sábado, 25 de novembro de 2017

eles adultos masculinos
continuam brincando
de bola e carrinho
nós crescidas femininas
tornamos a brincadeira
de boneca e casinha
obrigação cansativa
abafamos nossas meninas
e nos ressentimos
quando eles meninos
ficam tão felizes
atrás de uma bola
de um time
de um carro novo
na verdade
temos inveja
não do pênis
mas dessa capacidade
de continuarem brincando

Decididamente, é desse continuar brincando que temos inveja...
Por que nos levamos tão a serio?
Por que seguimos com essa incapacidade de aliviar a carga? Parece que temos pressa e orgulho de virarmos gente grande.
Quando um filho nasce, se não prestamos atenção, viramos a mãe da casa toda, as que tudo sabem, o lugar, a temperatura, todas as receitas e formulas, as que se viram nos trinta, as que não sabem aceitar ajuda ou quando recebem ajuda, fatalmente acham o "ajudante" despreparado e "sem jeito"... Parece que bem no fundindo, ao assumirmos a sobrecarga, que a sociedade machista nos legou, nos inflamos dessa "IMPORTANCIA", a ponto desse "SACRIFÍCIO" virar um dos nossos superpoderes... nossa, é tanto conceito/pratica aprendida que precisamos nos livrar...
Dias desses recebi um texto no WhatsApp:
"As vezes, parece que ninguém nota os esforços diários de uma batalha materna. Ninguém nota as madrugadas insones, os choros contidos, os banhos não tomados, o almoço quente e saboroso que se transformou em um pão com manteiga e um café gelado. Ninguém nota quando a mãe está trabalhando no limite da exaustão. Seja limpando, educando ou emprestando um imenso pedaço de si para manter aquele pequeno em perfeitas condições.
Por trás de um filho feliz, existe uma mãe com um coque no cabelo, roupa amassada e... cansada. Por trás de um filho feliz, existe um trabalho pesado que ninguém (ou quase ninguém) ousa se importar.
A maternidade é uma profunda, dolorosa e imensa doação de si mesmo.
A maternidade é uma jornada para valentes, lugar de gente corajosa que se aventura na batalha de criar um ser humano independente: dando limites, emprestando as suas noites de sono, multiplicando as forças e amando-os para sempre, mesmo quando eles nos levam a loucura.
A maternidade é essa insana e profunda doação do nosso próprio coração. E mesmo quando ninguém nota, lá está ela - a mãe, doando o seu corpo, multiplicando o seu amor, dividindo os seus sorrisos e vivendo na mais completa e feliz exaustão. Porque toda mãe sabe que a melhor recompensa, para tanto cansaço, já está em suas mãos!
Eu estou cansada, acredite! Mas jamais cansada de ser mãe."
Bá, achei esse texto uma tristeza, um reforço dessa sina de supermae, "abnegado ser humano", menos...filho nasce de DOIS seres humanos, e realmente viver as vezes cansa, até de ser mãe dá pra cansar, na boa, sem culpa, mas é importante reconhecer nossa parte nessa historia de doação dolorosa, nossa participação centralizadora, sim, é exaustivo viver com manual de bom comportamento, controlando tudo, e é inútil, além de desgastante...
Acreditamos em mitos variados... nos fomatados a partir deles,introjetamos essa necessidade de sermos infalíveis, vivemos sobre um pesado julgamento, auto imposto e sempre pode piorar, se nos deixamos acreditar que essa exaustão é amor...e que amor é prêmio por bom comportamento...não é!
Eu vejo muitas relações, baseadas nesses equívocos, despencarem, quando essa sobrecarga, inevitavelmente vira cobrança e puro ressentimento.
Eu me separei ainda grávida e o roteiro de maternidade/paternidade foi bem diferente, com um ano e pouquinho, quando parei de amamentar, minha filha já passava os finais de semana com o pai, de 15 em 15 dias, eu tinha minhas folgas, depois de passada a culpa cristã e os pesadelos de ter esquecido a filha em algum lugar (pra ver o quanto somos condicionadas e o superego é desgraçado), comecei a curtir uma sensação de liberdade maravilhosa, poder ter dois dias pra me preocupar só comigo, pra viajar, pra dormir quando bem entendesse, pra dançar, pra namorar ... eu não era mãe em tempo integral, e ela se criou linda com um pai e mãe responsáveis ao seu tempo e esta tudo certo... guarda compartilhada de verdade é assim...Minha sugestão é: relaxem e se deem folga de vez em quando...Um folga da perfeição e da auto-cobrança, ser de verdade, sempre funciona.
Está mais do que na hora de abandonarmos esse mito velhíssimo de "padecer no paraíso", pra vivermos uma realidade possível, com os parceiros possíveis e aprendermos a pedir e receber ajuda, de sermos diante de um filho, duas pessoas grandes cuidando de verdade de uma pessoa pequena, aprendi com a Diana Corso : "ser o grande de alguém pequeno é tarefa inadiável", deixar os pais fazerem do seu jeito, não como ajudantes, como igualmente responsáveis, criticas e prepotências maternas só vão afasta-los das tarefas e estaremos perpetuando burramente essa realidade de mulheres cansadas. Até quando?
O sentimento válido, em qualquer grupo, incluindo a família é de PARCERIA ...precisamos aprender a ser um bom bando, como aqueles voos de pássaros trocando de comando de tempo em tempo, com um objetivo lá adiante e a abençoada capacidade de voar juntos...

