Um BRINDE AO AMOR que nos faz querer ser MAIS E nos ILUMINA E MULTIPLICA!!!

viciada na luz...

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente.."
Clarice Lispector


Uma vez um antigo namorado me magoou, como era a intenção, dizendo: '"tu és apaixonada pelo amor"...
ok, talvez eu seja uma apaixonada pelo amor e isso não me magoa mais...sou aquela que cata os brilhos e as cores do chão e dos cantinhos e quando não os encontra, olha as nuvens, a lua e cata os arco-íris, e se subitamente deixa de ver, se entristece e se ressente com a falta de sol e do motivo que possa tê-lo encoberto.
Na falta de luz, deixo de acreditar na cor refletida, deixo de espiar, esqueço da necessidade de eco/espelho/resposta e simplesmente paro de ver ou crer...(por um tempinho)
Fecho meus olhos pra dentro, e num processo básico, faço um tempo de casulo,para criar cores próprias e voltar voando...
Talvez eu seja simplesmente uma apaixonada pela paixão, uma viciada em oxitocina, e como todo dependente químico, não consiga viver muito tempo sem ela, na ausência começo a ter variações de humor, insônia, começo a ter ânsias, dissonâncias e desassossegos, vou ficando sufocada de faltas, vou me assustando nos escuros, me perdendo...
Se existe algo de matemático nesses processos amorosos, não são restos, quocientes ou divisões, só dois multiplos e suas incompreensões e desejos se somam e se expandem ou não.

sábado, 12 de julho de 2008

memória perfumada...

Antes de mais nada, preciso dizer o quanto a memória é um bicho perigoso, mutante,feito um camaleão, se traveste e aparece quando e onde menos se espera, como se nos espreitasse o passo.
Parece mesmo um bicho sorrateiro que gosta de nos pregar sustos.
Outra coisa, a memória é bicho parcial, maquiavélico,pouco confiável, as vezes nossa lembrança é ficção, ás vezes é história contada por outros que ambientamos com fotos preto e branco e agarramos como nossas, as vezes é a versão que nos favorece ou a que nos vitimiza, enfim nada séria.
Talvez de todas as espécies de memória, a mais confiável, seja a que mais me assalta: a tal memória olfativa.
Estou indo pro trabalho pela manhã e pumba, vem um cheiro misto de lavanda,alfazema e leite de rosa e está ela ali, minha avó, suave e sorridente com seus braços gordinhos me protegendo.
Ontem mesmo em plena avenida,tocou umamusica lenta e me tirou pra dançar um amor passado, e era pura memória olfativa despertada por um vivente banhado de Fahrenheit.
Tem aquela sensação de primavera vivida em outro tempo que as frésias sempre me dão.
Tem um cheiro que é Paris, senti nas ruas de lá quando viajava sozinha e estava com os sentidos bem atentos, quando esbarro por aqui, volto voando pra Saint Germain esquina Saint Michel.
Um certo jasmim, que me traz a adolescência de volta.
O cheiro do vento norte, que me leva flutuando pra uma certa esquina de um outro lugar.
O cheirinho de nenê, que me coloca nos braços minha filha pra ser amamentada.
Os cheiros vão assim me recontando, catando as memórias brevemente adormecidas que despertam pelo olfato.
Provavelmente quando eu ficar bem velhinha e começar a confundir minha vida com todos os filmes que terei visto, só os cheiros permanecerão fiéis e inalterados, guardados em frascos em algum cantinho da alma.

um amor....

voltando ao clima, lembro de uma poesia pueril, que fiz há mil anos atrás:

um amor
qualquer que seja
distante,platonico
impossivel
pouco importa
sendo amor
sendo luz, sendo alegria
dá leveza, acende os olhos
dá força pro braço, pro abraço
dá ilusão, dá fantasia
dá vontade de crescer
dá suspiros, faz poesia
um amor aumenta o dia
faz a noite iluminar

o amor é sempre grande
sempre forte, o primeiro!
limpa o medo,lava a alma
e refaz a esperança
o amor nos faz criança
nos lambuza, nos adoça
nos faz correr e brincar
tropeçar e cair
e voltar a caminhar...

poucos respiram esses ares
de amor sem rima triste
mas eu que amo igual criança
sei que amor feiz existe!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Felicidade é saber se deliciar com os detalhes...