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Das nádias que me compõem...

Eu tenho esse blog, pouco usado hoje em dia, mas que decididamente virou meu diário on line, meus guardados, hoje mexendo nele achei...uma Nádia antiga e triste que cutucava e supervalorizava a dor... "...passei anos, desenvolvendo a autopiedade, a comiseração. Desenvolvendo o dom de lembrar só das cenas tristes, exagerando nas luzes duras, nos silêncios, me corroendo para ter matéria para a dor. Por isso a Argentina que poderia ser lembrada como o prazer de desvendar o rio, de descobrir o outro lado, de aprender outra língua e outra forma de vida, que poderia ser só gostosuras, só lembrava a frustração do outro lado ser mais um lado, pobre... E aí, a infância que poderia ser só descoberta, brincadeiras, natais, a expectativa colorida de ser grande, virou medo, silêncios adultos, o ser esquecida na porta do colégio, a morte dos bichos de estimação, a solidão na outra cidade que a princípio não me quis, sempre a dor supervalorizada. Assim como quando chove, poderia sentir-me feliz, tranqüila, protegida e quente dentro de casa ou poderia achar que era preciso ir para a rua, me molhar, adoecer, fazendo doer à sinusite, só postura, decisão. Vivi criando dores extras, testando minha capacidade de resistência, sofrendo em vão." ....