A Ligia amiga dos tempos da faculdade e dos ipês amarelos, anotou essa frase que eu disse e segundo ela, é o que mais eu sei fazer, e eu torço que o tempo não me tire essa capacidade, um dos poucos talentos que consigo reconhecer em mim, e não me achar ridícula por reconhecê-lo. Eu me delicio com os detalhes e pode parecer fútil ou doido isso, pra quem não faça o mesmo, mas eu posso efetivamente andar na rua e ficar tremendamente tocada com a árvore enorme que faz um outono fora de hora, com o passarinho que aprende a voar e parece um bebê nos primeiros passos, eu tenho assim umas ilhotinhas de felicidade no dia, que podem ir desde um café expresso perfeito, que tomei sentada e desfrutando o unico raio de sol da semana, até o aconchego de minha roupa "de ficar em casa" e minha filha me abraçando sorridente depois de um dia pesado, como quando toca a musica que eu mais gosto bem na hora que coloquei os fones no ouvido, quando alguém desconhecido me sorri e dá bom dia, quando alguém me faz cumplice da sua emoção e trocamos um olhar de reconhecido entendimento, quando encontro, quando abraço, quando beijo, quando brindo, comendo empadinha de camarão com uma tal "massa podre" que a minha mãe não faz mais, ou feijão novo de colher, quando uma fruta guarda o gosto que a minha memória guardava, feliz quando uma saudade me pega no colo, uma amizade me pega na alma, quando a palavra cabe perfeita ou o silêncio diz tudo,quando alguém fotografou o momento exato ou um filme me abala escancaradamente, quando acordo, me espreguiço,leio o jornal sem pressa por que é sábado e tenho dois dias pra me pertencer inteira, quando nasce uma florzinha num lugar imprevisto, detalhes enormes, que me fazem carinho quente, que me dão sorrisos, suspiros, lágrimas, de pura felicidade...
No livro que ganhei ontem diz: "o apaixonado é um comovido á toa" , talvez seja isso, mais do que talento pra detalhes ou pra felicidade, eu devo ter talento para a comoção ou para paixões á toa...E isso me delicia!

Diário de um apaixonado...Sintomas de um bem incurável...

É um livro do Fabrício Carpinejar e do Rodrigo Rosa,Poético e lúdico,MUITO LINDO!...
Ganhei ontem, numa espécie de sorteio, onde a pergunta chave foi:
Quem vai se apaixonar hoje?
Não me apaixonei, por nenhum olhar, cheiro ou boca.
E espero que não me tirem o prêmio em função disso. Por que por outro delicioso lado,ouvindo o Fabricio embevecer o Ostermann, me reapaixonei pela poesia e depois, naveguei pelo livro, com a vontade sorridente de um apaixonado, com uma leveza flutuante que nem busca ou tem sentido, mas veste tudo com uma luz e uma cor incomparáveis.
O dia só pra me mostrar todas as possibilidades, se vestiu de primavera e fez vento norte, morno, quase um beijo na nuca.
Recordei o quanto em estado de paixão sou melhor e sorrio fácil, de repente acesa pelas palavras, abandono qualquer vestígio de casulo ou tatu bola que pudessem me ofuscar e amedrontar a alma, me quero borboleta, de novo e de novo e de novo, e estar com a poesia acesa é meia felicidade garantida...é brasa, estou por um sopro...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

"Tá vendo alguma destruição aqui???"


A minha primeira terra era plana, mesmo assim tínhamos nossos carrinhos de rolimã...A segunda terra cheia de subidas e descidas era perfeita pra isso, mas lá minha infância, meus amigos e os rolimãs já não estavam...
O Máucio, que é da minha segunda terra, acaba de me lembrar isso, por que me convida, pra um projeto bárbaro que eles implantaram por la:






Eu que já andava saudosista, querendo musica lenta, vizinhos que ofereçam bolo quentinho pro café-da-tarde, agora despenquei ladeira abaixo, vento na cara e uma saudade danada de mim...

Agradeço ao Máucio por me lembrar...Como cantava alguém também lá longe "ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar sozinho"...

terça-feira, 8 de julho de 2008

http://alice-klein.blogspot.com







Esta é a Alice, que me encontrou num texto e quem eu lendo há pouco, gostei de ter encontrado.
...

“Uma coisa: Tem tanto que você não sabe sobre mim – coisas que eu não te contei – por exemplo, que eu tenho uma família, que eu acredito que exista um Deus, que um dia eu fui criança – e que eu já me apaixonei duas vezes e que nenhuma delas durou. Mas o que importa isso, no final, se você está sozinho? Qual é a nossa memória? Qual é a nossa história? Até que ponto uma parte de nós é a paisagem e até que ponto nós somos parte dela?”


“Pensei em como, todo dia, cada um de nós experimenta alguns poucos momentos que têm apenas um pouquinho mais de ressonância do que outros – ouvimos uma palavra que permanece na nossa mente -, ou talvez tenhamos uma pequena experiência que nos puxa para fora de nós mesmos, mesmo que brevemente – estamos num elevador de hotel junto com uma noiva de véu, digamos, ou um desconhecido nos dá um pedaço de pão para alimentar os patos selvagens na lagoa; uma criancinha começa a conversar com a gente numa lanchonete (...). E se fôssemos reunir esses pequenos momentos num caderno de anotações e guardá-los por alguns meses, veríamos certas tendências emergirem de nossa compilação – surgiriam certas vozes que têm tentado falar através de nós. Perceberíamos que estávamos tendo uma outra vida, uma vida que nós nem sabíamos que estava acontecendo dentro de nós. E talvez essa outra vida seja mais importante do que aquela que consideramos real – esse mundo atormentado, de ruídos e metais. Então talvez sejam esses pequenos momentos silenciosos os verdadeiros acontecimentos que fazem a história de nossas vidas.”

Douglas Coupland, “Life After God”.


Sou grata a Alice por ser minha leitora e por me apresentar o Douglas* e me lembrar de quantas pessoas e momentos é feita a nossa história.

Douglas Coupland, é escritor, artista plástico, canadense, tem 46 anos e é capricorniano.
Alice Klein, é estudante de jornalismo, otimista e exagerada (como ela mesmo se define),brasileira, tem 20 anos é é leonina.
Eu, sou mãe de uma Alice, também sou exagerada, tenho 44 anos, sou brasileira, capricorniana com lua em leão.

Acredito que a vida é feita de coincidências, encontros, toques e é LINDA!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

INSPIRAÇÃO ...

Fui assistir a um talk show com a Carol Teixeira, e ela disse de um jeito muito simples, como se INSPIRA no contato com as pessoas, o que ela disse, é o que também sinto seguidamente encontrando pessoas, detalhes, lendo, é como se aquela pessoa e aquele momento acendessem alguma luzinha na gente.
Acender luzinhas é decididamente um talento (tanto do acendedor quanto do aceso) e a vida iluminada dessa forma, fica fácil de viver!

Que as luzes continuem acesas !!


O olhar dessa senhora me ilumina!

Foto Alexandre Godinho











O alegria desse menino me ilumina!

Foto Vicente Sampaio

domingo, 6 de julho de 2008

http://www.neilisboa.com.br

o site do Nei está fazendo 7 anos e eu recomendo...

"foi no meio do salão
foi lá por 72
que eu descobri
a leis dos corpos.."


Nei que sempre fez sonora pra minha vida..
"inventas um troféu
eu trato de vencer..."

"o coração existe é pra sonhar"

"todos as bobagens que eu já disse
dariam pra encher um caminhão
mesmo assim encontro no caminho
milhares mais otários do que eu..."


Grande Nei, de quem sempre fui fã fervorosa e que um dia ao ser entrevistado numa Talk Show, me gerou essa emoção:
"Após ouvir o Nei falar e cantar saí com uma sensação leve de que minhas admiradas pessoas são realmente admiráveis, por que são, de um jeito que até então eu não havia concebido: totalmente humanas!"

"Desiste de ficar assim
Que lá no fim da solidão
Ninguém vai te explicar tintim
Quem pode te ajudar a lamentar a razão?

Fosse por mim, era lei
Cada paixão que eu guardei
Se eu precisar, tava ali
Tava como eu deixei
Pronta para amar, uivando
Louca pra dizer que sim e sim mais uma vez

Talvez
Chorando pra nascer
A vida aponte o rumo da emoção
Então
Quando o primeiro amor
Deixa certezas presas por um triz
Quem diz
Se é um começo ou fim
E bem no meio dessa confusão
Vai ver
O teu final feliz
É minha próxima atração"

sexta-feira, 4 de julho de 2008

pela volta da musica lenta!!