e uma Nádia mais recente e leve, que talvez por saúde mental, talvez possa ur sabedoria, cansaço ou escolha, resolveu se fixar nos detalhes que lhe faziam feliz... eu sou feliz e isso pode soar babaca, dito assim de cara, mas sou esse tipo de gente que vê motivos pra ser feliz, em detalhes e isso é uma grande alegria, importante ressaltar li Pollyana quando pequena, e essa visão, pode ter uma tardia influência do jogo do contente, por exemplo, acordo bem feliz quando vejo que tem sol e o dia está azul (como hoje) quando minha filha ri e no bom dia, me diz te amo, quando dormi enroscada e nua e posso continuar assim toda manhã beijando na boca sem pressa, sou feliz quando uma musica me interpreta, quando uma poesia me escancara, quando a primavera colore tudo e chove flor lilás de jacarandá, quando o outono derrama folhas de plátano, quando chove ( e estou quentinha em casa) e depois a terra cheira molhada, quando converso-ouço-entendo e sou igualmente entendida, quando recebo um carinho em forma de torpedo lembrança presente, quando consigo tocar e fazer alguém feliz, quando dou risada alto, quando o sol muda de cor, quando a lua me surpreende redonda e enorme no céu, sou feliz viajando sem destino, sendo turista até mesmo por aqui, molhando os pé da água, andando de bicicleta, gosto de gente e suas histórias, sou curiosa, tenho incontinência verbal, cumprimento até quem eu não conheço (ainda), gosto de dar sorrisos e bom dia gosto de me sentir ativa, sou feliz trabalhando, sou feliz no escuro do cinema, sou emoção á flor da pele, de um jeito quase infantil, ainda acredito em boas pessoas, em lindas intenções, em olhares, em abraços, me emociono, as vezes enfraqueço, fico triste, murcho a esperança, mas basta um instantinho de luz, já me sinto viva e volto a ser feliz...sempre volto.

Gosto mais da segunda, se ser essa que vê coração em toda parte  a primeira, puramente reativa, talvez tenha necessitado ver e viver dores maiores, para redimensionar o que lhe cabia à alma, pra escolher a leveza e a felicidade possível e diária. E se posto aqui minhas duas versões é para reafirmar a capacidade que sempre teremos de mudar de rota, mudar o sentir, o sentido, curar, voltar, rever, ressignificar, tornar a interpretar e principalmente para reforçar a capacidade diária e nossa, de escolhermos qual o olho usar, qual a cena editar e ou reverenciar, tão donos do roteiro somos...é nossa a direção: do passo e de toda a vida!

Sou as duas e muitas outras, algumas preciso curar, outras preciso deixar que se fortaleçam, algumas só preciso reconhecer, desapegar e seguir... e por isso voltei a escrever aqui, pra me dar voz e vida , poder me reconhecer por inteiro e escrito, as vezes falivel, as vezes capenga, as vezes fujona, as vezes cinza e pesada,noutras leve e coloridíssima, eu e todas as outras nadias que me compõem e...pra hoje escolho a leveza e a cor!!


















sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Aprendendo...a aprender...

Eu gosto de prestar atenção na natureza, digo brincando, que sou uma turista do chão, uma turista do céu, uma turista dos ciclos... um ano inteiro prestei atenção a uma árvore que vive na frente da minha sacada... vi ela secar inteira num inverno, foi ali que comecei a aprender... ela perdeu todas as folhas no outono e naquela manhã acordou seca, fiquei triste e apressadamente carimbei...que pena, já foi tão linda, morreu... fiquei nesse luto um tempo e ela ali, seca de dar dó... até o dia bonito que começou esverdear e logo florir...aquele tanto de beleza que ela fez e continuou fazendo, a cada nova primavera, pedia esse tempo de espera...eu precisava aprender a esperar...

O doído é que já sabia disso, que a vida é assim um ciclo atras do outro, fiz ate uma poesia quando percebi que bobamente tentava controlar sozinha essas mudanças e o tanto de peso extra carreguei por conta de não reconhecer, as necessidades, os ciclos, os movimentos, as paradas ...o quanto briguei com a vida, usando ego e expectativas nessa luta de não querer aceitar o que vem, e assim muito me envenenei, me quebrei e pouco aprendi ...eu fiz isso a vida toda...

porque não tive tempo
de aprender que é vento
nem caí do vôo
como passarinho
nem fui árvore e seiva
crescendo devagar
fiz de mim
urgência - sobressalto - susto
fiz de mim arbusto
com ânsia de coqueiro
grama que não sabe
ser só verde e rala
lua que não quer
minguar para crescer
me forcei atalhos
desfiz natureza
assim voando presa

ao tronco que criei...