Eu sou de antigamente e me sinto assim “antiga” quando relembro saudosamente de certos rituais da minha adolescência. Existiam amores platônicos fortíssimos que podiam durar mais de ano, acreditam? Existiam diários registrando esses amores, que tinham até chave. Existia a paquera na frente do colégio, ou flerte pra ser mais exata e totalmente antiquada.
Existiam bailes, festas de garagem, luz negra e existia a melhor parte: a hora da música lenta.
A hora da música lenta era a hora mágica onde a aproximação se fazia, onde a paquera do colégio confirmava a escolha. Onde se aproximavam (mas não muito) os corpos, onde se sentia aquele frio na “espinha”, o cheiro e a voz pertinho do ouvido, ai...era a hora que a timidez dos meninos precisava ser vencida, por que eles “tiravam pra dançar”, e muitas vezes era a hora em que era feito o “pedido em namoro”. Esse assunto deve estar soando mentiroso para qualquer pessoa de menos de 20 anos, mas acreditem, era assim mesmo...
Então depois do “pedido” começava o namoro, o acompanhar do colégio até em casa, as mãos dadas, depois o convite para a matine, que era o cinema durante o dia onde “normalmente” acontecia o primeiro beijo, tudo assim, mais lento, mais passo a passo, e acreditem era lindo!

O tempo foi passando, as declarações de amor foram saindo de moda, amor foi sendo considerado brega, tudo necessitava ser rápido, imediato, aí entraram com tudo os “fast-food”, surgiu uma espécie de fast-vida, a música passou a ter uma batida quase cardíaca. Pra tudo parecia muito tarde, nessa “reestruturação” de mundo, muitos valores “bailaram” e música lenta ninguém dança mais!
Eu adoraria que amor não fosse brega, que intimidade fosse coisa natural, que as pessoas dessem tempo para se conhecer, namorar, descobrir afinidades, admirarem-se profundamente (além de “shapes”e silicones). Que sexo fosse conseqüência de se amar (e não sou puritana!!) e que homens e mulheres falassem a mesma língua, que construíssem relações de afeto e não de jogos.
Mas sei que sou romântica e fora-de-moda querendo tudo isso, ás vezes me pego querendo “absurdos” como honestidade, dignidade e confiança no ser humano...estou quase senil!!!
Minha filha dia desses me disse sorridente:
_Mãe, tenho notícias ótimas pra ti...Parece que o pessoal da sexta-série começou a dançar musica lenta e outra, tem alguns que estão até namorando...Que bom né?
Minha filha sabe o quanto espero que isso tudo volte, por que sinceramente fazer campeonato de quem beija mais bocas numa noite, quem fica mais, no meu ponto de vista não é só perder a capacidade deliciosa de um romance, é perder o arrepio na espinha e é principalmente perder a essência.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

pé na estrada...pé na paz!


eu gosto imensamente de viajar
é como colocar a alma no sol


mas decididamente







é delicioso
ter um onde e um porquê
voltar...

descobri que tenho uma alma turista e não imigrante!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

encontros & encantamentos

Encontro uma declaração de amor, perdida entre depoimentos, e me encanto:
"Enche-se de encantos
Os meus olhos
Diante das formas estendidas
Em minha cama
Ver-te dormir é um sonho doce
É o embalar da alma
Saciada de amor
Teu repouso me embevece,
E me rejuvenesce
Cuidadosamente vou juntando
O meu corpo ao teu
Calmamente repouso
Minha cabeça em teu ombro
- e ficamos pernas sobre pernas -
Para que teus sonhos
Penetrem em minha pele
Teu calor me aqueça a alma
E me faça viver eternamente"


Imediatamente digito a primeira frase no google e encontro uma poeta do Maranhão, DARCY http://www.lumiarte.com/luardeoutono/da/, que gentilmente me autoriza a divulgá-la.
A poesia e a internet podem unir as pessoas, colocá-las na mesma frequência, fazê-las cúmplices de emoções.
O encantamento é uma forma breve e sorridente de eternidade!