eu já sabia, mas bem diz aquele proverbio chines: "Saber e não fazer, ainda é não saber" ou como mais tarde me disse o Caio do B : "saber é ir até a metade"...ainda estou no caminho, por enquanto como turista, só registro tudo, tudinho, pra ver e rever e quem sabe, enfim me dedicar a mudar...e largar essa ânsia de florescer antes de secar, colher antes de madurar, voar antes das asas prontas...aprender a me deixar ser, de mansinho, não no tempo que eu  quero e suponho o "ideal",  mas no tempo que tudo se apresentar...
Parar, olhar, prestar atenção, desapegar, deixar passar, se unir, se fortificar, respeitar o tempo de ser, de se refazer, de se aprontar...


 Como essa árvore cortada, por mais podada e desestimulada que ela seja, não vai desistir ... a vida esta aí todo dia pra lembrar: seja o que for, vai passar...
  Sou semente e brotar é a minha natureza...e por mais clichê que possa parecer, a verdade é: a gente vai colher o que semear...








quarta-feira, 15 de novembro de 2017

das perdas & ganhos

perdi
colegas,namoradas,caes.
perdi
arvores, pássaros,
perdi um rio
e eu mesmo nele me banhando.
isso o que ganhei: essas perdas.
isto o que ficou: esse tesouro de ausências.

Rui Espinheira Filho


A gente cresce se apegando no "havido", nos ritmos que já nos tocaram, caso a alma esteja um pouco sofrida, podemos nos apegar na dor, pra não conhecer dores novas e novos riscos, podemos.... é meio deprimente guardar tesouro de ausências, e não de presenças... talvez até guardar esperas fosse mais ganho, não a espera passiva de quem vai ganhar, mas de quem vai buscar... tesouro de buscas, de planos, de utopias, de quereres que nos empurrem pra frente..." a utopia, lá longe é o que nos ajuda a caminhar" como bem lembrou o Eduardo Galeano.

Mas normalmente, nos alimentamos de nãos...e nós... bem danados de desamarrar... nos "maneamos" como diriam em Itaqui...
 "tem mais presença em mim o que me falta" me disse o Manoel de Barros, quando eu também me alimentava de vazio... vez ou outra ainda faço isso, "é humano, demasiado humano", pode ser vício... Podemos inventar um antes, esconderijo, "perfeito" na nossa edição de verdades, a mente é eximia nisso, em reinventar o passado, de um jeito que nos justifique...não posso ser simplista, as vez não é invenção, mas que é foco, não tenho duvida, é colocar luz direta e forte escurecendo todo o resto em volta, impedindo até nossa própria clareza ao enxergar...
Mas voltando a poesia do rui, que estava em meus rascunhos desse blog abandonado, entre tantos inícios e ideias que não dei prosseguimento...ela ficou aqui, pra me fazer pensar e confirmar, não se perde nada do que se viveu... simplesmente nada, tudo é matéria prima, desse emaranhado que nos sustenta...

...eu sei que os esconderijos muitas vezes viram clausura, abafados e claustrofóbicos, e mesmo assim, ah que incongruência, é pra lá que queremos as vezes voltar... sera pela sensação de voltar ao útero? uma volta ao antes da violência do mundo? uma tentativa de fugir dos olhares que nos negaram a aceitação e  novamente aconchego?



Esconderijo

O que deixou
de ser preenchido
ocupa um espaço absurdo
por dentro...

um vácuo
talvez intransponível
de expectativa frustrada,

muro,
dique,
nada


o difícil é reconhecer esse nada, se adonar dele e pensar, a serviço de que vem a dor e o esconderijo...e assumir qual parte vamos deixar comandar, a que se esconde, a que coloca os escudos, a que se fecha, a que se resguarda...a quem vamos dar a voz? quem vai falar por nós?

eu tenho no meu havido, um pátio que virou metáfora e inspiração de mil sensações e poesias.. o tanto que me adocei naquele pátio é equivalente a solidão que senti por lá, mas é de lá que vem todo o barro que me reconstitui... é por isso que eu digo: amor é pátio, não montanha-russa ... por que amar é também se deparar com a nossa solidão e nossa vulnerabilidade...





Se eu estou conseguindo?

Eu mal saí do útero e ainda me ressinto com tudo que não ganhei, ainda me escondo no pátio, as vezes brinco e finjo que as goiabas todas são deliciosas e sem bicho, e noutras vejo os bichos muito maiores que são... estou tentando, tateando nos meus escuros, mas não estou parada esperando, como se ainda não soubesse andar, sei, que mesmo com medo é preciso ir, dói, mas as vezes vem uns sopros de pronto pronto passou, vem uns olhares que mesmo me enxergando integralmente me aceitam, me encorajam e me amam...é neles que eu quero crer...aprender a me alimentar de sim...e ter gratidão por esse amontoado de presenças que me fazem querer nascer...nascer demora!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

mofo&desconexão

Eu acordei sentindo falta de conexão, não dessa WiFi nem dessas bem falhas dos nossos celulares, aquela outra que é tão mais, de se reconhecer em olhares, de compartilhar silêncios sem que eles atordoem, de abrir a alma sem receio, de saber do outro e ter e permitir acesso ao que lhe é mais íntimo,frágil e grande, de estar perto por estar conectado ...

Esse cinza ininterrupto me mofa por dentro e talvez me bloqueie essa capacidade, será que perdi a minha própria senha?

 Ontem ao assistir uma cena linda no cinema, pautada na dificuldade de expressão de sentimentos entre uma família, fui invadida por essa sensação doída de que esperamos demais dos outros, e esperamos muitas vezes o que lhes é impossível e sofremos e nos magoamos pelas incapacidades alheias, gerando muitas vezes bloqueios e incapacidades em nós. Ninguém pode medir o quanto uma palavra dita ou calada, o quanto um toque, feito ou negado, o quanto um conceito, um olhar, uma crítica, um abraço, uma abandono, uma aceitação podem alterar a nossa vida, pode formar ou deformar nosso caráter, nossa capacidade se sentir ou expressar.
           O sentir como o escrever, pode despertar empatia, projeção, repulsa, medo, insegurança, pode mexer com quem está do outro lado, mas sempre será “lido” através da lente das experiências do outro, o sentimento, e nisso o amor é o maior exemplo, nos pertence de uma forma tão íntima, que nem sempre mesmo compartilhado em anos, beijos, abraços, intimidade e dia a dia consegue ser totalmente exposto ou entendido.
         Sentimento-humano...difícil-acesso, assim como os detalhes que necessitamos para nos sentir aceitos e amados, ás vezes são ínfimos e desnecessários aos olhos alheios, e podem ao não existir, desfazerem qualquer possibilidade de contato. Uma parte lá fica a descoberto, uma parte lá exige senha de acesso, senha essa que nós mesmos muitas vezes esquecemos de desbloquear...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

sulcos na alma

Ele me ensinou
que certas vivências
geram sulcos
na alma
e as vezes
mesmo que se queira
e precise
que a emoção
pegue outro rumo
ela não consegue...
segue o sulco
e deságua
num lugar
conhecido
ultrapassado
e sem saída

quarta-feira, 20 de maio de 2015

aprendendo a desaprender...

A gente pode aprender e desaprender pro bem ou pro mal, estar vivo faz dessas...
Eu muitas vezes percebo o quanto aprendi torto e precisei desaprender e reaprender de novo (felizmente isso não tem fim)...
Hoje mesmo enxerguei, que desaprendi a ser cuidada, e vi que o processo é mais ou menos assim: ( e vale pra uma serie infindável de sentimentos, emoções, ações)...quando se precisou tanto e não se ganhou, pode se desistir de esperar... e desaprender a ser frágil as vezes...

http://noo.com.br/8-coisas-que-aprendi-a-desaprender/